27 setembro 2006

"CONVERSAS À DIREITA"


PAULO PORTAS


28 Setembro (5ª feira)


21H00


AUDITÓRIO MUNICIPAL DE FERNÃO FERRO




Como chegar ao auditório:

A2, Saída Sesimbra. No seguimento da estrada para Sesimbra, encontra uma fábrica de tijolos do lado esquerdo. Corta logo a seguir á esquerda. Nessa estrada, é só seguir no sentido das setas que dizem “Mercado”.

24 setembro 2006

Mas quem é que elegeu Jaime Gama para presidente da Assembleia??

Presidente de Assembleia, que defende assim a sua assembleia, com certeza que nem sequer lá deveria estar, quanto mais ser presidente!

Quer cortar o número de deputados, para a representação dos cidadãos ainda ser pior do que já é com os factores correctivos da regra de hondt??

Se quer mesmo cortar o número de deputados, podia começar por se despedir do cargo de presidente da Assembleia em que pelos vistos, claramente não acredita!


A propósito de:

'Em entrevistas publicadas sexta-feira nos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã, Jaime Gama defendeu "que a Assembleia ganharia em poder, enquanto órgão de soberania, com um número menor de deputados".
Actualmente a Assembleia da República tem 230 deputados e a Constituição admite um mínimo de 180, sendo o PSD o único partido que, até agora, defende uma redução do número de parlamentares, inserida na reforma do sistema político.
"O CDS-PP considera não existir qualquer necessidade de redução do número de deputados. É absolutamente claro que esta não resultaria em melhoria de funcionamento do Parlamento ou do sistema político", contrapôs Ribeiro e Castro.'

'Além do mais, acrescentou, "no quadro da União Europeia, Portugal é, já hoje, entre os de dimensão média, o país que tem o rácio mais deteriorado na relação deputado/eleitores ou deputado/habitantes".
De acordo com as contas do líder do CDS-PP, existe em Portugal um deputado por cada 45.000 habitantes, enquanto esse rácio baixa na Grécia para um deputado por cada 36.000 habitantes e um para 25.000 habitantes, no caso sueco.
"Se a Assembleia da República seguisse, por exemplo, o rácio deputado/habitantes dos países nórdicos, usualmente apresentados como modelos, teria a seguinte composição: 305 deputados, no rácio do parlamento dinamarquês, 400 deputados no rácio finlandês e 408 deputados no rácio sueco", exemplificou, ressalvando que o CDS não defende o aumento do número de deputados.
No entanto, para Ribeiro e Castro, "a proporcionalidade da representação não poderá legitimamente ser posta em causa, nem comprometida por via indirecta, através de uma manipulação da composição da Assembleia", considerando que o verdadeiro objectivo da redução de deputados é "o afunilamento do sistema político e partidário".'


in Blog CDS-PP Lisboa

20 setembro 2006

O Discurso da Polémica

Excertos do discurso do Papa na Universidade de Ratisbona

(...) Este profundo sentido de coerência no universo da razão não foi perturbado nem mesmo quando se soube que um colega tinha dito que havia algo estranho com a nossa universidade: duas faculdades que se ocupavam de uma coisa que não existia - Deus. Mesmo perante um cepticismo tão radical, continua a ser necessário e razoável colocar a questão de Deus através do uso da razão, e fazê-lo no contexto da tradição da fé cristã: isto, dentro da universidade como um todo, era aceite sem discussão.

(...) li a parte editada pelo professor Theodore Khoury (Münster) do diálogo que o douto imperador Bizantino Manuel II Paleólogo (...) teve com um persa culto sobre cristianismo e islão e sobre a verdade de ambas as religiões. (...) Gostaria de abordar apenas um ponto - marginal, neste diálogo - que me cativou, relacionado com o tema da fé e da razão (...)

