31 março 2005

To englishate or not to englishate, that’s not the question

Antes de me dirigir ao Diogo e ao Tiago a propósito do Inglês no Ensino Básico não posso deixar de felicitar os eleitos de ontem para um novo mandato que se avizinha com novos desafios que certamente venceremos da melhor maneira.

Quanto ao Inglês (e basta olhar para o título do post do Diogo) a questão que se coloca não é o facto de haver ou não inglês neste ciclo escolar. De facto, a educação, como política central que deveria ser em todo e qualquer país desenvolvido (em especial na Europa), deve ser encarada seriamente e as medidas tomadas para o sector não o podem ser feitas de ânimo leve só porque aparentemente pretendem melhorar a qualidade do ensino.

O que é certo é que aprender uma segunda língua é fundamental (ninguém nega que na sociedade globalizada dos dias de hoje o inglês assume enorme destaque), a questão está em saber como deve este ser ensino ser perpetrado. O facto de se querer começar no básico acaba por ser irrelevante porque, tal como o Diogo diz e nisto eu concordo, existem matérias de grande importância (como o nosso português, a matemática e todas as outras matérias que aprendemos da 1ª à 4ª classe) que não são dadas da melhor maneira (culpa dos professores que já vêm mal preparados das Escolas Superiores de Educação, culpa dos pais que cada vez mais exigem que a escola assuma o seu papel de educadores (é admissível que se condenem os trabalhos de casa porque sobrecarregam a criança, porque não lhe deixam espaço para brincar, porque não deixam espaço para que ela viva a sua infância?), tendo cada vez menos a percepção de que a aprendizagem se faz principalmente na escola (para isso servem os professores), mas que sem um apoio familiar que incentive ao conhecimento, à curiosidade, ao estudo, que promova a disciplina, que não conteste a função de um professor na sala de aula o aluno, o futuro doutor ou engenheiro sairá da faculdade com um “canudo” na mão que de nada lhe vai valer?
O importante a debater nesta questão passa por uma reforma profundíssima no sistema de ensino português, que ao longo dos anos tem vindo a piorar. A escola (que começa logo no básico, porque é aí que damos os primeiros passos para a nossa vida escolar) deve ser uma instituição a respeitar, a preservar, o professor deve poder exercer a sua função de pedagogo sem interferência de terceiros, mas que se vê cada mais condicionado no exercício da sua profissão porque hoje em dia está muito em voga não querer “traumatizar” as crianças com más experiências escolares (que eu me lembre, e desculpem-me se estou errada, uma reprimenda, uma cópia de castigo, umas tabuadas a mais nunca fizeram mal a ninguém!)...

Não há dúvidas de que a medida é popular, agrada ao comum português poder orgulhosamente dizer que o seu filho ou filha aos 6 anos já é capaz de falar duas línguas! Mas e a qualidade com elas são leccionadas e aprendidas não conta, só conta a quantidade? Infelizmente parece que sim. Primeiro resolvem-se outras questões: colocação dos professores (quem não se lembra da enorme desorganização e do descontentamento que provocou a colocação de professores?), manuais universais que não tenham a duração de um ano (quem não contesta todos os anos os lucros das editoras de livros escolares que todos os anos publicam novos manuais quando os conteúdos programáticos se mantêm os mesmos?), programas curriculares adequados para cada ano escolar, em especial do português (quem não se lembra da polémica de retirar o estudo dos Lusíadas do 9º ano?) cuja leitura de obras literárias de todas as épocas históricas (desde a clássica à modernista, desde a prosa à poesia) é essencial à formação cultural do aluno), qualidade no ensino superior (exigindo dos futuros professores o máximo de competências por forma a que possam formar outros jovens que saibam ler e escrever sem erros, que sejam capazes de fazer pequenas contas de cabeça e que saibam pelo menos quem foi o primeiro rei de Portugal! (pronto Diogo a plantação do pinhal de Leiria poderia ser outro dos factos históricos a saber), promoção de actividades extracurriculares com qualidade que incentivem o aluno a uma formação para lá da exigida nos livros e nos programas curriculares e muitas outras medidas que deviam ser tomadas antes de se pensar em introduzir uma segunda língua (será que ninguém vai contestar que o menino ou a menina vai ter uma carga horária mais pesada e que, como tal, vai desperdiçar horas de brincadeira?).

E depois disto tudo ainda me vêm dizer que em 4 anos todas as escolas básicas terão o ensino do inglês? E as outras questões sra ministra, sr eng, também se resolverão em 4 anos?
Joana Mota

To englishate or not to englishate, there is the question.

Caro Tiago,

Para te dizer a verdade, não acho que venha nenhum mal ao mundo de umas escolas começarem com Inglês nos 3.º e 4.º anos (3.ª e 4.ª classes para as pessoas da nossa idade) e outras não começarem. Se o objectivo é, no prazo de 4 anos todas terem Inglês, então não se viola nenhum princípio constitucional, porque se promove a igualdade a médio prazo.
O problema está mesmo em saber se deve ou não haver Inglês no ensino primário.
Desafio o Eng. Pinto de Sousa a ir falar com uma criança do 4.º ano, vinda de uma escola do Estado. Primeiro, peça-lhe para fazer uma composição para poder analizar a fluência do discurso, a sintaxe e a gramática. Depois dê-lhe uns probleminhas matemáticos muito simples. Por último, se ainda tiver coragem, pergunte-lhe quem mandou plantar o pinhal de Leiria.
Depois disso, o ilustre engenheiro irá verificar que o facto de a criancinha não saber Inglês, não é nada comparando com o factode não saber escrever, pensar matemáticamente, ou não ter qualquer cultura no que toca a este simpático país.
E, oh meu Caro Tiago, se fizeres o mesmo, vais chegar à mesma conclusão.

O inglês

Todos nós estamos recordados da promessa do Partido Socialista de incrementar o ensino da Língua inglesa no ensino básico, leia-se 1º ciclo. Ora seja qual for o ponto de vista todos concordamos que não é fácil colocar todos os professores de um ano para o outro em todo o país, logo o que todos pensamos é, esta será uma medida para não avançar já.

Eis senão quando vejo no telejornal a Sr.ª ;Ministra da Educação dizer que para já o inglês não vai avançar em todas as escolas, mas não há problema, em 4 anos todo o país terá inglês.

Ora isto levanta logo à partida problemas de constitucionalidade creio, não sendo especialista, acredito que dizer alguns cidadãos terão mais acesso à educação do que outros parece-me claramente inconstitucional. Para além disto mais uma vez vamos ver alargadas as assimetrias entre o litoral e o interior, vamos ter um Portugal das grandes cidades que tem inglês, e um Portugal mais recôndito que pelo menos para já fica à espera.
Tiago Antão

30 março 2005

Que vergonha!

Isto que se passou na Herdade da Vargem Seca foi uma verdadeira vergonha! Especialmente tendo em conta que dois dos ministros envolvidos eram do CDS-PP, o Ministro do Ambiente e o Ministro do Turismo, o que mais me desiludiu ainda.
Portugal está a abarrotar de casas. Temos muitas mais casas em Portugal do que seria necessário para um país com a nossa população e com as expectativas de crescimento populacional que temos.
Por outro lado, temos cada vez menos espaços verdes que são constantemente devastados pela construção selvagem e pelos incêndios sazonais. Sem esses espaços verdes, e com a poluição que é cada vez mais produzida pelo homem moderno, que não abdica do seu carro para fazer sózinho um percurso de 500 metros, a qualidade do ar vai-se deteriorando e, com ela, a qualidade de vida de todos nós que partilhamos este rectângulo Ibérico.
Por outro lado, a existência de cada vez mais zonas construídas vai aumentando a área do solo impermeável, o que impede que as águas pluviais alcancem os lençóis subterrâneos e seja toda escoada para os rios e daí para o mar.
É esta a realidade que queremos para o nosso país? Um país de betão e cimento armado com uns exíguos espaços verdes entre as casas para dar um certo ar de contacto com a natureza?
Quatro anos de oposição podem servir para que o CDS-PP reflita acerca das suas posições ambientais. A protecção do Ambiente é uma decorrência lógica do pensamento democrata Cristão, pelo que este período de introspecção não será nada mais do que um regresso às origens.

