06 junho 2006

In-Segurança Social

Segundo a sic-noticias: "O saldo financeiro da Segurança Social está cada vez mais magro. As despesas com pensões e subsídios são já maiores que as contribuições de empresas e trabalhadores. "


Enquanto isto o actual governo, tal como todos os anteriores governos socialistas (PSD incluídos), continuam a fechar os seus olhos ao problema, enquanto atiram areia aos de todos os outros, com o absurdo, e injusto, constante aumento da idade da reforma. Estão a hipotecar Portugal e o país está a deixá-los levar-nos à bancarrota.


A pergunta que se impõe deve dividir-se em duas: 1. Quando é que o líder do nosso partido volta a ser uma voz audível de verdadeira oposição ideológica e com impacto visível na comunicação social? 2. Constituido este nosso partido na única alternativa viável a esta espiral auto-destructiva de socialismo, terá o país coragem para votar em nós?


A solução passará obrigatóriamente por nós, porque nessecitará de ter uma matriz democrata-cristã, temperada com uma muito boa dose de liberalismo. Correntes apenas relevantes no nosso CDS-PP.

Se queremos salvar Portugal da bancarrota temos de iniciar imediatamente uma verdadeira e estructural política de incentivo à natalidade que permitirá a médio prazo o reequilíbrio das contas.

Este incentivo à natalidade deve ser acompanhado de uma outra política de reestructuração da actual educação ao kilo para uma educação completa e meritocrata que permita a todos os alunos maximizarem o seu potencial, de modo a se tornarem nos geradores de riqueza de amanhã. Começando logo pela descentralização de poderes sobre a gestão das escolas para quem deles pode fazer bom uso, as próprias escolas apoiadas pelos municípios. Seguido pela reestructuração dos programas para prepararem os alunos: para a faculdade ou para a vida laboral, não nivelando todos os alunos pela mediocridade como acontece hoje em dia. (como se prova pela média mediocre de classificações nos exames nacionais)

Logo de seguida deve ser aprofundada a diversificação dos sistemas de segurança social, iniciada com o Ministro pelo CDS Bagão Félix. Nós somos um dos Países desenvolvidos que mais depende do estado para garantir as finanças de reforma de cada cidadão, o que é um sério risco económico para o futuro do País, uma bomba-relógio à espera de explodir.


Com estas e muitas outras políticas de liberalização da nossa economia, como a flexibilização do trabalho, e o fim da chamada "Segurança do trabalho" pela instituição de uma verdadeira meritoracia versus a actual subsidiodependencia, até já se poderia recolocar a fasquia da reforma em níveis aceitáveis.


Tendo sido diagnosticado o problema, e apresentada a solução mais viável, senão a única sustentável, resta agora saber:

Estará o país preparado?