Na sétima controvérsia (...), o imperador aborda o tema do "jihad" (a guerra santa). O imperador deveria saber que a sura 2-256 diz: "Não há nenhum constrangimento em matéria de fé." Segundo os especialistas, é uma das primeiras suras, datando da época em que Maomé estava ainda sem poder e ameaçado. Mas o imperador conhecia também naturalmente os mandamentos sobre a guerra santa contidos (...) no Alcorão. Sem se deter nos detalhes, como a diferença de tratamento entre "crentes" e "infiéis", ele coloca ao seu interlocutor, de um modo surpreendentemente abrupto para nós, a questão central da relação entre religião e violência.

Ele diz: "Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas demoníacas e desumanas, tal como o mandamento de difundir pela espada a fé que ele pregava."

O imperador (...) explicou depois por que é absurdo difundir a fé pela violência. Uma tal violência é contrária à natureza de Deus e à natureza da alma: "Deus", disse ele, "não gosta do sangue e agir de modo irracional é contrário à natureza de Deus. A fé é fruto da alma e não do corpo. Aquele que quer levar alguém à fé deve ser capaz de falar bem e pensar justamente sem violência nem ameaças. Para convencer uma alma razoável não temos necessidade do seu braço, nem de armas, nem de nenhum meio pelo qual podemos ameaçar qualquer um de morte..."

A frase decisiva nesta argumentação contra a conversão pela violência é: "Agir de modo irracional é contrário à natureza de Deus." O editor, Theodore Khoury, observa: "Para o imperador, um bizantino educado na filosofia grega, esta posição é evidente. Ao contrário, para a doutrina muçulmana, Deus é absolutamente transcendente. A sua vontade não está ligada a nenhuma das nossas categorias, nem mesmo a da razão." Khoury cita um trabalho do islamólogo francês [Roger] Arnaldez [que morreu em Abril], que sublinha que Ibn Hazn foi ao ponto de explicar que Deus não está sequer ligado à sua própria palavra e que nada o obrigaria a revelar-nos a sua verdade. (...)

Será a convicção de que agir irracionalmente contradiz a natureza de Deus uma mera ideia grega, ou será ela sempre e intrinsecamente verdadeira? Creio que aqui podemos ver a profunda harmonia entre o que é grego no melhor sentido da palavra e o entendimento bíblico da fé em Deus. (...)

[Na teologia cristã da Idade Média, com Duns Escoto] aparecem posições que se aproximam às de Ibn Hazn e poderiam levar à imagem de um Deus caprichoso, que não está sequer ligado à verdade e ao bem. (...)

"Não agir racionalmente, não agir com o logos, é contrário à natureza de Deus", disse Manuel II (...). É a este grande logos, a esta amplitude da razão que convidamos os nossos parceiros no diálogo de culturas. Redescobri-la constantemente é o grande desafio da universidade.

11 setembro 2006

I Encontro do Movimento Associativo de Direita


Venho por este meio estender o convite, abaixo transcrito, do João Maria Condeixa para o I Encontro do Movimento Associativo de Direita.

O encontro diz respeito a dirigentes associativos do Ensino Superior (ex/actuais, de AAEEs/NEPs) que sejam filiados na JP ou no CDS, embora esteja aberto a todos os que quiserem assistir.

Dado ser um assunto de interesse geral seria bom contar com a presença e contributo de todos.

"A todos os dirigentes,

O interesse que o mundo associativo suscita nas organizações partidárias de juventude prende-se, sobretudo, com a escola de cidadania que aquele pode representar, bem como com a empatia que recolhe próximo dos estudantes. Assim, é natural que a JP queira ouvir, debater e encontrar novas reflexões, especialmente, se forem oriundas de dirigentes que perfilham os nossos ideais.

Nesse sentido, vem a Juventude Popular convocar-vos a estarem presentes no I Encontro do Movimento Associativo de Direita, a realizar dia 16 de Setembro (Sábado) a partir das 15 horas, no Largo do Caldas, sede nacional do CDS-PP.