29 março 2005

Eleições

Na próxima Quarta-feira, dia 30 de Março, entre as 18:30 e as 22:30 vão se realizar eleições na Concelhia de Lisboa da Juventude Popular. Já terminou o prazo de entrega das candidaturas e apresentam-se a eleições:

  • cerca de 150 candidatos à Assembleia Concelhia de Lisboa do PP
  • 1 lista candidata à Comissão Política da Concelhia
  • 1 lista candidata à Mesa do plenário Concelhio
  • 8 candidatos ao Conselho Nacional
  • 10 candidatos ao Conselho Distrital

Nas próximas horas serão aqui publicados os nomes dos candidatos (excepto os 150 nomes dos candidatos à Assembleia do PP) e a composição das respectivas listas.

28 março 2005

Rain drops are falling on my head...

- O 1.º governo do Eng. Guterres viveu num prolongadíssimo estado de graça, enquanto afundava as finanças do país.
- O governo do Dr. Durão Barroso não teve direito a um mês sequer de estado de graça.
- O do Dr. Santana Lopes nem se fala: ainda nem tinha sido constituído e já a comunicação social dizia que era o pior governo da História de Portugal, mesmo contando com os tais da D. Maria I que o Professor Sousa Franco comparava aos do Eng. Guterres.
- O do Eng. Pinto de Sousa recuperou essa benção mediática que é o estado de graça. Não faz mal que tenha prometido não aumentar os impostos durante a campanha, tenha, de seguida, dito que os impostos tinham mesmo que ser aumentados e que agora já tenha voltado atrás nessa posição. Também não faz mal que o ponto de ordem na tomada de posse tenha sido um assunto que até tem a sua relevância, mas não tão grande quanto isso (o dos remédios sem prescrição).
O que interessa é que está em estado de graça.
A coisa é de tal ordem, que até começou a chover para responder aos anseios de todos os agricultores (e não só) do país profundo! Ele há gente que nasce com certas partes anatómicas viradas para a lua!

27 março 2005

Um ano depois III

Já agora que se recorda o passado, não posso deixar passar esta data.

No próximo Sábado comemoramos 1ano desde que houve o último Concelho Distrital de Lisboa da JP.

26 março 2005

Pedido de casamento

Li algures que um delegado ao congresso da JSD aproveitou os seus 3 minutos de discurso para pedir a namorada em casamento (e, consta que ela aceitou!). Não posso deixar de comentar aqui, num BLOG político, este acontecimento que prova que a política (pelo menos para os jotinhas)não é, de todo, cinzenta e isenta de sentimentos!!!!
E depois de me deliciar com tão romântico momento, também eu sonho... E confesso que não imagino melhor local para ser pedida em casamento do que um congresso, da Jota, do Partido ou, até, dos Advogados Portugueses (tem é que ser Congresso), e de preferência às 8 da noite, em directo no telejornal da TVI...
E depois de epísodios destes, ainda há quem se espante com aqueles que dizem que as Jotas não deviam existir... é que por muito bem que uns façam, estes pequenos fait divers, como outros, arruinam a reputação a qualquer Jota!

O debate interno.

Quando me filiei na Juventude Popular, em meados de 2001, fi-lo por um conjunto de motivos, não conhecia ninguém no partido, excepto da televisão, não tinha grandes pretensões de ocupar este ou aquele cargo de ir aqui ou ali.
Não condeno quem tenha pretensões legítimas a ocupar cargos na estrutura partidária ou da Juventude Popular, não nego que há pessoas na hierarquia que desempenham um papel fundamental no caminho que é preciso trilhar. Mas acima de tudo considero que quem ocupa cargos na estrutura acaba inevitavelmente por ter responsabilidades, e as responsabilidades não se limitam a apresentar trabalho, como as actividades tenham elas o cariz que tiverem não podem ser visto como um fim em si mesmo, são antes um meio que possibilitará o crescimento e divulgação das nossas ideias. Entendo assim uma JP em que todos têm responsabilidades iguais, os mesmos direitos e deveres, onde todos merecem obviamente ser tratados por igual, talvez seja um pouco utópico mas se não acreditasse em utopias não estaria certamente aqui, aquilo que diferencia um jovem é seguramente a sua capacidade de sonhar.

E é quando sonho com uma JP ideal, utópica, que vejo um espaço debate, em que as ideias contam mais do nome de quem as propõe, em que não há uma espécie de “Comité Central” que tudo decide, que louva aquilo que é bom louvar e que recrimina o que é politicamente menos correcto, aquilo que nos pode embaraçar. Uma juventude partidária não pode ser o megafone da mensagem do partido, não tem de ser irresponsável, mas não tem também de ser seguidista.

Não temos de defender os Percebes do Arquipélago das Berlengas e abafar que Olivença é um problema que não está resolvido. Está na hora de se perder o medo de se debater, é impossível crescer sem se criticar, e o espírito critico deve começar dentro de casa, não é possível continuar vendo a critica como algo que há que esconder, como algo que faz mal, e como algo que só os opositores fazem, só critica uma coisa alguém que goste desta coisa, se for indiferente ninguém critica.

Está na altura de deixar o politicamente correcto, o parece mal, o pensar naquilo que os outros vão pensar por os criticarmos.

Durante o tempo que desempenhei funções na Juventude Popular, quer a nível concelhio ou distrital tentei desempenhar essas mesmas funções com o máximo sentido de responsabilidade, não direi que fiz sempre tudo o que esteve ao meu alcance, tenho noção que muito terá ficado por fazer, até porque não é a JP a principal ocupação de ninguém felizmente, mas nesta altura em que se “fecha um ciclo” está na altura de se debaterem ideias sem preconceitos, gostaria de ver no próximo congresso do partido militantes que se sintam à vontade para fazer a sua escolha, seja ela Matos Chaves, ou outro qualquer. Espero que no fim consigamos fazer da Democracia-Cristã em Portugal aquilo que é já noutros países da Europa.


(...)
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó (JP), hoje és nevoeiro...
É a hora!

Valete, Fratres.
10-12-1928

Tiago Antão

24 março 2005

Referendo

Esta ideia de fazer o referendo à Constituição Europeia no dia das eleições autárquicas só pode vir de quem não quer discutir o assunto com seriedade!
A isto é que o nosso povo chama misturar alhos com bugalhos.

22 março 2005

Três tristes

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É esta a gente que agora nos governa?

Tive pena...

... ao ouvir as declarões do Professor Freitas do Amaral ontem à saída do debate do Programa do Governo.

É triste ver o que a idade faz às pessoas. Primeiro o Professor esqueceu o passado; depois perdeu a noção do ridículo... não tarda está a babar!

Ainda o post do Idealista

Em resposta ao Diogo e à Mary, eu não me contento em não comentar o óbvio. Essa flexibilização ideológica, transversal à direita actual, de que a Mary fala não é mais do que um sinal dos tempos, é que quem se interesse minimamente por ciência política nos seus aspectos mais mundanos, saberá com certeza reconhecer o óbvio: o conceito de esquerda e direita está completamente ultrapassado. Isto porquê? Porque os aspectos que classificavam direita e esquerda como tal, no essencial, eram profundas divisões ideológicas de política económica, comunismo versus capitalismo.
Ora, hoje em dia, qualquer partido, seja ele de esquerda ou de direita, que esteja na chamada 'área governativa', terá que defender a economia de mercado e a propriedade individual para o desenvolvimento da sociedade. Será talvez por isso que o eleitorado de hoje em dia é desinteressado pela política em geral, porque como se ouve dizer: 'dizem todos o mesmo'.

