26 maio 2004

E AGORA SENHOR CARVALHAS??

E AGORA SENHOR CARVALHAS??



Carlos Carvalhas mostrou nos últimos dias não ter sentido de responsabilidade ao incentivar a greve dos funcionários do SEF.
Hoje o sindicato dos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) numa atitude lúcida suspendeu todas as greves durante o Euro, mostrando assim que estes sim, têm sentido de responsabilidade e que não fariam uma coisa que punha em causa o prestigio de Portugal, ao contrario do que defende Carvalhas.

E agora senhor Carvalhas?? Já nem os sindicatos o ouvem!

 

Hoje o Excelentíssimo Presidente da Concelhia de Lisboa da JP faz anos.

 

O Blog «Uma Geração às Direitas» não poderia deixar de lhe dar os parabéns por este dia e também pelos dois meses que leva à frente dos destinos da nossa concelhia!

 

Pois façamos um brinde ao Carlos e a nós todos que também estamos de parabéns!

PARABENS AO BE

PARABENS AO BE

Não queria deixar de dar os meus parabéns ao BE pela sua mais recente iniciativa. Mostrando que é um "partido" que se preocupa com todos lançou uma iniciativa no seu site:

"Os deficientes visuais têm agora acesso aos principais documentos do Bloco de Esquerda"

Isto é possível através de um ficheiro de som onde durante 20 e poucos minutos vamos ouvindo o Miguel Portas dizer meias verdades atrás de meias verdades com a sua já conhecida demagogia.

O partido trotskista do Dr. Louça só se esqueceu que apenas os deficientes visuais "capitalistas" que têm acesso a Internet vão poder beneficiar deste iniciativa, mas em todo o caso os meus parabéns.


Para ouvir carregue aqui
LOL!!!

Miguel, estiveste bem agora. Mas a demitir alguém, demitam o Sr. Ministro. Ai estes erros de casting... E nós que os aturemos, mais o Miguel! ;)

Abreijos,

25 maio 2004

E esta, hein?

Caros Amigos e Colegas de Concelhia,

Acérrimo defensor do sim à Regionalização que sou, não pude deixar de reparar e passar esta curiosidade, que na passada 6ª feira (3 dias após a nossa última reunião da CPC Lisboa da JP), Sua Exa. o 1º Ministro, fez uma "substituição" relâmpago ao Executivo na Área do Ordenamento do Território, Cidades e Ambiente, saindo o Dr. Amílcar Theias e seus Secretários de Estado e entrando uma nova equipa chefiada pelo actual Ministro Dr. Arlindo Cunha, homem de convicções e reconhecido valor (ex membro do governo da Prof. Cavaco Silva e Eurodeputado). Até aqui tudo seria normal, não fosse eu ter visto num noticiário televisivo, e para os mais desatentos, que o Sr. Ministro é um Defensor Nato da Regionalização!
Agora digo, esquecimento ou descuido escandaloso do Sr. Primeiro Ministro? Não me parece! Talvez realidade inegável para a qual temos de nos ir preparando!

Áqueles que rejeitam a ideia de se falar públicamente da Regionalização, ou seja que assinto fôr, eu digo: despeçam antes o Sr. Ministro e depois falamos.

Saudações Populares
e até Breve se Deus quizer.

Força Portugal!
Miguel Valentim

Tabu republicano

Alguém me explica o que é um tabu na vida política nacional porque eu nunca percebi muito bem?
Era o Professor Cavaco Silva 1.º ministro deste país e uns iluminados da comunicação social começam a lançar o tema das Presidenciais, quando o senhor ainda estava mais preocupado em governar o país do que com o futuro da sua vida política. E foi aí que surgiu o tabu- por muito que o pobre homem explicasse que não era altura para pensar nisso, os jornais não o largavam.
Agora nasceu um novo tabu que é o tabu Santana/Cavaco. Os senhores jornalistas não param de pensar nas Presidenciais eos pobres senhores, que nesta altura deviam era estar a pensar na Câmara ou na Universidade, andam em manobras políticas a perder tempo.
Tudo isto tem uma só culpada: a República!
Eu não vi o João Ferreira Rosa no programa do Herman (não vejo programas de qualidade duvidosa), mas pelo que me disseram ele tocou mesmo na ferida. De 3 em 3 anos o país pára por causa da República. Primeiro elege-se um presidente e passados 3 anos já se está a pensar em quem lhe deverá suceder. Os supostos sucessores, ébrios pela imagem de se tornarem na 1:º figura do estado, deixam tudo o que estão a fazer para se dedicar a desmentir parcialmente (sempre deixando uma porta aberta, claro) o que os jornalistas andam a dizer enquanto vão sondando potenciais apoios à sua candidatura.
Mandem esta porcaria de República à fava e tragam de volta a Monarquia, POR FAVOR!
Viva o Sr. Dom Duarte II!!!

Alcoutim

24 maio 2004


cedido por Van Freud

MEMORIA CURTA II

MEMORIA CURTA II

Realmente esta EQT tem mesmo uma memoria muito curta, depois de Ferro agora foi a vez de Carvalhas.
Carvalhas disse que "O PCP foi um dos fundadores da Democracia Portuguesa"
Democracia? Não foram estes senhores que falaram em transição para o Socialismo??
Não foram estes senhores que apoiaram movimentos terroristas de extrema-esquerda??

Que eu me lembre estes senhores não participaram no 25 Novembro, nem gostam muito desse dia, utilizando uma frase publicitaria de um ex-jogador do sporting, PORQUE SERÁ??

21 maio 2004

JP – a 1ª Conferência

Foi com bastante agrado que tive oportunidade de presenciar a 1ª conferência organizada por esta nova CPC de Lisboa da JP.
Sendo formada numa área de Saúde e portanto, não tendo qualquer tipo de formação política, fiquei muito surpreendida com a forma como o Sr. Dr.º José Ribeiro e Castro me fez chegar, de forma tão clara, uma série de informações muitas delas completamente fora do meu âmbito. Foi, para mim, verdadeiramente enriquecedor.
A Joaninha têm de facto motivos para olhar tão orgulhosamente para o seu pai (não pude deixar de reparar), pois para além de ser um comunicador por excelência, tem um sentido de humor notável.
Também ouvi algumas criticas à conferência no sentido de ter sido demasiado teórica ... tal não me causou espanto, nem tão pouco me serviu de comentário, talvez porque a visão que tenho da política seja um pouco essa: uma amalgama de teorias, muitas delas não viabilizáveis.
Ora, se este tipo de críticas surge ao nível de uma juventude partidária, só revela que existe uma vontade e uma possibilidade de essa tendência se inverter, ou seja, de se passar a discutir mais sobre aquilo que pode realmente beneficiar de algum modo a Nação Portuguesa e a Comunidade Europeia, na qual estamos inseridos.
Não pretendo de forma alguma integrar-me na vida política, mas prometo que continuarei a ser uma espectadora assídua das vossa iniciativas e a participar nelas sempre que possível.
Parabéns por este excelente início de mandato e continuação de um bom trabalho.
Saudações Centristas

Carla Manaia (Carlota)

17 maio 2004

Conferência com o Professor Vasco Rato


 


Vimos por este meio convidar-te a estares presente em mais um debate organizado pela Concelhia de Lisboa da Juventude Popular, no âmbito do "Ciclo Europeu", na próxima Sexta-feira dia 21 de Maio, às 21 horas na sede do CDS/PP, sita no Largo do Caldas. Neste debate, subordinado ao Tema «Desafios da União Europeia: alargamento, tratado constitucional, relação euro-atlântica» teremos como orador o Professor Vasco Rato.

Regionalização parte VI

Caros amigos,

Por todos e mais alguns motivos que já foram ditos, quero aqui deixar desde
já as minhas desculpas pela minha anterior e extensa “blogada”.
Caro Miguel, quanto ao assunto da regionalização, que pano para mangas de
debate e conversa tem dado, conclúo o seguinte: tu na tua (pelo Não) e eu na
minha (pelo Sim)! Ambos expusemos e explicamos os nossos pontos de vista, e
isso é o essêncial de qualquer debate.

