18 fevereiro 2005

Texto escrito por Duarte Silveira

Se é verdade que Portugal atravessa um momento difícil, em termos políticos e económicos, esse facto deve-se em grande parte, ainda, a remanescências de desgovernação guterrista, ainda que o anterior governo não esteja completamente isento de responsabilidade, mas isso é porque para recuperar de uma crise é necessário fazer sacrifícios.
Paira sobre o país uma nuvem tempestuosa e ciclónica, muito negra, que anuncia a possibilidade assustadora do regresso do desgoverno de esquerda para Portugal.
É consenso geral que a qualidade do discurso político anda pelas ruas da amargura sendo as causas, disto, muitas, embora a sua discussão exaustiva esteja fora do âmbito deste texto. A todas estas inquietações o CDS tem resposta... Inicio com uma questão muito simples: Assumindo que, apesar do descontentamento generalizado, é também generalizada a percepção do desastre que qualquer tipo de maioria socialista no parlamento seria. Pergunto, Haverá maior possibilidade de o furacão socialista atingir o governo: com uma maioria de insatisfeitos a votar em branco/nulo ou nem sequer se dar ao trabalho de votar; ou, se pelo contrário, o voto desses cidadãos for bem entregue ao CDS, ou ainda ao PSD? Pense nisto... A todos aqueles que descontentes com a actual governação liderada pelo Dr. Santana Lopes, desejando que a minha pergunta tivesse uma terceira hipótese de resposta, vão engroçando a percentagem de indecisos; o CDS realça que, olhando com atenção redobrada para a pergunta, se repara que as hipóteses de resposta são de facto três e não apenas duas, como a princípio se poderia pensar. São elas: Não votar, ou votar branco/nulo, hipótese por muitos ponderada, ignorando o perigo de eleição socialista que isso traria; votar PSD; ou votar CDS. Alguns, por esta altura, perguntar-se-ão: mas então votar PSD ou CDS não vai dar ao mesmo? A resposta é simples e taxativa: Não. Porque, pelo trabalho realizado, nos governos da actual maioria, pelo CDS, este partido já tem provas dadas da sua competência, lealdade, responsabilidade e ainda profissionalismo ao invés de clientelismo. O mesmo não se pode dizer do PS que, em 6 anos de desgoverno, fez menos que o CDS, em 6 meses, em muitas das áreas governadas por ambos os partidos.Assim sendo, se ao invés de votar em branco/nulo ou não votar, votar CDS, garante dois pontos muito importantes. São eles: Em primeiro lugar, o PS não trará de volta o filme de terror que poderia ser chamado GUTERRISMO PARTE II. Sim, porque para os mais esquecidos o proposto governo do Eng. Sócrates não passa de uma degeneração do desgoverno Socialista de Guterres, que fugiu a meio do segundo mandato, quando as asneiras por ele realizadas vieram ao de cima. Ou não aparecesse Guterres na televisão a apoiar Sócrates, com palmadinhas nas costas; Em segundo lugar, ao dar o seu voto ao CDS não estarão “simplesmente a apoiar a reeleição de Santana Lopes”, mas antes a enviar uma mensagem muito clara... A mensagem de que não queremos o regresso do furacão socialista, mas isso não significa que queremos tudo como estava antes. Queremos isso sim que ao aumento da percentagem CDS na maioria da coligação, corresponda um aumento de responsabilidades governamentais em áreas críticas para a estabilidade do país, ao partido que de todos melhores provas deu de estabilidade e competência, o CDS.
Não quero com isto dizer que devem os cidadãos que tradicionalmente elegem o PSD passar a eleger o CDS, porque isto poderia pôr em perigo a eleição da maioria, liderada pelo PSD para, formar governo por parte do presidente, a menos que fosse uma transferência massiça de votos. O CDS não pretende aumentar a sua percentagem de voto à custa da diminuição da percentagem do PSD. Lembrem-se que existe uma coligação pós-eleitoral, e que, portanto, todos os votos na direita são bons para evitar uma maioria de esquerda, por mais ténue que esta possa ser, pois seria sempre desastrosa para o nosso país. Os que pretendem eleger o PSD não se apoquentem, que o CDS estará lá para assegurar a estabilidade e competência. Quanto a todos os outros é que é necessário votar em força no CDS.

Concluindo, quero relembrar que votar em qualquer outra coisa que não seja PSD ou CDS é hipotecar o futuro de Portugal. Portanto, se não está disponível para no dia 20 votar no PSD, não fique em casa, não vote em branco/nulo, lembre-se que, para além de PS e PSD existe pela primeira vez desde o início da nossa jovem democracia uma novidade, na política, na área de Governo, um terceiro partido, com capacidade para fazer a diferença. Esse partido é o CDS/PP o partido da estabilidade e da competência, o partido em que é útil votar.
Ajude-nos a relançar Portugal, a olhar para o presente e construir o futuro, sem receio dos fantasmas do passado recente.
Vote confiante; Vote em quem não se interessa por denegrir o bom-nome dos adversários políticos, mas faz a campanha pela positiva; Vote em quem lhe mostra obra feita e bem feita, em quem lhe mostra resultados e dá ideias concretas de governação para o futuro, quem de facto resolve os problemas do país, Vote em quem lhe apresenta com total transparência a sua equipa de governo construída com base no mérito pessoal e profissional, de cada um, nas áreas a que se propõe governar; Vote em quem levará Portugal para a era da produtividade, do emprego, da justiça social, dum novo bem-estar consolidado em políticas orçamentais a longo-prazo, sustentáveis; Vote em quem sabe e quer repor a autoridade do estado; Vote útil: Vote CDS/PP