Assim sendo, actualmente as divisões ideológicas passaram a ser mais no plano das políticas sociais, de imigração, religiosas, éticas, ou seja mais elevadas e com menos impacto na vida quotidiana do 'povo'. Estas questões obrigam a pensar mais profundamente nos nossos actos e coerência de valores, coisa que obriga a pensar, e disso o 'povo' não gosta. Na prática isto pode ser, por análise, resumido em: quem tem ideias sensatas, e quem propõe leis de loucura total e de institucionalização de pequenas anarquias, a pouco e pouco, levando a sociedade a um estado de desorientação e de impossibilidade de governação séria e sensata, por falta de meios institucionais.

Por isso internacionalmente, a política já não se define actualmente numa linha, da direita para a esquerda, mas como uma esfera, em que se analisam não só os aspectos económicos mas todos os outros que eu aqui referi, usando-se apenas os termos esquerda e direita para classificar os extremistas, radicais, que nunca chegarão ao poder, excepto em alguma convulsão democrática, ou não.

Concluindo posso com segurança afirmar que o autor do texto em discussão está completamente enganado na sua tentativa de caracterizar simplisticamente a 'direita', que já não existe como tal, mas apenas como termo saudosista, isto cá em Portugal, e até para nos (CDS) separar de todos os outros partidos portugueses à nossa esquerda da esfera, muito agarrados à revolução e aos sindicatos e outras coisas que tais.

Duarte Silveira

21 março 2005

A Resposta!

Não vale a pena esforçarem-se mais. A respota da nossa Catarina Reis àquele chorrilho de disparates é a melhor que se lhe podia dar. Aqui vai, com a devida autorização:

Desde já deixe que me apresente chamo-me Ana Catarina Reis, tenho 29 anos e moro em Almada.
A minha formação académica é em Ambiente, mais concretamente em Energias Renováveis. Trabalho em Lisboa, portanto, apanho o barco todas a manhãs para ir trabalhar, aliás apanho 3 transportes para chegar ao trabalho. O pior é quando está nevoeiro, vou a apitar o rio todo.
Sou Católica e como muitos jovens da minha idade ajudo a minha paróquia sempre que possível.
Sou Nacionalista e até ainda tenho a bandeira de Portugal pendurada na janela desde o Euro, se bem que a minha mãe acha que devemos trocar pela do Benfica, já que é este ano que vamos ser Campeões.
Esta é outra das minhas paixões o Glorioso, sou sócia e vou a todos os jogos à Luz se bem que quando são aos Domingos não me dá muito jeito, não tenho carro e depois tenho que ir de barco já muito de noite. Ao sábado é que é bom vamos mais cedo e comemos nas roulotes, como eu adoro aquelas bifanas molhadinhas com uma mini.
Também adoro correr e costumo ir para o Quinta do Chegadinho, ali mesmo junto da Auto-Estrada do Sul é fantástico, então agora que até tenho um conjuntinho do Snoopy todo catita e muito em conta da Feira dos Ciganos do Feijó.
No Verão costumo ir de férias em Agosto para uma aldeia fantástica na Beira-Baixa, chamada Monforte da Beira, chegam a estar 40º, mas resolvemos esse problema com uns mergulhos no Aravil, todas as noites há Baile e Fogo preso, que ricas férias.
Outra coisa que gosto muito é de música popular. Ainda Domingo passado fui ver o Tony Carreira, aquilo é que é um artista, não foi a primeira vez porque já tinha estado no Pavilhão Atlântico e na Amora/Seixal, mas é sempre uma emoção, até tenho uma t-shirt.
Depois de ter falado tanto de mim, e peço desculpa por me ter alongado, só lhe queria dizer que sou Democrata-Cristã e que estou há 10 anos num partido de Direita por convicção – SURPRESA!

Freitas do Amaral

E esta, hein?

O envio da fotografia do Prof. Freitas do Amaral para o Largo do Rato, dividiu opiniões. Houve quem achasse uma palhaçada, uma brincadeira de mau gosto, uma imbecilidade, mas também quem, por outro lado, visse um lado humorístico na atitude do Secretário Geral do CDS.
Convicções e ideias à parte, o curioso é que aparentemente as fotografias de Freitas também causam incómodo para lá das nossas fronteiras. Noticia o Expresso de ontem que o Partido Popular Europeu vai expulsar o dito professor da sua família política por este ter aceite o cargo de Ministro de um Governo Socialista que no Parlamento Europeu pertence a outro grupo político (o Partido Socialista Europeu). O interessante do artigo é referir, quase no fim, talvez a título provocatório, que o retrato do professor já não existe no gabinete do presidente do partido (uma vez que Freitas presidiu à União Europeia para a Democracia Cristã, que, posteriormente, passou a integrar o PPE) junto ao de outros dirigentes. Não mencionam para onde o enviaram, apenas é dito que já lá não está há vários anos.
Não houve críticas nem comentários a esse respeito. Pelos vistos a presença de tal personalidade (ainda que meramente fotográfica) não é desejável não só no Largo do Caldas, mas nos circuitos europeus que, já antes de nós, se tinham apercebido da incoerência política que tem marcado a actuação de Freitas nestes últimos anos. Como diria o saudoso Fernando Peça, só me resta perguntar: E esta, hein?
Joana Mota
Depois do post do Diogo e do da Beatriz, não pude deixar de ir ler o blog O Idealista, para me integrar no que estava a ser dito.

Confesso que me fez alguma confusão o tipo de estéreotipo feito relativamente à Direita em Portugal, porque cada vez mais é dicil fazer esta distinção entre Direita e Esquerda.(mas também porque não concordo com quase nada) e para além disso está simplificada de mais.

O que acontece na minha opinião nem se quer é uma Direita incoerente, simplesmente já não é fechada, ou seja, enquanto que antigamente os partidos de Direita ou Esquerda, eram partidos fechados, limitados, hoje em dia, pelo menos os de Direita, porque os de Esquerda são suspeitos, já não são ideológicamente fechados o que é muito positivo na minha opinião, pois nos tempos que correm devemos manter uma Direita que seja atenta à actualidade, podendo responder a todo o tipo de problemas, sem por isso perder os seus valores e as suas ideias, mas podendo, no entanto ir renovando, reformando sem causar danos de nível ideológico, sem revolucionar.

Direita e Esquerda são conceitos muito abrangentes, que por vezes se podem até confundir com o facto de se ser liberal ou não, mas que na minha opinião, ser liberal não é condição para se ser de Esquerda.

Sim, porque também há malta de Direita que é liberal. Claro que também depende, do que é SER LIBERAL!

Somos CONSERVADORES dos valores, isso sim!!

Concordo com Maquiavel, quando disse que todos os meios justificam os fins, logo acredito, que não se trata de ser de Esquerda ou de Direita, mas sim, o que é mais eficaz para o nosso país e o que é melhor para nós. (óbvio que o respeito e os valores para mim são importantes, não podemos confundir maquiavelismo com oportunismo).

Mary

19 março 2005

Ao Diogo

O link já está feito (é o que dá ser responsável pelo BLOG, temos que estar sempre de prevenção!).

Mas tens que aprender a fazê-los rapidamente! Nada mais fácil! É só seleccionar o texto e clicar na bolinha verde (aquela que está ao lado daquele bonequinho onde mudas a cor do texto!). Aparece então um quadro onde colas o url da página para onde queres linkar.

Por último chamo a tua atenção para o facto do texto a que te referes não ser d' O Idealista, mas de um convidado que dá pelo nome de O Ilustre!

Em resposta ao idealista

Caro Idealista (Bizita, tu que sabes fazer links, quando puderes faz-me um aqui, sff).

