15 março 2005

Esclarecimento

Uma das desvantagens da blogosfera (como já tive oportunidade de me aperceber), dos bloggistas e das pessoas que nos lêem é que, por vezes, as coisas que dizemos são interpretadas de forma completamente diferente da que queríamos imprimir aos nossos textos. Não vemos caras, nem expressões, nem entoações de voz, por isso limitamo-nos a ler e a analisar aquilo que está escrito.

Confesso que o meu post sobre o Miguel Matos Chaves gerou mais mal-entendidos do que estava à espera. De facto, nunca foi, em tempo algum, minha intenção mostrar qualquer tipo de apoio a um senhor totalmente desconhecido, defensor de alianças com o PND e outras coisas com as quais minimamente não me identifico (o facto de ser contra a constituição europeia, um modelo de organização interna do partido pouco clara, uma opinião obscura sobre a questão do aborto, convenções sobre tudo e mais alguma coisa que não deixam antever nada de construtivo nem minimamente benéfico para o CDS).

O que pensei ter sido entendido como ironia (era esse o único propósito do texto), foi levado mais à letra do que pensei quando escrevi pela primeira vez neste blog. Talvez por ser a minha estreia e não estar ainda habituada às lides destes espaços de opinião, quero desde já deixar aqui um esclarecimento (para que não restem dúvidas) de que tudo não passou de uma pequena dissertação que não pretendia mais do que mostrar quão pouco claro, pouco consistente, anónimo e presunçoso um sonhador candidato a presidente de um partido como o nosso podia ser.

Da próxima vez acho que me vou debruçar sobre a extinção do lince ibérico. Talvez aí consiga um maior grau de consensualidade.
Texto escrito pela militante de Lisboa Joana Mota