Breves notas a respeito do teu comentário/resposta:

1º Regionalização não é o oposto de todo! Talvez muito pelo contrário.
2º Algarve já não existe enquanto provincia ou topónimo , portanto não é
comparável.
3º Gostei do comentário sobre “Lisboa e o Resto”. Concordo a 100%, ou não
fosse eu um descentralista!
4º Como eu frisei, e note-se, tive esse prévio cuidado, a Regionalização não
é solução para tudo mas sim meio/veículo, ou antes caminho. E como é a
caminhar que se faz caminho, toca de andar!
5º Regionalização não é faca mas sim "pinça";
6º O País só estará, e cito: “montado” no dia em que as suas divisões
internas fizerem sentido.
O que hoje temos, tirando os concelhos na sua generalidade, é uma, e passo a
expressão, “mixelania de encrencada”! Tipo não ata nem desata. Agora, a
juntar às Freguesias, Concelhos, Distritos, Regiões Autónomas, Nuts I, Nuts
II e Nuts III, vieram-se juntar as Conurbações e Grandes Áreas
Metropolitanas. Eu digo, está tudo maluco!
7º Mudança é mudança, sem tirar nem pôr.
8º Não sei se alguém sonhou com o telefone ou com a electricidade. Facto é
que os temos e graças ao fruto, sonho e engenho humanos.
9º Lamento, mas não conheço o “Franklin” pessoalmente.
10º Obrigado por me relembrares quem escreveu “Deus quer, o Homem sonha e a
obra nasce".
11º Rómulo de Carvalho, mais conhecido por António Gedeão, escreveu de facto
a Pedra Filosofal, celebrizada mais tarde por Manuel Freire. Contudo a obra
cantada está é no escrever, embora goste muito da música.
12º Claro que a Europa irá cair, só espero que não seja para breve.
13º Europa =/ União Europeia. Ou seja chamar Europa à União Europeia é uma
falta de respeito por todos aqueles que não fazem parte da UE. Humildade
gente!
14º Miguel, deste-me uma Grande lição que já há muito precisava de ouvir
quanto à Tolerância e Diálogo, mas tens de compreender que são traúmas
recentes :), que só passam com o tempo.


Mais uma vez e para acabar, aqui deixo ficar o meu ponto de vista sobre a
regionalização:


É tempo de nos desinstalarmos daquilo a que estamos habituados, e rumar a
novo porto, a bom porto. Um porto, que já não é de mar agora neste século
XXI, como em séculos anteriores foi, mas sim de terra e se chama
desenvolvimento para o futuro! Sempre ouvi dizer que o ser humano é um ser
de hábitos e costumes! Eu digo: mantenham os costumes, mudem-se os hábitos!
A mudança trás inovação e um futuro melhor. E é um futuro com um país mais
equilibrado, onde a população se divide mais heterogeneamente pelo
território, onde existe qualidade de vida para todos, onde existem
infraestruturas e meios ao dispôr.

Existem dois modos distintos, tanto na forma como no conteúdo,
de encarar esta! O primeiro onde vemos um monstro terrível que irá causar a
separação/fracção do país em regiões/províncas, separando e destruindo o
país, e desiquilibrando financeiramente ainda mais o Estado, aumentar e
burocratizar os serviços, etc etc. aos que assim pensam, atrevam-se a ir
mais além!
O segundo onde a regionalização, equilibrada e sustentável,
trará o progresso às casas e famílias Portuguesas, com melhor qualidade de
vida! Apostar em Portugal desenvolvido é dizer sim á regionalização! Esta é
a nossa obrigação, este é o nosso dever!

Regionalização não passa da divisão “fictícia” do país em
áreas geralmente semelhantes geográficamente onde a população se distribui
de forma mais equilibrada, tendo por base uma capital administrativa que
propiciará o desenvolvimento consequentemente de todas as cidades, vilas,
aldeias e outros aglomerados populacionais e habitacionais existentes nessa
“região”, trazendo o equlibrio e desenvolvimento.

Falo-vos disto tudo porque sei! Porque amadureci esta ideia ao longo do
tempo convicto daquilo que julgo ser bom para o meu país! Porque estou-me a
esforçar para aprender com quem verdadeiramente sabe, para dar o meu
pequeno, mas sempre presente, contributo, a Portugal e aos Portugueses!

Viva A JP!
Viva o CDS-PP!
Viva Portugal!

Miguel Brito Valentim

14 maio 2004

2000 mil visitas

Cumprimos agora os 2000 visitantes ao nosso BLOG.

Estamos todos de PARABÉNS!!!!

E logo à noite todos ao Whispers!!!!!!!

1000 Portugueses

Está uma pessoa sem vir ao blog uns dias e é isto...
Miguel Valentim!!! Que violência!
Mas agora uma outra coisa que não tem nada a ver.
Eu sinto-me Português até à medula e adoro Portugal, mas não sei até que ponto, se me tirassem uma fortuna enorme que eu tinha construído a pulso e me expulsassem do país, eu depois voltaria a cá investir e a ajudar o país como o fez António Sommer Champalimaud.
Como se isso não bastasse, lega 5 milhões para uma fundação portuguesa que visa promover uma das coisas de que mais falta temos em Portugal, a investigação médica.
O nosso Paulo Portas disse na televisão que, se portugal tivesse 1000 empresários como ele, seria um país rico. Eu concordo mas acrescento, que se Portugal tivesse 1000 portugueses como António Sommer Champalimaud, seria um país muito mais patriótico.

13 maio 2004

CONTRA TODAS AS FORMAS DE TORTURA

O Acidental, do Paulo Mascarenhas, 'Blog k não perdemos', lançou uma petição online para que, finalmente, seja revelada toda a verdade sobre as torturas infligidas a presos políticos em 1975.

Associamo-nos à iniciativa, adicionando aos nossos links um que permite assinar directamente essa petição!

Assinem já!

12 maio 2004

A Conferência foi um Sucesso!

Realizou-se ontem a primeira conferência do nosso ciclo europeu e podemos dizer, com segurança, que foi um sucesso!
Ao Dr. José Ribeiro e Castro, mais uma vez agradeço a disponibilidade para nos falar e o brilhantismo com que o fez! Tenho a certeza que saímos todos daquela sala esclarecidos sobre a necessidade de se falar da Europa, de se discutir a Europa e de termos ideias claras sobre a Europa! Percebemos o porquê de não sermos Euro-cépticos e também porque queremos uma Europa que dê passos pequenos mas seguros! Porque acreditamos no ideal Europeu dos pais deste projecto e porque queremos uma Europa que se aprofunde, mas que seja, sempre, uma Europa de Nações que sabem que só unidas, num projecto comum, podem assegurar a paz, o desenvolvimento e cooperação! A União Europeia deve ser construída com os Estados e com os Povos, não contra eles ou sobre eles!
Para além da exposição feita pelo Dr. Ribeiro e Castro sobre a evolução do ‘pensamento europeu’ do CDS tivemos depois um período de debate, em que contei 12 perguntas, todas muito interessantes e reveladoras que, da nossa parte, o ‘trabalho de casa’ tinha sido feito e tínhamos verdadeiras questões, curiosidades ou dúvidas a colocar ao nosso orador! Neste período falámos de temas tão diversos como o alargamento, o tratado constitucional, o papel de um Euro-Deputado, o porquê de nos mantermos no grupo UEN, o fim da presidência rotativa, o pacto de estabilidade e crescimento, a possível adesão da Turquia e as relações da Europa com os Estados Unidos!
Ficou assim mais que provado que os jovens populares se interessam pelos temas Europeus e que, por isso mesmo, a nossa aposta num ‘Ciclo Europeu’ foi a mais acertada!
Estamos já a preparar a segunda conferência, sobre os Desafios da União Europeia, nomeadamente o Alargamento, o Tratado Constitucional e o as Relações Euro-Atlânticas, com um orador surpresa!!!! Sabemos que, mais uma vez, teremos sala cheia!