Falares de uma Direita é tão difícil quanto falares de uma Esquerda, porque há muitas variantes dentro da Direita. No fundo é como falares de bacalhau: alguém te há-de perguntar de que prato falarás.
Mas, tal como todos os pratos de bacalhau têm em comum o ingrediente mais importante, também há alguns valores comuns a toda a Direita:
- Falas que a Direita é económicamente liberal e socialmente conservadora, o que te parece uma contradição. Quanto a mim, que me considero 100% de Direita, até fico mal disposto quando me dizem que sou económicamente liberal e quanto ao socialmente, digamos que sou realista.
Sou Democrata-Cristão, pelo que acredito na regulação da Economia pelo Estado, mas isso na medida em que a Economia não se auto-regule bem. O Estado deve intervir quando possa assegurar algo melhor do que a Economia de mercado o assegura: assim na Justiça, Educação, Saúde, Defesa do Estado e dos Cidadãos, etc. Na senda da Democracia-Cristã, também acredito que todos têm direitos e obrigações comuns, e por isso não acredito que uns possam prevalecer sobre os outros por estarem em posição de vantagem: assim, por exemplo no aborto- os pais cometem "um deslize" e por isso consideram bem eliminar uma vida humana???
Se consideras isto conservador, eu considero humanista e realista.
Por outro lado, olho para Portugal como uma Nação e não meramente como um Estado. Uma nação com uma História, valores, tradições, cultura e língua comuns. Por isso mesmo sou nacionalista. Como Nação e como Estado, Portugal tem encontrado nos últimos 30 anos um caminho comum com a Europa, na promoção de direitos sociais, políticos e culturais, por isso, sendo nacionalista, também não me faz confusão fazermos parte da UE.
Falas também da História e da maneira como a Direita olha para a História.
Vejamos a maneira como a Esquerda olha para a História do século passado: vêm a República como um mar de direitos e liberdades que acabou subitamente por causa dos "maus" que fizeram o Estado Novo e todo o povo andou oprimido durante 40 anos.
Com esta simplicidade, tornam-se um bocado simples de espírito, não achas?
A República foi o período mais negro da História de Portugal desde 1640. A perseguição religiosa foi fortíssima; havia sublevações e sedições militares diárias em Lisboa, Porto e outras cidades; Portugal entrou numa guerra que lhe não dizia respeito e na qual a sua "fiel aliada" lhe pedia que não entrasse, etc. Quando chegou alguém que pôs ordem na bagunça, a maioria das pessoas agradeceu poder ter a paz para sair à rua sem ter medo de ser apanhado no meio de uma sublevação militar. Também agradeceram ter um Estado que apostasse na política ultramarina, que não entrasse nas guerras alheias; que promovesse uma classe média forte e que ajudasse o que era nacional.
Houve erros? Claro que houve! Qualquer pessoa de direita o dirá. Mas também houve qualidades que não podem ser esquecidas. Isto é ser isento perante a História.
Também dizes que a Direita não conhece os problemas sociais, mas cheira-me que tu não conheces a Direita. Talvez penses que as pessoas de Direita são os ricos, mas enganas-te; as pessoas da Direita são aquelas que defendem Portugal, seja qual for a sua condição social e, talvez por isso, podes ver que grande parte do eleitorado do PP aparece nas freguesias mais humildes. Também podes ver o PP a defender políticas sociais e familiares importantes e a lutar por elas durante anos.
E quanto ao mais... Tenho muita pena mas não tenho mais tempo para escrever. Ah, mas não podia deixar de te perguntar se em tua casa se separa o lixo, se não andas de carro todos os dias ou se fazes algo que seja para protegeres o Ambiente? É que eu, que sou de Direita, todos os dias tomo cautelas e abdico de muitas coisas em favor do Ambiente... São pessoas como eu que desprezam o Ambiente? Já te estou a imaginar de rabinho no carro todos os dias a ires para a faculdade/emprego...

18 março 2005

União Europeia!

Cá em Portugal, já se fala na possibilidade de Cabo Verde aderir à União Europeia.

Antes de mais, acho melhor começarem a rever um nome para a “União” porque se for aceite, duvido que “Europeia” seja o nome indicado correspondente à realidade!

Mary

17 março 2005

Regressado

Aqui o nosso amigo está de regresso às lides bloguísticas!!!

Saudamos vivamente! Um rapaz com cabeça e coisas interessantes para escrever. Seremos leitores atentos. Recomenda-se.

Canal História

Carlos,

Até fiquei comovido com esta revisitação! De facto, foi um ano emocionante e o blog foi um instrumento fantástico para as nossas discussões.

Nós temos memória

Gostei muito do post que o Carlos acabou de colocar (desta vez estou de acordo contigo meu querido Presidente!).
Os links que ali estão demonstram bem o que foi este ano no UGAD: discussões, picardias e disputas sempre interessantes! Foi muito divertido revisitar algums momentos e constatar que,(dou a mão à palmatória), eu sempre fui um bocadinho a 'provocadora' deste grupo!
Paralelamente, é muito saudável verificar que numa juventude partidária há tanta gente a pensar tão bem e, por vezes, de forma tão oposta!
Somos, definitivamente, todos de Direita, todos do CDS (e todos amigos) mas muitas vezes não estamos todos de acordo! Em matéria europeia temos as maiores divergências, o mesmo para o rumo que o CDS deve tomar (mais ou menos liberal)! Até no nome do nosso partido divergimos, como bem prova este texto! A maioria diz PP, o Francisco, sempre formalista, prefere CDS/PP e eu quase sempre opto por dizer apenas CDS!
Mas se há lição que podemos tirar deste ano de BLOG é que as juventudes partidárias não são inúteis (essa também foi uma discussão interessante que travámos com o nosso amigo Rodrigo Moita de Deus d'«O Acidental» - já agora, obrigada pelos parabéns!)! Há estruturas que funcionam (e funcionam bem) e que, com o seu exemplo, contribuem para a dignificação de instrituições que, infelizmente, não têm grande reputação no mercado!
Pela nossa parte acho que demonstrámos que há na JP um grupo de pessoas empenhadas, inteligentes, com ideias e com vontade de deixar obra feita! Gente que hoje têm já provas dadas e que vai continuar a dar provas de talento, de competência e de capacidade!
O nosso Blog bem documenta o nosso trabalho (de todos nós, mas sobretudo do Carlos Andrade que foi um grande presidente - e voltará a ser - e de quem é um orgulho ser amiga!)
Este ano foi fantástico, mas o que vem aí será ainda melhor!

16 março 2005

Novidades

Isto é extraordinário.

Foi preciso passar um ano para eu finalmente meter-me a aprender a fazer links. Até já consigo adicionar blogs à nossa lista de recomendações.

E a propósito disso, acabei de adicionar este que, para além de ser de grande interesse, é de um bom amigo meu que merece este presente de anos.

Atrasados...

...mas sempre a tempo. O nosso muito obrigado.

Já agora, se precisarem, o n.º da APAV é o 707 200 077.

Os devidos agradecimentos

Muito obrigado a O Idealista e aos nossos amigos do Lóbi do Chá e de A Arte da Fuga (mais uma vez) pelas simpáticas mensagens de parabéns.

Agradecemos também a todos os que nos visitaram ao longo deste ano e em especial aos que ontem contribuiram para que chegássemos (e ultrapassássemos) as 20.000 visitas, dando-nos assim um magnífico presente de anos!!!

Há sempre aqueles que acidentalmente se esquecem dos anos dos amigos. Nós cá somos Às Direitas e não ficamos chateados com isso. :)

1 ano e 20.000 visitas. A aventura ainda agora está a começar.

Podemos ficar descansados...

