13 maio 2005

Lisboa para Todos

Carmona Rodrigues acaba de, formalmente e num local que lhe é particularmente simbólico (dizia o jornalista que foi ali que o candidato à câmara de Lisboa, nasceu, cresceu, brincou e estudou), apresentar a sua candidatura ao maior município do país sob o lema “Lisboa para todos”. Assistiram populares, alguns notáveis (Álvaro Barreto era a única figura visível do anterior executivo), mas a cerimónia foi marcada pela discrição.
O discurso foi curto, mas conciso nas ideias, virado para uma faixa etária dos 8 aos 80 anos, para a classe média (reprovou, em especial, as políticas habitacionais dos condomínios de luxo e da habitação social, que esqueceram as oportunidades de habitação desta grande massa populacional), onde se criticou o candidato do PS, acusado de fazer deste combate autárquico um exercício intelectual.
Carmona afirmou, ainda, não ter medo de nenhum outro candidato de esquerda, disse que o seu mandato não se pautaria por nenhuma bandeira ou grande obra que pretenda executar. O seu único objectivo é trabalhar e servir os lisboetas. Declarou-se profundo conhecedor dos problemas da cidade e da área metropolitana, tentando de uma vez por todas apagar a imagem de “bombeiro” ao serviço do PSD aquando da ida de Santana Lopes para o Governo.
Confesso a minha curiosidade pela posição do nosso partido acerca desta candidatura.
Joana Mota