10 maio 2004

CDS-PP e a Europa

Dr. José Ribeiro e Castro



A CPC de Lisboa da JP vai inaugurar o seu «Ciclo Europeu», com um primeiro debate, a realizar no próximo dia 11 de Maio (amanhã, terça-feira), às 21 horas, na sede nacional do CDS, no Largo do Caldas.

Neste Debate, subordinado ao Tema «O CDS-PP e a Europa» teremos como orador o Dr. José Ribeiro e Castro, Eurodeputado do CDS-PP, um dos melhores e mais interventivos deputados do Parlamento Europeu, e actual candidato da Lista «Força Portugal».

Pelo interesse, importância e actualidade do tema e pelo brilhantismo do Orador, temos a certeza que poderemos contar com a vossa presença!

Carlos Oliveira Andrade
Beatriz Soares Carneiro

Memoria Curta

MEMORIA CURTA

Cada vez mais me convenço que o grande problema da politica é a memoria curta, deixo aqui dois exemplos:

O ps começou a sua campanha para as Europeias distribuindo cartões e apitos amarelos

"O apito é sempre um indicador de que há uma falta" (Ferro Rodrigues)

Eu devo ter memoria curta, mas não eram eles que acusaram de mistura entre politica e futebol??


outro exemplo:

"Querem eleger pessoas, não sei se para jogarem golfe, não sei se para irem à praia, mas não é, decerto, para trabalharem para Portugal"

Quem fala assim nao é gago é o PAI DO DEFICE, obrigado por ter trabalhado por Portugal

09 maio 2004

Diálogo e Tolerância

Diálogo e Tolerância

Ainda numa de responder ao Miguel, gostava de lembrar que, ao contrário do que o Miguel pretende, Tolerância e Diálogo não são palavras socialistas, são dois dos mais importantes conceitos da Democracia Cristã que nos caracteriza.
No caso do diálogo temos que admitir as falhas do actual governo, se a situação está como está deve-se muito à FALTA DE DIÁLOGO que tem acontecido... este governo faz muito e fala pouco, os anteriores falavam muito e faziam quase nada, aí sim, temos que melhorar a comunicação.
E é essa mesma instrumenta tão preciosa que é o diálogo que nos permite discutir temas, chegar a conclusões e tomar decisões. O mesmo diálogo que estamos a ter através dos nossos computadores e que tem este blog como palco.

Quanto à Tolerância não há qualquer lógica em a excluir do nosso vocabulário, a Tolerância é cada vez mais fundamental, é ela que deve pautar os nossos comportamentos... em política, quem não a tem está condenado a ir contra todos os princípios que defendo.
A Tolerância que deve ser a principal arma contra a guerra, contra a discriminação, a principal arma ao serviço da paz, portanto, também uma das nossas principais armas.

Miguel, eu sou TOLERANTE e pelo DIÁLOGO, e tu?

08 maio 2004

Prioridades...

Prioridades...
Bem, estou-me finalmente a passar com tudo o que tem acontecido neste blog! E, mais do que um blog, têm sido cartas públicas dos nossos membros, cartas longas que não cativam nada o nosso leitor típico (se é que existe!). E com o medo de cair no mesmo erro vou tentar apelar ao poder de síntese (tão importante em política) que há dentro de mim...

E, antes de tudo, gostava de dar os Parabéns à nova Europa e dizer que olho para ela e fico feliz.
Fico feliz pelo meu país, por não ser mínimo (Diogo), por ser um todo (Miguel), por ser uma pérola na Europa (Francisco).
Não é mínimo... mínima é Malta, quase do tamanho da Madeira, mas deve ser visto como um todo e a Regionalização só fará sentido se for para diferenciar Portugal e o Algarve (porque isto sempre foi o Reino de Portugal e dos Algarves e não o Reino de Lisboa e o Resto). E a Regionalização como é apresentada pelo nosso amigo Miguel Valentim é solução para tudo, é ela que vai fazer as pensões subirem e promover uma migração para o interior... o problema é que isto não é verdade, a Regionalização é perigosa enquanto faca que pode cortar o país que tanto trabalho deu a montar pelos nossos antepassados. E a mudança é boa, mas sem destruir as bases, é boa como motor mas nunca como carro inteiro.
E o Miguel também tem de ter cuidado com os sonhos... ninguém sonhou com o telefone ou com a electricidade, isso são frutos do trabalho da investigação ou acidentes (perguntem ao Franklin!). E não foi ALGUÉM que disse "O Homem sonha e a obra nasce", foi o Tio Fernando, que é daqueles que me faz feliz por ser Português, que ESCREVEU e antes de tudo "Deus quer"... e, já agora, Gedeão não cantou nada... também escreveu!
E para o Francisco, o eurocéptico de plantão, a Europa há-de cair, os EUA hão de cair, todos os Impérios caíram, o Assírio, o Persa, o Grego e até o Romano, portanto é natural que a Europa como é hoje não dure sempre mas, enquanto a temos, devemos lutar por ela. E há tantas discussões boas que se pode ter sobre ela... talvez em posts mais curtos para isto parecer um blog (e eu já me vou alongando)!

Em conclusão, Portugal nunca foi separado nem deve ser... não somos Espanha que é uma mistura de Reinos... somos o melhor rectângulo da Península, não uma série de triângulos e losangos encaixados!
Mas dividir nem é prioridade, temos outros assuntos que podem ser muito mais decisivos para o nosso país, e aí o Francisco tem razão quando lembra que perder tempo com isto não vale a pena (é disparate dizer que não responder não é democrático, esse é dos direitos que faz parte da Democracia, não é?)
E pudemos, e devemos, aproveitar estes tempos para levar Portugal mais longe, Portugal pode ser muito mais... eu ainda acredito no Quinto Império.

P.S. E se eu não tivesse poder de síntese? ;)

07 maio 2004

Lisboa, 7 de Maio de 2004,


Carríssimo amigos e colegas da CPC de Lisboa da JP, e demais,


Em primeiro lugar gostaria de exprimir a minha tristeza, por na primeira vez em que vos escrevo públicamente, para este fantástico blog, tenha como fim discordar, rejeitar e responder letra a letra, ponto a ponto (e lamento o testamento que se vai seguir) a afirmações anteriormente ditas. Faço-o pela minha consciência e por não tolerar que me “considerem” ou tomem por socialista (diálogo, tolerância, calma ou gastar são palavras que não entram habitualmente no meu léxico, e que por sinal eram palavras de “ordem” do executivo guterriano, que eu pouco aprecio!).
O assunto que vos falo trata-se da regionalização, e as afirmações que irei comentar, datam do dia 6 de Maio de 04(ontem). Assim sendo, tenho a dizer o seguinte:

Caro Francisco: 1. Em Democracia, que por sinal é o sistema e regime governativo que actualmente prevalece em Portugal, como decerto saberás – República Multipartidária `Parlamentar´(eu sei o quão lamentas isto Diogo!), tal como no nosso Partido (Centro Social Democrático-Partido Popular), um dos poucos bons valores democráticos essênciais, que nos trouxe a revolução de há 30 anos, intitulada de Abril ou dos cravos, é precisamente a liberdade de expressão e troca/partilha expressiva de ideias entre pessoas. Logo aí não compreendo a tua frase, e passo a citar: “A melhor resposta para os que pretendem ressuscitar o debate da Regionalização é não responder”, será impressão minha ou vejo aí um bocadinho de despotismo salazarista, onde só se fala do que eu quero!?;)

2. penso ser de mau gosto, ainda para mais vindo dum Católico como tu és (não é amigo equipista?) dizer que: “Graças a Deus ganhou o não”. E porquê?, perguntarás tu. Eu respondo:
1º Não se invoca o Santo nome de Deus em vão (2º Mandamento da Lei de Deus),
2º devem ser respeitadas as ideias dos outros, mesmo que não concordemos com elas, sabemos lá se as nossas ideias estão certas! Não se trata de: “depende do ponto de vista” mas sim de só Deus sabe tudo... “topas”?
3º porque é em parte como resultado do não, que o nosso Portugal está como está, pela maioria ainda pensar como tu e o Diogo! E mais direi adiante sobre isto!