Neste dia, em que um ano passa, da criação deste blog não quis deixar de estar presente no merecido gesto de o felicitar (eu que até agora, só uma vez tinha escrito um post). Mais do que dar os parabéns a este blog e, às pessoas que lhe têm dado um dinamismo consistente (Carlos, Beatriz, Francisco, Diogo, Nuno, André e, outros de que agora não me recordo) penso que dentro de uma Juventude partidária que de hà cerca de 4 anos para cá se tem demonstrado amorfa, quem está realmente de parabéns, é a CPC da Juventude Popular de Lisboa; de parabéns porque conseguiu juntar uma equipa de pessoas que se empenham pela J e ainda têm a força de poucos para ajudar incondicionalmente o Partido! Em resposta à minha querida amiga, Joana Mota, acerca do Miguel Matos Chaves, penso que é mais um daqueles seres que procura protagonismo e, promover o Manuel Monteiro, sendo que é de louvar a sua posição em relação ao Tratado Constitucional Europeu. Hoje, entre noticiários e, programas de opinião, da SicNoticias, fiquei muito mais descansado em relação ao novo elenco governativo em geral e ao ministro das Finanças Luís Campos e Cunha em particular. Isto, porque já vieram a terreiro os 2 D. Sebastiões da Salvação deste nosso Portugal, a saber, Professor Cavaco Silva e Dr. Mário Soares, em sua defesa...
O primeiro, diz que Campos e Cunha é um excelente economista tendo sido seu aluno com distinção académica; Já o segundo diz que era amigo do seu pai, facto pelo qual o considera um "bom rapaz" e que o ser grande "amigo" do Presidente do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, não é factor de qualquer tipo de promiscuídade, realmente, é um descanso....
Não queria terminar sem fazer uma referência ao Professor Freitas do Amaral... Apesar de não concordar com a "palhaçada" do retrato que apenas teria justificação enquanto graçola interna, fiquei hoje a perceber que todas as suas reviravoltas políticas não são assim tão estranhas. Já o Dr. Mário Soares, na altura em que era Primeiro-Ministro de um Governo Ps/CDS, sempre preferiu o senhor professor em deterimento do Eng Adelino Amaro da Costa por este último ser mais hábil políticamente e ter o intuito de "destuir" o Ps, estamos sempre a aprender...
Deixo-vos, desejando os mais sinceros parabéns ao blog e votos de que continue assim por muitos e bons anos. Quero também deixar, "publicamente", um grande abraço de agradecimento ao Carlos Andrade por me ter dado a honra de integrar esta equipa!

Nuno Maria Bonneville!

15 março 2005

PARABENS

Hoje é mesmo um dia muito especial, este blog faz 1 ano!
Só mesmo num dia especial para eu quebrar o meu já muito longo jejum de posts.
Como não quero repetir aquilo que já foi dito, não vou fazer uma retrospectiva do que foi este ano mas antes fazer uma analise do que nos espera daqui para a frente.

O importante, depois de passar a tão difícil barreira no mundo da blogosfera de um ano é manter, manter o nível a que habituamos os nossos leitores ate agora. Se todos os nossos problemas fossem estes acredito que seria fácil pois confio muito nesta equipa!

O grande problema é a ausência de blogs políticos de Jovens, o que torna a nossa existência muito importante, é caso para dizer que quando os blogs nacionais não funcionam que pelo menos o nosso mantenha viva a voz dos “Jovens as Direitas”.

PARABÉNS A VOCÊ.....

Quero antes de mais, dar os meus PARABÉNS, ao blog, mas principalmente aos que tiveram a brilhante ideia de o criar, assim como aos que o foram compondo durante este primeiro aninho!

Espero que estes valores que o Carlos aqui apresenta neste blog, relativamente ao número de visitantes, possam crescer ainda mais, já nestes próximos tempos e que não sejam maioritariamente as eleições (como se viu pelo mês de fevereiro) que movem pessoas a este blog. Mas sim porque aqui se discutem permanentemente ideias sobre a actualidade, ao qual todos devemos estar informados minimamente.

Ralativamente à actualidade, já viram bem o que se tem discutido nos notíciarios? A primeira medida do nosso 1º ministro... que é precisamente, a venda de medicamentos que não precisam de receita médica, em espaços comerciais. Na minha opinião, à primeira vista isto até não parece muito mau, mas será que mereçe tanta atenção para ser a 1ª medida de um governo de maioria, num país em que supostamente se vive ou viveu recentemente, a tal crise de que tantos falam? É de remédios mesmo que nós precisamos? Não acredito que seja uma prioridade.

Outra coisa, o lugar de Santana Lopes na câmara municipal de lisboa... tenho ouvido muitos críticos relativamente ao seu regresso, inclusivé João Soares. No entanto, na minha opinião ele podia ter sido um pouco mais rápido a decidir-se, pois quanto mais tempo demora, mais denegride a sua imagem e menos faz na câmara. Penso que apesar de estar tudo “fulo” com ele pela governação do país, temos que ver que foi ele que foi eleito para aquele lugar e que o seu regresso é perfeitamente legítimo. Pela minha cidade só espero que faça um bom trabalho.

MARY
O que pensais - passais a ser.
Gandhi

Imparável!!!

Chegar às 20.000 visitas no dia em que celebramos 1 ano é mesmo de arromba!!

É o que se chama Uma Festa Às Direitas!!!!

GANDA NÓIA!!!!

Mas que grande presente de anos!

20 000 visitas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Como mãe babada, estou feliz!

Um ano de muita coisa...

Cá se fez um ano de muita coisa num só blog.
Houve muita discussão entre "liberais" e "democratas-cristãos", entre europeístas e nacionalistas, entre pró-intervencionistas no Iraque e entre detractores desta intervenção, etc.
Houve posts que foram consensuais e outros que lançaram imensa polémica. Ainda no outro dia me dizia o Bernardo Figueiredo, que fez conosco campanha:
"- Disseram-me que lá no teu blog alguém disse que ia votar ND!"
Corei... Fui eu! Muito se discutia se PSD e PP iam ou não juntos a eleições e eu tinha o firme propósito de não votar PSD nem que todas as rezes do Rei do Gado apanhassem tosse convulsa. :-)
Apanhei nas orelhas de quase toda a CPC e com toda a razão, confesso que foi um post infeliz.
No balanço do ano: gostei mesmo muito de estar incluído neste projecto e espero estar daqui a um ano a celebrar os dois anos.
E, se logo pela manhã dei os Parabéns ao UGAD no meu próprio blog (BLOGADÍSSIMO), agora dou-os aqui a todos os que participaram. PARABÉNS!
Grande abraço

Esclarecimento

Uma das desvantagens da blogosfera (como já tive oportunidade de me aperceber), dos bloggistas e das pessoas que nos lêem é que, por vezes, as coisas que dizemos são interpretadas de forma completamente diferente da que queríamos imprimir aos nossos textos. Não vemos caras, nem expressões, nem entoações de voz, por isso limitamo-nos a ler e a analisar aquilo que está escrito.

Confesso que o meu post sobre o Miguel Matos Chaves gerou mais mal-entendidos do que estava à espera. De facto, nunca foi, em tempo algum, minha intenção mostrar qualquer tipo de apoio a um senhor totalmente desconhecido, defensor de alianças com o PND e outras coisas com as quais minimamente não me identifico (o facto de ser contra a constituição europeia, um modelo de organização interna do partido pouco clara, uma opinião obscura sobre a questão do aborto, convenções sobre tudo e mais alguma coisa que não deixam antever nada de construtivo nem minimamente benéfico para o CDS).

O que pensei ter sido entendido como ironia (era esse o único propósito do texto), foi levado mais à letra do que pensei quando escrevi pela primeira vez neste blog. Talvez por ser a minha estreia e não estar ainda habituada às lides destes espaços de opinião, quero desde já deixar aqui um esclarecimento (para que não restem dúvidas) de que tudo não passou de uma pequena dissertação que não pretendia mais do que mostrar quão pouco claro, pouco consistente, anónimo e presunçoso um sonhador candidato a presidente de um partido como o nosso podia ser.

Da próxima vez acho que me vou debruçar sobre a extinção do lince ibérico. Talvez aí consiga um maior grau de consensualidade.
Texto escrito pela militante de Lisboa Joana Mota

PARABÉNS

e lá vai...

... 1 ano!!!

PARABÉNS A NÓS!!!!!!!!!

Pois é, grande aventura esta, quem diria?! Eu, que não achava piada nenhuma a isto dos blogs, sou agora um indefectível! Tenho pena é de não ter mais tempo para escrever tudo o que quero.

Grandes converas e discussões por aqui passaram. Foi um ano giro, temas não nos faltaram e com certeza continuarão a não faltar. Prometo fazer um esforço para me dedicar mais um pouco ao nosso blog.