A ordem de trabalhos será a seguinte:

1. Objectivos
2. Orgânica e funcionamento
3. Projectos futuros
4. Política de Ensino Superior

A vida útil de um projecto depende sempre do momento da sua fundação, pelo que residirá na vossa participação o futuro deste intento. Por essa razão solicito que confirmem a vossa presença para jcondeixa@juventudepopular.org a fim de assegurarmos juntos o êxito da nossa JP.

Sem mais de momento, deixo os meus sinceros cumprimentos,

João Maria Condeixa
Vice-Presidente da JP"

Liberdade para viver.


Futura Freedom Tower e complexo envolvente - New York City

07 setembro 2006

"London bridge is falling down..."


Este senhor representado na imagem ao lado dá pelo nome de Anthony Blair. Tony, para os amigos. Até ao momento em que vos escrevo este senhor desempenha as funções de primeiro ministro inglês, mas considerando que nada é eterno, anunciou hoje que nos próximos 12 meses abandonará o cargo.

Liderando o governo britãnico desde 1997 e cumprindo presentemente o terceiro mandato com terminus em 2010, Blair vem sendo vítima da sua própria acção governativa. Tal como Thatcher o foi. Com uma diferença. Thatcher estava certa e foi consumida por estar certa; Blair está cada vez mais errado e só nos tempos recentes foi penalizado pela opinião pública e pelos seus próprios pares.

Os últimos dias têm sido o coroar de 3 mandatos de um homem que governou (mal) um Reino Unido, que encontrou fragilizado após um divórcio litigioso com Baroness Thatcher. Thatcher que durante mais de 10 anos foi a timoneira de um Reino Unido melhor do que o era antes de a conhecer.

As nuvens da tempestade que hoje desaba surgiram na Terça-feira (dia 5) com uma carta assinada por 17 deputados trabalhistas da ala "fiel" a Blair, exigindo-lhe que se demitisse. No dia seguinte (Quarta-feira - dia 6), 7 membros do gabinete de Blair demitiram-se, desabafando que o Partido Trabalhista e o próprio país precisavam de uma nova liderança. Hoje, Blair vem confirmar que desiste no espaço de um ano.

O cenário político está negro no reino de Isabel II, disso não restam dúvidas. Resta-nos a tarefa dedutiva quanto ao futuro dos trabalhistas (Gordon Brown parece ser o mais que certo sucessor de Blair), quanto ao futuro do governo britânico e ainda quanto ao papel que o Partido Conservador terá que representar se quiser retirar dividendos da actual situação.

Para mais sobre este assunto, leia-se o artigo "Blair's final gamble?" por Nick Assinder.

05 setembro 2006

Convite.

Venho por este post convidar todos aqueles, que assim o desejem, a comentar aquilo que partilhamos com que nos lê.
Alguns amigos e fieis leitores do UGAD questionaram-me quanto ao melhor meio para o fazer, sendo que os "comments" estão limitados, por motivos de ordem prática, aos membros do blog.
Respondo: caso não desejem esperar até ao reencontro pessoal, ou recorrer a outro meio de comunicação mais imediato, utilizem o mail exposto no blog, ou mesmo o mail pessoal, que no meu caso pode ser obtido através de consulta do meu profile. No que me concerne prometo responder a todos com atenção e desde já agradeço as vossas críticas, pois só assim se pode ter real ideia do feedback exercido pelo que aqui construímos.
Thanks.

03 setembro 2006

Ironia.

Acabou-se o que era doce.

Fazendo justiça aos títulos de capa sempre bem "esgalhados" de 18 anos de "O Independente", ocorre-me: Acabou-se o que era doce.
Podia aqui escrever o epitáfio que muito me merece "O Independente", mas julgo-o desnecessário e dificilmente original. Tudo foi dito na última edição por quase todos aqueles que gostaria ver nas cerimónias fúnebres desta publicação única.
Fica a saudade. Mais que isso; fica a certeza que "O Independente" jamais foi um jornal para todos, foi sim um jornal para nós, aqueles que o liamos com um nível de liberdade suficiente para o apreciar verdadeiramente.