3. Bom, depois, quanto a um novo referendo interno do partido, penso que seja disparatado (e ai concordo contigo), pelo que entendo, que antes devo partilhar as minhas ideias convosco e com mais gente, e só depois, o sim ganhará bases e sentido para um segundo referendo. Pelo que sei, tanto pelas vossas afirmações (tuas e do Diogo), como pelo tenho percebido a nível interno e externo do partido, o não abunda por ai... e isso sim, é que é a meu ver preocupante, embora respeite, não concordo!

4. Quanto ao teu interesse ou não pelo ressurgir do debate não me diz respeito ou interessa minimamente, e cito novamente para não restarem dúvidas: “...Estar a responder é ajudar ao ressurgir do debate, o que manifestamente não nos interessa...” Interesso-me sim, é por despertar este ideal que devia ser de nós todos. E já agora não nos interessa, a quem? (aproveita que não costumo deixar muitas retóricas à mão de semear...).

5. em último lugar no que diz respeito á tua última intervenção, eu diria, e para não me estar a alongar mais, que espero, e agora sim, Graças a Deus, que esta “conversa” tenha muitas mais respostas e intervenções pois são estas que trazem vida à nossa concelhia e ânimo para outras que se seguirão certamente.


Caro Diogo: 1. julgo que, à tua irónica primeira frase: “um tema que julgavamos meio adormecido...”! Merece-me um comentário prévio: A dormir não obrigado! Estamos cá para debater assuntos ligados a Portugal e ao interesse dos Portugueses, não para os esconder, tapar ou calar numa gaveta, sabendo inevitavelmente, que sairão e vencerão! (já diz o ditado popular: “quanto mais me bates, mais eu gosto de ti!”).

2. tens de me explicar o que é isso de ter uma posição intermédia, tipo `Eurocalmo´ (desculpa lá Carlos mas esta tinha de sair, no gozo é claro), para mim ou é carne ou é peixe, não há cá bacalhaus... (a cozinha ensina-nos muito: só há três maneiras de comer bacalhau na vida, uma é cozido, outra assado, a terceira é estragado! Ora nem mais, isso de ter posições intermédias nunca me cheirou bem:), mas como eu vinha a dizer, ou é sim ou é não. Mas Ainda bem que te decidis-te para já, só é pena que pelo não!

3. Aversão é uma palavra muito forte! Digamos antes desagrado. Aversão tenho eu às sopas da minha Avó.

4. No que diz respeito á dimensão do nosso país, acho sempre bom relembrarmos em conjunto e voz alta (até porque o meu curso é de Geografia e Desenvolvimento Regional, e convém-me saber isto um pouco melhor que V. Exas) que o nosso país tem de área 92 390 Km2 e 10 356 117 hab (sensos 01) , está dividido em 18 distritos continentais, 2 regiões Autónomas (RAM e RAA), NUTS de tipo I, II e III, administrativamente em 308 concelhos e 4 252 Freguesias.
Comparar Portugal a um estado administrativo dum país, doutro continente com 273 800 000 hab. e 9 166 600 Km2 e com uma diversidade cultural e geográfica totalmente diferente não será o melhor exemplo! Sim porque a única semelhança que encontro, entre Portugal e os Estados Unidos da América é “traços de Ocidentalidade”. Ou ainda comparar qualquer região, ainda que com proximidade física é ridículo e até mesmo absurdo! Uma coisa é comparar outra é “aprender” com o exemplo daqueles, que felizmente, “vão à nossa frente!”
Cada lugar é único e com caracteristicas próprias que o define enquanto espaço. Assim é também Portugal! Não é por mero acaso que as actuais fronteiras políticas de Portugal são as que existem. Chama-se Geografia do território!

Já chamar a Portugal “um país minímo” acho horrível! Claro que como diz um professor meu: sermos um país pequeno e pobre é uma chatisse, lá isso é verdade! Agora ser mínimo, é totalmente falso, e explico porquê:
1º porque olhando para qualquer Atlas decente, como faço quase todos os dias, Portugal tem uma área razoável, ocupando cerca de 1/6 de Peninsula Ibérica que por sinal não é de todo pequena (aproximadamente 550 000km2).
2º porque o território não é tudo! Temos um património e deixamos um legado linguístico, cultural, nos cinco continentes do mundo que é muito mais valioso do que a área do país em si. E isto dito por alguém que já conhece além fronteiras!
Pondo de parte, é claro, todo o patriotismo ou nacionalismo que possam existir diria que Portugal um país sem dúvidas de pequena dimensão, mas nunca minímo por tudo o que acima disse, e espero ter convencido!;)

5. O mesmo se aplica a Lisboa. Não é comparável, uma cidade dum país com x caracteristicas, com uma outra cidade doutro país com diferentes caracteristicas! (fala o Geógrafo!) Porque se assim fosse, eu diria: do tamanho de Lisboa e Porto, Espanha tem 48 cidades! E este hein? Quanto muito, e se fôr necessário comparar, para verificar/observar os diferentes níveis de desenvolvimento, etc. comparam-se situações ou objectos do mesmo nível/patamar, exemplo: capital com capital, etc.
Dizer que Lisboa é uma cidade próxima de ser proporcional face ao resto do país, digo que de facto a realidade não é essa. A realidade é esta: se formos comparar densidade populacional, então Lisboa tem 564 657 habitantes (sensos01), Porto: 263 131 hab., isto as cidades com maior número de população. Em contrapartida nas restantes capitais de distrito, a população, varia entre os 30 000 e os 100 000 habitantes aproximadamente o que é uma diferença significativa. Se preferirmos ver as diferenças das áreas das diferentes capitais de distrito, condições de vida, ou riqueza gerada então aqui as diferenças são abismais! Não esqueçamos que Lisboa é na União Europeia considerada como uma região rica, não tendo direito a grande parte dos quadros de apoio dos fundos comunitários da Organização (E.U.), em comparação com o restante país (salvo poucas exepções) onde a pobreza é muito elevada. A realidade é esta!

Já agora uma nota, dispersão ou fraca densidade populacional, são conceitos distintos. O primeiro significa a irregular distribuição da população por uma área ou território, que exptuando o ainda conhecido por “Alentejo”, é a realidade portuguesa. A segunda significa o nº de habitantes por uma determinada área ou território, como por certo saberás também.

6. Quanto á “descentralização administrativa cada vez mais aprofundada” acho muito bem que assim o seja, mas não chega! Olhem á volta (nós que na maioria somos naturais de Lisboa) e vejam a descentralização!! Francamente à anos e anos que se falam em sucessivas descentralizações de serviços, bens e pessoas, e continua tudo na “mesmissíma”!
Acredita Diogo, que não existe descentralização sem regionalização. No caso português são indicossiáveis. É pena não aprendermos, e isto ano atrás de ano! Com a regionalização, os serviços aí sim tornar-se-iam menos burocráticos e mais virados e próximos dos cidadãos, isto porque tendo mais próxima fisicamente a capital regional, torna-se mais fácil tratar de qualquer assunto.
Aproveito para deixar também aqui presente o meu desagrado quanto às recém criadas conurbações e áreas metropolitanas por este Governo. (Como disse ainda hoje disse um Professor meu numa conferência: “Está-se mesmo a ver uma Área Metropolitana da Covilhã!... onde já se viu” enfim, e isto vindo dum Homem de Esquerda que esteve na base da revisão dos concelhos qua actualmente temos é obra!).

7. Quanto à tua sugestão da “mega Direcção Geral do Património” concordo perfeitamente. Mas em vez de transferirmos a tal informação por dois ou 3 técnicos por cada uma das 308 Câmaras Municipais ou pelas 18 Capitais de Distrito, seria muito mais simples e lógico, e aproveito a expressão usada: “descentralizar”, dotando as 3, 4 5 ou 6, seja quantas forem, “capitais de região” com esta informação, para os gerir e “governar”

8. Transferência de maior poder para os Municipios? Seria um passo em falso! Muito já se tem feito a nível de transferência de poderes e competências do governo central para o governo local, mas não tem sido suficiente, pois no conteúdo os Municipios continuam geralmente dependentes do Governo Central (Lisboa) e isto com enormes prejuízos e atrasos para o desenvolvimento do território e das suas populações!
Não estará na hora de um governo regional coordenar e tomar conta destas funções, assumindo responsabilidades gerais e

É claro que não falo da transferência total do poder para as “Câmaras Regionais” mas sim daquele necessário para o desenvolvimento do país! Já é tempo de olhar para “os Latinos” como nós.