Um grande abreijo de parabéns a todos,

Um ano

Foi há um ano que começou esta aventura do blog «Uma Geração às Direitas».
A ideia surgiu numa conversa entre mim e o Carlos Andrade e, num bocadinho, com a ajuda dos templates pré-fabricados do Blogger (e, posteriormente, com a ajuda experiente e paciente do Miguel Machado e do André Barbosa) lá criei aquele que viria a ser o Blog da Concelhia de Lisboa da JP.
Na altura não fazia ideia do que o UGAD viria a ser, nem tinha noção da importância que o Blog iria assumir na estratégia de comunicação da CPC que, à data, não passava ainda de uma lista candidata às eleições!
Porém, depois de um ano de textos, de polémicas (e algumas arrelias), de picardias, de links simpáticos, de discussões sobre a linha editorial, acho que valeu bem a pena a aposta. Pela minha parte sinto-me muito orgulhosa da ideia que tive no dia 15 de Março de 2004 e do esforço que foi a concretização dessa ideia em tão pouco tempo! Foi um ano em que muita coisa aconteceu no país, no mundo e na nossa CPC. Tudo foi sendo documentado neste Blog, com mais ou menos sentimento, isenção ou profundidade. Tivemos textos brilhantes, textos engraçados, textos provocadores e textos de actualidade! Procurámos partilhar com os nossos leitores os nossos pontos de vista e as nossas opiniões. Quisemos ser plurais e fomentar a discussão!
Não fomos perfeitos, mas queremos ser. É isso que vamos tentar no ano que hoje se inicia!

Como 'mãe' do BLOG, dou os parabéns a todos os que fazem o UGAD todos os dias! O futuro começa agora e nós vamos trabalhar para que o segundo ano seja ainda melhor que o primeiro!

Beatriz Soares Carneiro

14 março 2005

Perfil de um “líder”


Muito se tem discutido à volta do tema da sucessão de Paulo Portas que, depois das eleições do dia 20 de Fevereiro, se demitiu do cargo de Presidente do nosso partido. Vários nomes surgiram, nenhum aceitou, ficou o dito pelo não dito. Apenas uma pessoa avançou com a sua candidatura oficial, Miguel Matos Chaves. Confesso que o nome nada me dizia (e continua a não dizer), mas o facto é que este gestor, ex director de marketing e ex porta-voz para a área do turismo durante a época monteirista e mero militante de base (um “outsider” das lides partidárias, portanto) lá vai sendo notícia. Defende a importância da realização de uma convenção que permita o alcance de uma “plataforma programática” que una a direita portuguesa onde, naturalmente, o partido da Nova Democracia tem lugar cativo.
A confiança na vitória leva-o ainda mais longe. Assim, que for eleito realizará outra convenção destinada à preparação das eleições autárquicas, defenderá um novo modelo de organização interna do partido, com referendos internos que permitam que os militantes sejam ouvidos em assuntos tão fundamentais como a regionalização e a posição do partido em relação à Europa (mesmo depois de frontalmente ter declarado ser contra a Constituição europeia). O tema do aborto fica de fora de qualquer discussão porque, diz o potencial candidato, “ não se referendam princípios ideológicos”.

Por tudo isto e pelo que ainda esteja para vir por parte de uma pessoa com ideias tão progressistas, modernas e renovadoras, só nos resta concluir que Matos Chaves é, de facto, um candidato às direitas. O D. Sebastião almejado por nós?
Joana Mota

12 março 2005

Tomada de posse

É bem sabido que não morro de amores pelos socialistas, mas acho que os posso elogiar quando é caso disso, por isso aqui vai um elogio. Que o aproveitem bem porque não me cheira que queira fazer muitos mais nos próximos tempos.
O recém-empossado 1.º Ministro decidiu reduzir nas cerimónias da tomada de posse, apenas com altos dignitários do Estado e pouco mais. Pareceu-me muito bem!
Os familiares e amigos das vítimas (diga-se, os ministeriáveis) terão oportunidade de jantar com eles, dar-lhes os parabéns e um abraço hoje à noite. A tomada de posse é uma cerimónia de Estado e deve ser tão sóbria quanto possível.
É claro que ainda não foi desta que realizei o meu sonho de ver uma tomada de posse de fraque. Dada a importância do evento, acho que o fatinho que eles usam todos os dias não é adequado a uma cerimónia destas, mas isso já seria pedir de mais de um governo de socialistas...
Enfim, quase me custa dizer isto, mas um governo mais pequeno, com mais gente com doutoramento que toma posse numa cerimónia mais condigna... Parece vir coisa boa daqui... Como português, espero bem que sim!
Boa sorte para a governação dos próximos 4 anos!
Mas não para as eleições autárquicas, presidenciais e referendos! :-)
Para me iniciar aqui no blog, gostava de vos pôr a pensar um pouco, para ver se consigo ficar mais esclarecida sobre esta questão que me tem posto a pensar....

Mas porque será que sempre que somos governados por socialistas, as greves aumentam... neste caso até mesmo antes de eles tomarem posse?(tendo apenas ainda ganho as legislativas) Será algum mal psicológico na população portuguesa? Então porque votam neles? Será que é um enorme desejo de fazer greves??? Lolol.
Quanto ao nosso fundador, como os jornalistas tanta questão fazem de frizar, quando o referem( e vocês bem sabem de quem falo)... concordo que se calhar a acção da foto não foi a melhor, mas também pode ser entendida como uma simples brincadeira. Honestamente acho que eu não a faria, mas temos que admitir que para quem fundou um partido com tanta convicção como o nosso e com tantos valores, esse senhor tem um gosto muito variado, que vai mudando consoante lhe dá mais jeito!
Ate é estranho, o partido socialista, ter alguém numa pasta tão importante como o MNE, sendo este senhor um fundamentalista e anti-ocidental. Não sei como vão ser a partir de agora as nossas relações com os EUA... logo se verá! Considero importante que nós enquanto partido, consigamos esclarecer bem, que o actual CDS-PP, que eu tanto gosto, não tem nada a ver com as ideias de Freitas do Amaral (actual) lol.
SAUDAÇÕES POPULARES.
MARY

11 março 2005

greve e lock out II e o gato assassino

Vi agora no jornal METRO que tinha acabado a greve na faculdade de Direito... Ainda bem para eles, porque se eu hoje, às 18.00h, chegava à faculdade e tinha lá uma data de grevistas a impedir-me a entrada, ia haver molho.
Outra história muito interessante e da maior relevância no METRO é a do gato que matou o dono a tiro. Não faz lembrar nada na vida política nacional?

Onde há fumo, há fogo!

Amanhã toma posse o novo governo côr-de-rosa encabeçado por um Ministro do Ambiente. Isso dá-me a esperança de que este vai ser um governo especialmente sensível ás áreas ligadas ao bem estar ambiental.
Por outro lado, este governo conseguiu uma das maiores maiorias no Parlamento desde 1974, do género das maiorias Cavaquistas.
Ora bem, dado que têm esta maioria tão estável e que as próximas legislativas só serão seguramente dentro de 4 anos, Têm agora que começar a tomar todas as medidas impopulares que há para tomar, para dentro de dois anos já estarem todas tomadas e poderem começar a tomar as medidas populares.
Ora, uma dessas medidas é a proibição de fumar em espaços públicos fechados. A nossa saúde pede-o urgentemente. Os restaurantes, bares, discotecas e outros do nosso país estão irrespiráveis e provocam um enorme mal a todos quantos os frequentam.
Mas isso não pode ficar em Lei, tem que passar para a prática com a criação de uma fiscalização eficaz e multas elevadas para que sejam os próprios proprietários dos estabelecimentos a combater o fumo.
Portugal, os pulmões dos portugueses e os diversos IPOs agradecem celeridade e máxima urgência nesta medida.

10 março 2005

greve e lock out

Se há coisa que me chateia neste país, são os complexos de esquerda deixados desde o 25.04 que nem sequer permitem a muita gente perceber o que é um Estado de Direito Democrático.
Ora, um Estado de Direito Democrático é aquele no qual a Lei (latu sensu, no sentido de legislação) é feita nos termos da Constituição, a Administração se submete ao império da Lei e em que, Constituição, Lei e Administração respeitam um acervo de direitos considerados fundamentais e que estão expressos em diversos acervos internacionais, como o sejam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, etc. No fundo, estes direitos advém até da própria condição humana e são inerentes ao homem por direito natural.
Ora, um dos direitos consagrados, e muito bem, nesta Constituição é o direito à greve (art. 57.º CRP) no título de direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores. No entanto, no mesmo artigo, é proibido o lock out, que, no fundo, é obrigar à greve.
O que está a acontecer neste momento na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é precisamente o lock out. Ao encerrar a faculdade a cadeado, os estudantes que promovem esta greve não estão a deixar os que não querem fazer greve assistir às aulas.
Eu, por exemplo, que não tenho nada a ver com o método de avaliação dos estudantes de licenciatura e quero é assistir às aulas da pós graduação que estou a pagar bem cara, estou sem saber se amanhã tenho ou não aulas por causa dos estudantes que bloquearam a faculdade.
E agora chegam os complexos de esquerda... Vamos a um daqueles silogismos lógicos:
1) Os estudantes estão a violar um direito meu;
2) A polícia serve para proteger os meus direitos;
Logo:
A polícia deve intervir para proteger os meus direitos.
Em conclusão, se eles não quiserem is às aulas, não vão, mas que não obriguem ninguém a ficar sem aulas e, se necessário for, que façam a polícia intervir e abrir as portas da faculdade.
Sem complexos, sff!

09 março 2005

Napoleão Bonaparte II

Caríssimo André,
Concerteza que o Marx, se rebuscarmos muito bem o Capital, também lá terá uma tiradas que parecerão inteligentes quando retiradas do contexto. O mal é mesmo a obra em geral.
Pois, por isso mesmo, eu gostaria mesmo era de te encontrar uma carta que uma vez li da mãe desse homenzinho do cavalo branco em que ela dizia uma coisa parecida com "tenho nojo de mim mesma pelo fruto que saiu das minhas entranhas"
A explicação é esta: a senhora era francesa, era católica e dava-se conta do que o filhozinho estava a fazer à França e à Igreja...
E eu poderia acrescentar: o que ele fez a Itália, Alemanha, Espanha, Rússia, Portugal, etc.
É dos maiores calculistas políticos e militares de toda a História da Humanidade que não parou diante nada para alcançar os seus intentos. Fossem quais fossem os meios. Fossem quais fossem os fins.
Infelizmente, ainda hoje em dia há por aí muitos Napolõezinhos.
Claro que há quem, muito legitimamente queira mudar as coisas porque acha que pode fazer melhor e, por isso, vai contra o poder já estabelecido. Mas há outros que vão contra esse poder já estabelecido apenas porque têm sede de mais poder, não para mudar as coisas, mas porque no seu jogo de poder isso lhes pode convir. Mesmo que o poder estabelecido esteja a fazer um óptimo trabalho...

Subvencionar as minorias?

O PND veio a público reclamar contra o facto de o Estado não subvencionar a campanha dos partidos que tenham tido 40.000 votos. Considera inconstitucional este tratamento diferenciado para os grandes e os pequenos partidos.
Ora, a prossecução do principio da igualdade pressupõe tratamento igual para o que é igual e tratamento diferente para o que é diferente. Poderia o Estado subvencionar todos os partidos políticos que se decidisse fundar por esse país fora?
E, mesmo que pudesse, isso seria desejável? Por cada maluquinho que conseguisse juntar as assinaturas suficientes para formar um partido que concorresse às eleições, o Estado pagava 1/225 do salário mínimo nacional por cada voto em eleições nacionais. Não parece muito, mas bastava conseguir 10.000 votos, o que é muito pouco, e já sacava uns bons €16.653,33 (em contos, cerca de 3.338 contos).
Ora isto parece-me indesejável. Não é bom para a Democracia haver uma proliferação de pequenos partidos que podem chegar ao Parlamento apelando a atitudes demagógicas. Para além disso, isto pode gerar uma instabilidade política enorme, com uma italianização da política portuguesa.

Aliás, mesmo com esta diferenciação, o BE chegou onde chegou e pode causar a instabilidade que causa.
No fundo, é quase a mesma discussão de saber se o Estado deve ou não subvencionar aquelas artes altamente alternativas que ninguém tem pachorra para ir ver e que, por isso mesmo, nunca se sustentam a si mesmas. Mas isso merece um outro post para um dia destes.

08 março 2005

LOL - Diogo

Meu amigo,

Nem tudo o que vem do "outro lado" é mau! Creio não estar a cometer nenhuma heresia em dizê-lo.

No caso concreto, admiro o Napoleão, sobretudo na sua visão estratégica: "Nunca corrijas os erros dos teus inimigos". Foi com essa máxima que saudei o blog de campanha do nosso partido, e obteve uma calorosa recepção por parte da organização da mesma.

Como digo, nem tudo o que não é por nós, é mau.

Selecção incompleta!

Oh Diogo! Como podes esquecer o nosso Abel Lima Baptista por Viana do Castelo?!?!

Napoleão Bonaparte

Caro André,
Se não fosse vir de quem vem, eu até poderia achar que a citação que puseste se adequava bem ao caso concreto...
Mas do Napoleão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Perdeste a cabeça, rapaz? Quem são as próximas carolas que vais citar? Marx? Hittler? Estaline?
Cruzes canhoto! Até vou ter que lavar as mãos depois de escrever estes nomes todos.

A nossa selecção

Saiu hoje na I Série A do DR o mapa oficial n.º 1-A/2005 com a relação dos deputados eleitos nas eleições do fatídico dia 20.
Por muito fatídico que tenha sido, temos que saber quem são os meninos que, em princípio, nos vão representar no Parlamento.
Aqui vão eles:
- Aveiro: Paulo Sacadura Cabral Portas;
- Braga: João Nuno Lacerda Teixeira de Melo;
- Leiria: Teresa Margarida Figueiredo Vasconcelos Caeiro;
- Lisboa: Telmo Augusto Gomes de Noronha Correia, Luís Pedro Russo da Mota Soares, João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo e António Carlos Bívar Branco de Penha Monteiro;
- Porto: António de Magalhães Pires de Lima e Álvaro António Magalhães Ferrão Castelo-Branco;
- Setúbal: Nuno Miguel Miranda de Magalhães;
- Viana do Castelo: Abel Lima Baptista*;
- Viseu: José Miguel Nunes Anacoreta Correia.
Boa sorte a todos!
* E sorte a dobrar para o nosso deputado por Viana que eu saltei quando vi o DR de ontem e que, ainda para mais, é de uma terra de que eu tanto gosto. A terra dos primeiros Alvins...
Obrigado Francisco!

O meu comentário...

Os homens geralmente não passam de crianças adultas.
Napoleão Bonaparte.

07 março 2005

Respondendo ao Carlos Andrade

Meu caro amigo Carlos, vou seguir a sequência lógica do teu texto, e (tentar) rebater os teus argumentos:

1. Eu também percebo a razão do envio da fotografia, mas, ao contrário de ti, concordo com a ideia. Como dei a entender no meu post, acho que a política do cinzentismo e do politicamente correcto acabou. Devemos ser ousados e irreverentes. Este gesto da devolução da fotografia do Professor, para além de ser uma claríssima mensagem de repúdio ao seu percurso político mais recente, mais não é do que uma provocação singela. Deve ser entendida, exactamente, nestes termos e, por isso mesmo, não deverá ofender ninguém, muito menos o próprio Professor! Aliás, segundo creio, o próprio dever-se-ia sentir violentado na sua dignidade 'canhota' cada vez que imaginava o seu retrato pendurado no Largo do Caldas!

2. Eu não nego que o Professor Freitas do Amaral seja uma figura da história do CDS, e que, como tal, mereça o nosso respeito. Ele foi o fundador e , por isso mesmo, tem o seu lugar na história do CDS. Ninguém está a pôr isso em causa! Apenas se pretende dizer que, nos dias que correm, a fotografia do senhor ficará bem melhor noutras galerias do que na do CDS! Não é revisionisto. É pragmatismo! Não faz sentido contrariar a vontade de ambas as partes e manter no Caldas uma fotografia de quem já lá não se sente bem e com quem nós também já não estamos confortáveis!