9. A Criação, de novos governos e instituições regionais será um imperativo confesso, mas ao contrário do que disses-te, o número daqueles que iriam desaparecer seria muito maior. Digo isto, porque, qual seria o sentido de manter as actuais capitais de Distrito?

10.Nunca falei da extinção dos Municipios. Muito pelo contrário, eles são e serão certamente a nossa base territorial.
Não se julgue também que se está levianamente a criar a hipótese sobre a regionalização para trazer mais novas divisões administrativas ao país, mais daqueles que já existem não obrigado! Teria então que se suprimir certas divisões ilógicas já existentes, como sejam os Distritos ou Nuts criadas recentemente.
Pretende-se então um mega trabalho/operação de conjugação e reforma das mais diversas áreas de trabalho ou actividade como sejam regiões Eclesiásticas, Climáticas, Agrícolas, Administrativas, Justiça, Saúde, Vinícolas, Pecuária, Fins Estatísticos, entre tantas outras, que actualmente não se conjugam “casam” e só “trazem” problemas na transmissão ou conjugação de informação.

Pergunto, se a regionalização resultou com outros, porque não irá resultar em Portugal? Por comodismos de alguns, ou por receio de outros? Por lobbies e jogos de interesse? Por mentalidades conservadoras, que não trazem o progresso? Por interesses Políticos? A tudo isto Basta!


Note-se, que ao afirmar anteriormente que `Portugal está como está´, quero expressar que, e como é visível em quase todas as áreas de actividade da sociedade portuguesa e no global em si, o país vai de mal a pior! (salvo seja porque de muito louvar é o bom e extenso trabalho deste nosso Governo). É a estaganção total da economia (agora a tentar a todo o esforço retomar o equilíbrio), taxa de desemprego altissíma, centralização e concentração dos serviços, bens e pessoas nas duas verdadeiras e únicas áreas metropolitanas do país (Lisboa e Porto) o que causa consequentemente a desertificação do restante território nacional e litoralização (com acentuação da densidade populacional no sentido Sul/Norte) bem como o desiquilibrio de infra estruturas e meios, é o desinteresse total, e por vezes desrespeito, do comum cidadão, pela causa pública, pelo bem comum, pela educação e transmissão de verdadeiros valores socias, morais e éticos. É o sentimento de desinteresse Patriótico, quase transformado em Anti-Patriotismo, são milhares de pessoas em condições sub humanas a morrer nos corredores dos Hospitais à espera duma qualquer operação, é a miséria humana que vemos todos os dias na rua, ao virar de cada esquina (é claro que a nós não nos toca tanto, a “apreciar” esta dura realidade sentados nos nossos sofás.
É o abandono escolar diário de dezenas de crianças, é a reduzida taxa de alfabetização da população portuguesa, é o fraco poder de compra dos portugueses (que mesmo assim lá vai chegando para uns caramelos de tanto em tanto na vizinha Espanha e um BW X5 – de 85 mil euros, ou qualquer outro “carrão” desde que seja melhor do que o do vizinho, já chega para a vaidade...), é o mais baixo salário de todos os “anteriores” 15 países da União Europeia, são as pensões miseráveis dadas a muito custo a idosos que pouco mais têm para viver.
São por estas e outras razões que eu digo sim! Sim à Regionalização. Claro que esta não é a cura de todos os males, claro que não é a solução imediata, mas acreditem, sim acreditem e sonhem (porque, e como alguém disse: “O Homem Sonha e a Obra nasce”) que a vida muda, mas muda para melhor. Somos nós os portadores dessa mudança, somos nós jovens do futuro! Sim acredito que um sonho dum Homem pode mudar muita coisa, não me acusem de utopista, pois foi por muitos grandes Homens sonharem que temos telefone, electricidade, aviões, indústria, foguetões... enfim este sonhar agradeço especialmente ao meu amigo, nunca esquecido, António Gedeão, com a sua Pedra Filosofal (aconselho vivamente a quem nunca ouviu que oiça! E a quem já ouviu, que lave bem antes esses ouvidos e volte a a ouvir... «quem tiver ouvidos para ouvir, que oiça»).

É tempo de nos desinstalarmos daquilo a que estamos habituados, e rumar a novo porto, a bom porto. Um porto, que já não é de mar agora neste século XXI, como em séculos anteriores foi, mas sim de terra e se chama desenvolvimento para o futuro! Sempre ouvi dizer que o ser humano é um ser de hábitos e costumes! Eu digo: mantenham os costumes, mudem-se os hábitos! A mudança trás inovação e um futuro melhor. E é um futuro com um país mais equilibrado, onde a população se divide mais heterogeneamente pelo território, onde existe qualidade de vida para todos, onde existem infraestruturas e meios ao dispôr.

Como é óbvio, nem eu nem qualquer um de vós por certo estará ao dispôr de afirmar, “quantas regiões deverá ter Portugal” ou “quais é que se serão essas regiões ou os seus limites”, pois essas questões cabe por ora a quem de direito. A meu ver, nos dias que correm, a ninguém!

Acordem! Ponham os olhos naqueles que já o conseguirão! Que vivem melhor que nós, com maior qualidade de vida. Todos eles já chegaram á conclusão que não basta a descentralização mas também é necessária, diria mesmo, imperativa, a regionalização!

Agora, o meu ponto de vista sobre a regionalização:

Existem dois modos distintos, tanto na forma como no conteúdo, de encarar esta! O primeiro onde vemos um monstro terrível que irá causar a separação/fracção do país em regiões/províncas, separando famílas, destruindo lares lol, desiquilibrar financeiramente ainda mais o Estado, aumentar e burocratizar os serviços, etc etc. aos que assim pensam, atrevam-se a ir mais além!
O segundo onde a regionalização, equilibrada e sustentável, trará o progresso às casas e famílias Portuguesas, com melhor qualidade de vida! Apostar em portugal Desenvolvido é dizer sim á regionalização! Esta é a nossa obrigação, este é o nosso dever!


A regionalização:

Regionalização não passa da divisão “fictícia” do país em áreas geralmente semelhantes onde a população se distribui de forma mais equilibrada, tendo por base uma capital administrativa que propiciará o desenvolvimento consequentemente de todas as cidades, vilas, aldeias e outros aglomerados populacionais e habitacionais existentes nessa “região”, trazendo o equlibrio e desenvolvimento.
Ao contrário do que actualmente existe, uma dicotomia entre Lisboa e Porto (grandes áreas metropolitanas), por vezes Coimbra, Aveiro ou Braga, face ao decréscimo e envelhecimento de qualquer outra capital de distrito portuguesa, tornando cada vez mais vivos os fenómenos como sejam a litoralização e desertificação do interior. Sim, porque um país rico e equilibrado é aquele onde também a população, bens e serviços se encontra racionalmente distribuida.Actualmente, nos dias que correm, interior significa pobreza, litoral significa riqueza! Isto é um país do sub mundo, lamento dizer mas é a verdade! Custa mas tempos de ouvir enquanto as “nossas” mentalidades “retrógadas” não mudarem primeiro os seus conceitos de desenvolvimento e depois passarmos aos actos.