3. Perguntas tu o que faz, no Caldas, a fotografia de Manuel Monteiro e eu concordo a 100% contigo! Digo mais, por mim aproveitava-se a ida aos correios e despachava-se também já essa!

4. Quanto à questão de ficarmos reduzidos à fotografia do Professor Adriano Moreira, a mim não me faz nenhuma confusão! Infelizmente 3 dos 4 ex-presidentes do nosso partido abandonaram-no porque deixaram de se sentir bem no CDS. Não podemos rever ou retocar a história. As coisas são o que são: Freitas foi embora; Lucas Pires foi embora; Monteiro foi embora! Não fomos nós que lhes virámos as costas. Foram eles a nós! Fazer de cada um deles vítima de um pretenso revisionismo é ser verdadeiramente 'revisionista'!

5. Quanto ao facto de dizeres que esta atitude vai merecer críticas, é óbvio que vai! Não apenas é fácil criticar o CDS, como este é o tipo de atitude que dá belíssimos discursos à esquerda! Mas até hoje nós nunca recuámos com medo de ataques. Nem quando cercados no Palácio de Cristal (onde o Professor Freitas já não se deve lembrar de ter estado!). Não seria agora, pois, a primeira vez!

6. Quando dizes que existiriam formas "mais discretas de resolver o assunto", juro que não te entendo. Afinal o teu problema é de fundo, com a atitude de retirar o Professor Freitas da galeria dos Presidentes, ou apenas de forma? Se é de forma, então os argumentos que usas caem pela base... se é de fundo, o facto de ser feita de forma mais discreta em nada modificaria a essência do gesto!


Posto isto, como se percebe, eu faço parte do grupo dos que acham que Mota Soares esteve muito bem! Quebrou com o tabu do políticamente correcto e teve uma atitude genuína e engraçada que deve ser entendida de forma 'cool', sem grandes ondas...

Ainda as fotografias

Pergunta Monteiro: "vão mandar a minha fotografia para a sede da Nova Democracia?»

Eu até concordaria com a ideia, mas há um problema logístico: a Nova Democracia ainda tem sede?

Esclarecimentos

Quando Lucas Pires foi para o PSD não havia Galeria de Presidentes na entrada do Caldas.
A Galeria foi criada por Portas, já Freitas tinha saído há muito do CDS e já Lucas Pires tinha morrido.
O envio da fotografia do Freitas para o largo do Rato parece-me uma piada, simbólica mas inofensiva. Há demasiada falta de sentido de humor na política e o politicamente correcto ainda reina nojentamente. É hora de se acabar de vez com o politicamente correcto, subtilmente implementado pela esquerda.

Por mim, ficavam na parede apenas os retratos de Adriano Moreira e, daqui a uns dias, de Paulo Portas.

Não se trata de apagar a história, mas de não se dar honras a quem não as merece.

06 março 2005

Eu realmente gosto muito do CDS!

Porque faz política com a cabeça, com a alma, com o coração e, SEMPRE, com muita graça!

02 março 2005

Medidas

OK, confesso, não me contive... Vou ter que dar o meu bitaque de pessoa não muito qualificada para falar sobre medidas económicas, mas mesmo assim muito opinativa.
E desculpa lá, Pedro MG se este post for um bocado grande.
Em primeiro lugar Portugal* tem que apostar naqueles sectores no qual tem certos privilégios:
- no turismo (de praia, cultural, natural, vinícola, etc.);
- nos produtos que produz mais e melhor do que a maioria dos outros: vinho, cortiça, cavalo lusitano, fruta, etc.;
- nas relações com os restantes países de Língua Oficial Portuguesa, seja através dos investimentos mútuos, seja nas relações culturais*2, seja no apoio em portugueses a estabelecerem-se nesses países; *3
- no mar, com a construção naval, o comércio marítimo, as pescas e extracção de outros recursos ainda sub-aproveitados como algas, etc.
Para estas apostas, Portugal tem que investir muito na formação e educação de pessoal qualificado nas áreas mencionadas e noutras e que seja capaz de as fazer avançar.
Tem também que apostar em novas infra-estruturas modernizadoras, como um novo aeroporto em Lisboa, ligações aos diversos portos (maxime Sines que se quer como porto que sirva o Alentejo e a Estremadura Espanhola), etc.
Por último, a mais que gasta redução do peso do Estado na Economia com a promoção da eficiência dos seus serviços e consequente redução dos seus gastos.
Tudo isto não é novo, mas convém sempre lembrar.


*1 E aqui restrinjo-me ao nosso belo jardim à beira mar plantado, mesmo sabendo que este é muito influênciado pela conjuntura europeia.
*2 Só quem não anda no meio universitário não sabe a quantidade de brasileiros que cá andam a tirar pós-graduações, mestrados, etc e que cá deixam o seu sempre bem vindo dinheirinho.
*2 por cada português que for para lá viver, ou é menos um desempregado cá, ou é mais um posto de trabalho que pode ser preenchido por um desempregado :-)

Desemprego na Alemanha

A Europa anda preocupada e com toda a razão.
A maior economia da União, a Alemanha, está a atingir níveis de desemprego impressionantes chegando quase aos 13%! As contas não são muito difíceis de fazer: quando 8 alemães se juntam para beber cerveja, é provável que 1 deles esteja no desemprego.
Isto não prenuncia nada de bom para a economia da União nos próximos tempos.
O que acontece é que, com a adesão dos novos países, especialmente os que estavam "do lado de lá" da cortina de ferro, o jogo mudou.
É que estes países têm mão-de-obra mais barata, boas infraestruturas para escoação dos seus produtos, pessoal qualificado, etc.
É claro que as leis dos mercados são muito claras: com o maior desenvolvimento e o aumento do investimento, os salários nesses países vão aumentar, mas até lá o que é que acontece aos outros países?
Tem-se falado à exaustão de medidas para combater este problema e quem tem falado tem sido gente muito mais qualificada que eu, por isso não vou enveredar por aí, mas lá que nós (a "antiga Europa") temos que ser céleres nas medidas a tomar, temos mesmo.

01 março 2005

Uma certa comunicação social, parte III

Ah, e depois há esta mania de lançarem bombas a verem se pega.
Tipo sucessão no PSD e PP.
Passo a explicar para ver se esses senhores percebem.
Há dois candidatos à Presidência do PSD e nenhum à do PP, por isso parem de fazer expeculações acerca de eventuais candidatos que nunca mostraram vontade de avançar, sff. Isso é desgastante para a imagem dos partidos (acho que isso eles sabem e até gostam) e tira credibilidade ao processo sucessório (idem).
Mas porque é que os senhores jornalistas se julgam os senhores da razão e do saber?
Se não tiverem notícias, digam humildemente, ao fim de 30 minutos de noticiário, que não têm mais notícias e que por isso vão passar um filme, ou coisa que o valha.
Ou então, comecem a passar mais notícias internacionais, sem serem obrigatóriamente guerras. Porque é que parece que lá fora (tam como cá dentro) só acontecem desgraças?
Haja uma reforma da comunicação social urgente!
Se um advogado estagiário tem que passar as estopinhas durante dois anos para poder ser advogado, porque é que qualquer pessoa pode obter sem qualquer esforço uma carteira profissional de jornalista?

Uma certa comunicação social, parte II

Se eu tivesse espírito de Dom Quixote ia para jornalista, para ver se metia esta comunicação social na linha. Mas como não tenho, acho que eles são incorrigíveis e não me meto lá!
Acho, e peço desculpa pela expressão, nojenta esta mania necrófila deles em relação ao nosso querido Papa. De cada vez que o senhor está doente, logo começam a falar da resignação e da sucessão... Vê-se que não são pessoas de fé, mas, ora bolas, deixem quem ter fé ter confiança nos desígnios de Deus, sff.