Falo dum equilíbrio entre cidades, entre centro urbanos enquanto forma de vida civilizável e desenvolvida. Mas para isto é necessário investir mais nas redes viárias, saneamento, nos transportes e comunicações, infra estruturas de saúde, ensino, justiça, comércio, entre outras, espaços de lazer adequados à população, serviços necessários, enfim á qualidade de vida em geral! entre tantas outras coisas que são necessárias.
Porque será que casa vez mais pessoas deixam as suas povoações no interior do país na sua maioria esmagadora para se instalarem e recomeçarem novas vidas nas grandes cidades? EU SEI! E não tenho qualquer vergonha de o dizer! Porque as cidades do interior, na sua global maioria não possuêm quaisquer condições razoáveis de vida para o cidadão. Para este que já paga impostos altos, ao ter que escolher entre viver numa pequena cidade com más condições e numa cidade maior com “aparentemente” melhores condições de vida, preferem, obviamente a segunda!
Há que não esquecer um segundo e importante factor, que aqui também “entra em jogo”. O de vangloriarmo-nos por vivermos e/ou sermos da maior cidade do país ou das maiores e descurarmos as necessidades das outras populações que não usufruem de tão boas e necessárias condições de vida. Onde entra o sinismo no meio disto tudo? Eu explico! Entra naquela parte, quando a maioria de nós quando chegadas as férias do trabalho ou do estudo, fútilmente gostamos de afirmar que vamos para a tal quinta, ou aldeia, essa mesma aldeia que “desprezámos” ou pouca importância demos durante o dia-a-dia de trabalho ou quando voltámos de férias. Enxergemo-nos! A isto sim, chamo de mentalidade pequenina e retrógada!

Falo-vos disto tudo porque sei! Porque amadureci esta ideia ao longo do tempo convicto daquilo que julgo ser bom para o meu país! Porque estou-me a esforçar para aprender com quem verdadeiramente sabe, para dar o meu pequeno, mas sempre presente, contributo, a Portugal e aos Portugueses!


Para que não restem dúvidas, quero aqui deixar públicamente o meu agrado por pertencermos (Diogo e Francisco) à mesma Concelhia (comissão política), Partido Político (CDS-PP), partilhar, por certo, valores morais da nossa Mãe Igreja, e de amizade. Apesar de discordar terminantemente com as vossas afirmações, admiro sinceramente, a tua frontalidade Francisco! (sem rodeios ou politiquisses)... e a tua simpatia Diogo!

Saudações Populares a todos!
E até breve se Deus quiser.


Viva a JP!
Viva o CDS-PP!
Viva Portugal!

Miguel Brito Valentim
As mulheres e a política

O segundo dia das comemorações do aniversário do nosso pareceiro da Coligação, o PSD, foi marcado pela filiação de 38 mulheres, entre as quais a Euro-Deputada Teresa d'Almeida Garrett e a Ministra da Ciência e Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho.

Na apresentação do grupo das novas militantes, o Primeiro Ministro e Presidente do PSD, Durão Barroso, frisou a importância da participação das mulheres na política dizendo: «Faz falta à política portuguesa a experiência e sensibilidade das mulheres, sem as quais a política fica incompleta.» Ressaltou ainda que o actual Governo é aquele que mais ministras tem desde que existe democracia, sendo que considera, no entanto, que o número (4) ainda é insuficiente.

Como mulher acho que esta é uma iniciativa importante que chama a atenção para a importância da presença das mulheres na política, presença essa que deve ser encorajada e incentivada. Não será através de quotas ou de imposição, mas através da criação das condições propícias a que as mulheres, sobretudo as mais jovens, tenham vontade de participar e consigam conciliar uma participação política empenhada e activa com as restantes exigências quotidianas, sobretudo, com as exigências familiares!

Uma última nota (de auto-elogio colectivo!), na nossa Concelhia, recentemente alargada para 25 membros, há 10 mulheres. Sem quotas, sem imposições, sem escolhas propositadas... dando apenas o lugar a quem tem mérito, vontade e empenhamento!
Oh Francisco, estás impossível!!!!!!!!

Os camelos, embora com menos valor, não me fazem sentir com a 'cabeça a prémio'... pelo menos não no sentido a que me referia no último post.

Para te dizer a verdade, nem ouro, nem camelos, como na célebre canção, continuo a achar que «diamonds are a girls best friend»!

Oh minha querida Beatriz!!!

Ainda te queixas? É bem melhor oferecerem por ti um quilo de ouro do que 40 camelos, como era tradição nos árabes, não achas??!!! :)

Bjs,
A Recompensa

Hoje a Al Qaeda voltou a surpreender o mundo com uma mensagem, alegadamente de Osama Bin Laden, em que é oferecida uma recompensa, em ouro, a quem matar altas individualidades americanas, desde logo Paul Bremer, chefe da Administração Civil Norte Americana no Iraque, e altas patentes militares no Iraque. É oferecida ainda a recompensa de 10 kg de ouro a quem assassinar o Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan ou o seu representante em Bagdad, Lakhar Brahimi.
Descendo na escala das recompensas, são atribuídos prémios mais pequenos a quem matar militares ou civis nacionais de um dos 5 Membros Permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Inglaterra, França, China e Rússia), particularmente Americanos e Britânicos, os ‘reis do veto’, segundo o comunicado, ou a quem matar militares ou civis naturais de qualquer dos estados que tenha militares destacados no Iraque, principalmente nacionais da Itália e do Japão, as duas nações consideradas escravas dos Estados Unidos pela rede!
Se o assassino for um suicida, a recompensa em ouro será atribuída à família e ele receberá. segundo Bin Laden, a maior das recompensas que será morrer como mártir do Islão.

Este tipo de ‘guerra’ suja, vai muito além do terrorismo que conhecíamos e que se praticava dentro dos moldes ‘tradicionais’. Estamos a lidar com gente perigosa que se infiltra nas nossas sociedades, conhece o nosso modo de vida, usa as nossas conquistas, sejam elas a liberdade, a democracia, a livre circulação de pessoas ou a globalização, como armas, e agora chega ao ponto de oferecer recompensas a quem assassinar altos dignatários da ONU, organização que desde 48 tem feito um extraordinário trabalho de manutenção da paz e da segurança internacionais, para além de, com os seus múltiplos programas, fundos e comissões, ajudar crianças, mulheres, pobres, oprimidos, etc... Chegámos ao ponto de se incentivar e recompensar o assassínio de inocentes só pelo simples facto de terem determinada nacionalidade! Não sei bem quais serão as consequências práticas a médio prazo deste comunicado mas sinto-me, talvez ingenuamente, reconheço, com a ‘cabeça a prémio’ porque, como Portuguesa posso representar um kilo de ouro para um qualquer maluco que acredite nas palavras de Bin Laden!

Não sei como se vence esta guerra, mas sei que temos que a vencer!

06 maio 2004

Meu caro Diogo e demais,

A melhor resposta para os que pretendem ressuscitar o debate da Regionalização é não responder. O tema já foi amplamente debatido e referendado. Graças a Deus ganhou o não. A nível interno do Partido também não há grandes razões e necessidades para o debate - num referendo interno o não ganhou esmagadoramente. Estar a responder é ajudar ao ressurgir do debate, o que manifestamente não nos interessa. Por isso mesmo espero que esta conversa não tenha muitas mais intervenções.

Abreijos,
Francisco

Regionalização

No outro dia, na reunião da formação política, lançou-se um tema que julgávamos meio adormecido mas que, pelos vistos, não está- a regionalização.
Vou já pôr os pontos nos iis: sou contra. Sou manifestamente contra, nem sequer é o caso de ter uma posição intermédia. Passo a expor os meus motivos para essa aversão.
Em primeiro lugar, Portugal não é um país pequeno, é um país mínimo. É mais pequeno e com uma população inferior á da maioria dos estados dos EUA e até do que regiões de outros países do nosso espaço cultural como é o caso da Catalunha ou da Baviera. Lisboa também não é propriamente uma Barcelona ou uma Munique e, apesar de ter um peso importante a nível nacional, não é desproporcional á dimensão do país. Logo, essa ideia de Lisboa ser enorme e riquíssima comparada com o resto de Portugal miserável e despovoado é uma ideia que pouco equivale á realidade.
Mas isto não quer dizer que não se deva fazer uma descentralização administrativa cada vez mais aprofundada. De facto, há coisas que a proximidade ajuda a resolver e que a burocracia de fazer passar os assuntos das câmaras para um qualquer ministério e daí para um instituto nacional de sei lá o quê dificulta em muito os já de si morosos processos de actuação.
E não se diga que já estamos habituados, porque mesmo tendo que lidar com burocracias todos os dias, mais fácilmente me habituava a beber um copito de fel logo ao acordar.
Mas a solução aí será a de passar mais poder administrativo para as Câmaras e descentralizar os próprios institutos nacionais. Dou um exemplo: em vez de termos uma mega Direcção Geral do Património que gasta rios de dinheiro ao Estado, tinhamos em cada município dois ou três técnicos ligados à Câmara Municipal que geriam o património do Estado que estivesse nesse Concelho.
E quais as vantagens desta descentralização meramente administrativa com maior poder para os municípios?
1) Não se tem que criar novas entidades, como governos regionais, assembleias regionais, etc. que iam fazer com que o estado gastasse ainda mais dinheiro com despesas correntes do que já gasta;
2) Para além do mais, todas estas novas entidades iriam criar ainda mais burocracia do que aquela que já temos;
3) Com os municípios estamos a "jogar em casa" porque eles já por andam no nosso país desde que ele é país;
4) Atribuir maiores poderes às Câmaras e tirá-los do estado central levaria a que nas terras pequenas, como Alcoutim, por exemplo ;-), houvesse maior poder e emprego, em vez desses passarem para cidades já de si grandes como Faro.
5) Partindo do princípio que as novas instituições regionais seriam eleitas, mais uma vez a tendência para favorecer os concelhos mais populosos seria óbvia, quando são precisamente os mais despovoados que mais precisam de investimento.
Por tudo isto e por mais algumas coisas que eu não tenho tempo para escrever porque tenho que voltar ao trabalho já interrompido por muito tempo, reafirmo um rotundo NÃO À REGIONALIZAÇÃO!

Alcoutim

03 maio 2004

FORÇA PORTUGAL


É hoje, formalmente, apresentada, às 16:30, no Hotel Tivoli, a lista da coligação ao Parlamento Europeu.
O cabeça de lista, João de Deus Pinheiro disse já que o único bom resultado que espera é a vitória. Não temos dúvidas que assim será!

João de Deus Pinheiro
Vasco Graça Moura
Assunção Esteves
Luís Queiró
José Silva Peneda
Sérgio Marques
Duarte Freitas
Carlos Coelho
José Ribeiro e Castro
Pedro Duarte
Regina Bastos
José Manuel Fernandes
João Gouveia
Pedro Mota Soares
Maria de Lourdes Machado
Joaquim Piscarreta
Helena Oliveira
Ana Manso
Pedro Brandão Rodrigues
Nuno da Câmara Pereira
Lúcia da Conceição Gonçalves Borges
Ana Zita Gomes
Abel Baptista
Miguel Frasquilho


Importa-se de repetir, disse Ordem da Liberdade????

Ainda bem que o Nuno pôs no nosso blog o cartoon que saiu esta semana n' «O Independente» a propósito da, no mínimo, questionável (para não dizer aberrante!) condecoração de Isabel do Carmo.

Quanto a este tema apenas um comentário tenho a fazer: com um Ex P.R. que quer negociar com terroristas e um P.R. que condecora terroristas, Portugal vai no (muito) mau caminho! Já é tempo de mudarmos de rumo e elegermos um Presidente da República que mereça ocupar o lugar e não condecore bombistas nem extremistas!

01 maio 2004

Cartoon Do Independente

Querida Beatriz,

Não se trata de baixar os braços, trata-se de realismo. Falas num mercado de 450 milhões de pessoas que deve ser aproveitado. Pois bem, e onde está o aproveitamento do mercado de uma Europa dos 12 ou dos 15??? Não o vi. O que te faz acreditar que agora é que vamos aproveitar? É bom que o façamos de facto, mais vale tarde do que nunca, mas será que vai acontecer...?

Quanto ao eixo Paris-Berlim, discordo radicalmente! Exactamente por sermos agora muitos mais é que vão alegar a ingovernabilidade da Europa, dada a dificuldade de se chegar a consensos, e vão querer caminhar a passos largos para o federalismo e para a fortificação desse mesmo eixo.

Não quero, contudo, que me interpretem mal. Não sou contra o alargamento da Europa em si, e acho que os países que agora entraram bem o merecem, como mercerá a Croácia daqui a poucos anos. Se calhar não terá a mesma sorte e fá-la-ão esperar uns quantos mais anos até, pelo menos, a Roménia poder também entrar.

Outra questão, eu não digo que devemos estar na Europa numa perspectiva de prazo. O que eu digo é que isto há-de acabar, pode levar 20 ou 30 anos ou mais, quem sabe, mas chegará a hora em que os países vão desentender-se à grande, as pessoas vão insurgir-se contra esta Europa artificial, que não é das nações, muito menos dos cidadãos, e isto acaba. Depois quem vai pagar a factura é que vai ser um sarilho...

Abreijos,
Francisco d'Aguiar
Somos 25!
European flag

Hoje, à meia noite, consumou-se a entrada na União Europeia de 10 novos países que estão, por isso de Parabéns.

Letónia
Estónia
Lituania
Polónia
República Checa
Eslováquia
Hungria
Eslovénia
Malta
Chipre

São os países do maior alargamento de sempre e os nossos novos 'irmãos' numa Europa que vai do Atlântico á fronteira com a Rússia, e que conta com uma população de 450 milhões de habitantes. Com o alargamento, e deixando de lado uma perspectiva mais nacionalista, põe-se fim à divisão da Europa operada após a II Guerra Mundial e fazemos a reconcialiação dos povos livres com os que estiveram por detrás da cortina de ferro, vivendo em regimes comunistas que não deixaram saudade.
Nesses povos encontramos o desejo de recuperarem os anos perdidos sob o jugo da URSS, o dinamismo de conquistarem o mundo e aproveitarem as oportunidades, o optimismo de quem espera dias melhores e a vontade de serem os 'bons alunos da Europa'. Li, noutro dia, que a Hungria pretendia seguir o exemplo Português e que tambem a Polónia nos olhava como o mais bem sucedido exemplo da integração europeia. Somos, por isso, agora, o país exemplar na UE e aquele em que os novos membros têm os olhos postos! Talvez para isso tenha contribuído o facto de recentemente a Comissão nos ter retirado da lista de países com défice excessivo e de, apesar de sermos do grupo dos pequenos, termos tomado as nossas próprias decisões e termos falado claro na questão do Iraque, assumindo o nosso alinhamento ao lado dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Como diz João Marques de Almeida num fantástico texto no Independente (não dá para 'linkar' para lá pelo que têm mesmo que o ler na edição de papel!), diz que com a alargamento a Europa dos 25 ganha fronteiras próximas daquilo que foi o Império Romano e pode ser visto, por alguns, como a construção da Respublica Cristiana tão desejada nos tempos medievais! É bem verdade que a União Europeia é das mais bem sucedidas tentativas de 'unificação' europeia, sempre tão desejada ao longo da história, mas que sempre falhou... pela via pacífica, procurando construir a 'Paz Perpétua' defendida por Kant e um espaço de prosperidade, desenvolvimento e hamonia de todos os povos, estamos agora 25 Nações, com passados e histórias muito diferentes, juntas neste processo irreversível que é a União Europeia.
Como Portugueses, temos dois caminhos: baixar os braços e olhar para o alargamento como a espada que nos pende sobre a cabeça (vamos perder Fundos Comunitários; vamos rapidamente passar a ser um dos últimos dos 25; os novos membros vão ser mais competitivos; etc...) ou podemos ver o alargamento como uma possibilidade e um desafio que Portugal vai vencer! Temos agora um mercado de 450 milhões de consumidores; novos países sequiosos de tudo, que podem ser economias muito permeáveis ao nosso investimento e aos nossos produtos e, sem dúvida, que com o alargamento será muito mais difícil consolidar-se o Eixo Paris - Berlim! Agora a Europa vai ganhar novos equilíbrios de poderes, novas vozes e novo dinamismo. Portugal terá, pois, que saber tirar o melhor partido desta nova realidade Europeia e vencer este desafio. Para que a nossa história da UE continue a ser uma história de sucesso!


PS: Meu querido Francisco, peço desculpa se te ofendi ao citar o PM Tony Blair, mas pareceu-me que aquela afirmação, vinda, não só de um 'esquerdista' (ainda que amigo do Republicano George Bush!), como do responsável máximo de um dos 'Grandes da Europa' era bem mais significativa do que se fosse pronunciada por outra qualquer figura com ideias mais próximas das nossas! Daí a pertinência da citação!
Aplausos!!! Batam palmas!!! Soltem foguetes!!! Ah grande Nuno, os meus parabéns!!!

Querida Beatriz, citações do Tony Blair???!!! Poupem-me! Mas agora citamos esquerdosos? Qualquer dia estás a citar Manuel Alegre, não?! Tragam-me a Margaret Tatcher!!! Onde está ela???

Essas frases são muito bonitas mas pouco têm a ver com a realidade que hoje se está a contruir.

A Constituição Europeia estará acima da nossa Constituição, o que no mínimo é aberrante! Mais aberrante é o facto de a Comissão Europeia ter pedido um estudo, um simples estudo, para uma espécie de texto constitucional e o que aparece é uma Constituição Europeia que, sem se perceber por alma de quem, é dada como adquirida, incontornável e obrigatória. Mais uma vez mandam os directórios obscuros de Bruxelas e o Governo da Nação segue como cordeiro.

A minha grande insurreição contra este modelo europeu que se tem vindo a construir tem a haver com o facto de ele ser totalmente artificial. Estão a contruir legislativamente uma europa que nada tem a haver com a realidade nem com a verdadeira vontade das nações. Alguém pediu uma constituição? Alguém pediu uma moeda única? Alguém pediu um pacto de estabilidade? Eu não pedi de certeza. O próprio Pacto de Estabilidade é uma coisa surreal. Estabelece critérios económicos para que se possa manter a consistência da moeda única, muito bem. Mas todos sabemos que para o cumprir os governos, e não só os de Portugal, tomam medidas instrumentais. Os resultados nada têm a haver com a verdadeira situação económica dos países, é tudo manipulado para artificialmente se cumprir o dito pacto. Uma palhaçada!

Quanto a exércitos europeus ou exército único, duas respostas. Primeiro, já hoje acontece com as nossas missões no estrangeiro, seja na Bósnia, no Kosovo ou agora no Iraque com a GNR, sermos colocados sob o comando de tropas de outros países, portanto nada de novo nesse aspecto. E no que aí respeita até consta que somos bastante disciplinados e competentes. Se bem que a mim me custa a ter algum respeito por uma tropa que hoje é chefiada pelos capitães traidores e revolucionários de ontem.

Quanto à parte do financiamento desse exército, será como tudo o resto é financiado na europa; também aqui não há novidades. Porque razão acham que os alemães e os franceses têm a mania que mandam nisto tudo? Porque são eles que pagam a fatia maior. A Europa de hoje está feita à medida dos interesses da Alemanha e da França. Pudera, bem que investiram para que tal acontecesse.

Desengane-se quem acha que temos a ganhar com a entrada dos 10. O nosso financiamento vai obviamente ser reduzido, mais cedo ou mais tarde. E de facto, eles são mais civilizados, mais bem formados e têm atractivos salariais e fiscais bem mais apetecíveis que o nosso querido país. Vamos obviamente ser ultrapassados pela maioria deles. Meus amigos, até a Grécia nos está a ultrapassar. A Grécia!!! De nada vale irmos todos lá visitar os novos 10 para aprender. Tivemos a oportunidade de aprender com os que já cá estavam e não quizemos, não é agora que vamos aprender.

A Portugal resta contentar-se em ser a estância de férias da Europa - praias e golf (o que os ditos grandes da Europa delinearam para nós). E mesmo assim, o serviço é de má qualidade...

Quanto à provocação do M.M. e das novas andorinhas, oh meus amigos! O M.M. saiu e fundou um partido que não é nem de esquerda nem de direita - insípido portanto. Eu cá continuo bem definido nos meus valores e nas minhas convicções e ainda acho que é neste partido que estou bem, e já cá estou há alguns anos...

Abreijos,
Francisco d'Aguiar

Ironias

É verdade, quase me esquecia....

É irónico que a razão da minha ressalva no post anterior, se fique a dever à suposta "liberdade" ganha num dos dias mais "trágicos" que Portugal viveu...!

O que também não deixa de ser irónico, é o dia que escolhi para aqui deixar as minhas reflexões, um dia tipicamente de esquerda que é sobretudo vangloriado pela EQT, seus sindicatos e afins...

DEUS PÁTRIA FAMÍLIA !

Irritações

Carissímos,

Estive eu tanto tempo para aqui escrever e, logo o dia que escolho para o fazer é um daqueles dias em que estou com a neura, zangado com tudo e com todos enfim, zangado com a vida... Mas vamos ao que interessa sem me alongar muito:

Em relação à Europa, partilho totalmente da posição do Francisco sendo que eu, sou capaz de ser ainda mais extremista, ou seja, mais céptico. Ainda acerca da Europa, acho triste a maneira como a coligação está a encarar o combate eleitoral que se avizinha, deixando ficar a ideia de que já "atirou a toalha ao chão" e admite, à priori, uma derrota inequívoca para a Esquerda que temos (EQT).

Passo agora a falar de acontecimentos que já passaram mas que me causaram um mau estar tão grande que não consigo deixar de os referir:

Existem duas datas que abomino completamente, a saber, o 05 de Outubro e o 25 de Abril. Vou falar-vos de Abril. Repugna-me que esse dia trágico para Portugal, ao fim de 30 anos, continue a ter uma importância excessiva muito impulsionada pela EQT. Passo a explicar-me, até percebo que o dia seja comemorado mas se para a minha geração, já e um dia que nada diz, imaginem para a geração que vem a seguir a mim. Ainda por cima hoje em dia (e mesmo a minha geração, se se tivesse restringido aos manuais escolares) enquanto se estuda todo o período antes dessa data horrível, por culpa da parcialidade com que se "deixa" que sejam elaborados esses manuais (é no minímo engraçado e caricato o que se ganhou com esse dia quando, um dos principais responsáveis pela elaboração dos ditos manuais dá pelo nome de, Fernando Rosas...), fica-se com a ideia de que tudo era mau e intragável. Eu não penso que assim seja e, aliás, até acho que hoje, salvo raras excepções, estamos bastante pior! Todo o dia é incacreditável, eu, passo-o sempre de luto. Há quem lhe chame "Dia da Liberdade" mas eu gostava de saber o que é se ganhou com essa "suposta liberdade" quando se perdem valores como a ética, a educação e até mesmo o civismo que passam para segundo plano ficando nós a braços com uma sociedade em que não há respeito nem por nada nem por ninguém e em que tudo vale, perdoem-me a expressão, "para lixar o próximo"? Quanto à problemática do "R", penso que a EQT apenas fez o que melhor sabe, descer de nível...

Outro acontecimento recente que me deixou envergonhado de viver no País que temos, ( não se trata de ter ou não orgulho em ser Português, uma vez que nem sequer admito que o meu amor à Pátria seja posto em causa) foi a condecoração escandalosa a uma CRIMINOSA. É de saudar a posição oficial do CDS mas o triste é que para o Páís que temos foi uma coisa que passou impune sem se levantar a minima contestação (estaria muito provavelmente o eleitorado que deixou o PS 6 anos a conduzir o rumo do País, mais preocupado com a organização de greves e acções de boicote ao Governo que tenta devolver a dignidade a Portugal)...

Não quero terminar, sem deixar de fazer uma ressalva:
Tudo o que aqui está escrito, é da minha inteira responsabilidade e, não pode ser a Concelhia de Lisboa da Juventude Popular ou qualquer membro da mesma, que não eu, acusado do que quer que seja!

Sempre por Portugal !

DEUS PÁTRIA FAMÍLIA !