31 maio 2005

coerência de princípios

Fico feliz por ver aparecer a veia monárquica de tanta gente.

Espero que no momento próprio, quando se discutirem as presidenciais, esta mesma veia, que existe em muita gente, não permaneça adormecida!

Mais não digo, pois este não é o momento para discutir presidenciais. Questões mais importantes e urgentes merecem a nossa dedicada atenção.
Pois é! A presidência tem destas coisas...

LOL

Ah grande Diogo!!!!

30 maio 2005

VIVÓ REI!

Oh Duarte! Parece impossível!
Então tu queres um Chefe de Estado isento e imparcial, que não procure influenciar os cidadãos de acordo com as suas próprias convicções pessoais e que, desta forma, seja um árbitro entre os partidos e cimento da união nacional?
O que tu queres sei eu!

Jogo

Neste site é possivel jogar-se aos Países & Nações, através do seu sistema político. Porém, não há bela sem senão: nele, o Comunismo funciona.

Presidente da república, ou 'lobyist' europeu

Presidente da república, ou 'lobyist' europeu

O presidente da república continua descaradamente a emitir opiniões pessoais em discursos de estado, na tentativa de influenciar a opinião pública portuguesa. Esta situação é inaceitável.

O presidente tem de ser imparcial em relação a todas as questões, esse é o seu papel, não o extravase por amor de Deus.

Não se pode também esquecer de que o ser presidente é ser presidente de todos os portugueses e não apenas dos defensores do sim ao referendo europeu.

Em vez de fazer campanha pelo sim devia era informar o país sobre o que é exactamente a constituição europeia e as reais consequências da ratificação, para que os cidadãos possam votar informadamente!

Constituição Europeia II

Constituição Europeia II

Com o Não Francês outros se seguirão.

Talvez agora os burocratas europeus percebam que não é possível continuar a levar a união para longe da vontade dos cidadãos.

Como disse o Sr. Nuno Rogeiro está na hora de repensar as instituições europeias. Estas devem ser tornadas mais transparentes, menos burocráticas e mais dependentes da vontade dos cidadãos.

A primeira coisa a rever deverá ser a constituição, simplificando-a e limpando várias ambiguidades, clarificando-a ou substituindo-a pelo velho e fiável método de um tratado de cada vez, dando pequenos, mas seguros, passos na direcção de uma europa unida.

E descansem os acérrimos defensores do sim, que isto não será o fim do mundo, nem da união europeia. E não julguem que se vai lá com novos referendos sobre a mesma pergunta, até obterem o resultado desejado. Faz parte da democracia, sofrer certas decepções, quando a nossa vontade é diferente da da maioria. Esperemos que estes saibam humildemente perceber isto mesmo.

29 maio 2005

A lei da rolha

Ouvi, agora mesmo, na televisão, Jorge Coelho, a propósito do défice, apelar ao silêncio dos dirigentes do PSD e do CDS.

Claro, a bela e sempre útil lei da rolha! Porque há verdades que não é conveniente que se digam. Porque isto de haver oposição é uma coisa muito chata.


Se ao menos o PS tivesse tido 100%...

Portugal e o referendo francês

A comunicação social portuguesa é unânime no sim ao referendo e considera que todos os portugueses também o são. Por esse motivo está em choque com a possibilidade de dentro de umas horas se saber que os franceses podem dizer um rotundo não.
Mas um comentador decidiu nos estúdios da RTP dar uma boa notícia a toda a comunicação social em estado de choque, disse que "não é o fim do mundo porque se o não ganhar pode-se sempre fazer outro referendo".
Então e se ganhar o sim?
E se, ganhando o não, o 2.º referendo for na mesma direcção? Faz-se um 3.ª? E um 4.ª, poder-se-á fazer? Cá para mim a constituição francesa não proibirá que se façam 847 refrendos com o mesmo tema... Mas se ao 847.º referendo os franceses, esgotados e fartos, decidirem dizer que sim, aí já não vale mais a pena perguntar, não é?
Vive la France!

28 maio 2005

A Catástrofe.

Os defensores do SIM ao Tratado Constitucional europeu, incluindo o Presidente de todos os Portugueses, têm feito eco da teoria da catástrofe para tentar convencer os cidadãos europeus a votar como lhes parece mais correcto. Os argumentos para o voto no sim são sempre os mesmos e andam sempre em torno do mesmo, as consequências que não votar como os líderes europeus querem pode trazer. Ora chantagear os eleitores com o medo das ameaças de que seria “uma catástrofe para a Europa” votar não, não me parece de todo a maneira mais democrática de partir para um referendo.
Gostava que ainda alguém me explicassem em que é que a economia, a riqueza e o desenvolvimento da União Europeia melhoraria pelo simples facto de ter um Tratado Constitucional. NADA!!! Ou seja, o que se pretende é que este seja o primeiro passo de uma “construção europeia” que no fundo quer construir uma Europa federal! A Europa é, mais do que um conjunto de Estados, um conjunto de Nações com identidade nacional, algo que tem de ser preservado, e isso não é nenhuma catástrofe.

26 maio 2005

Foi você que pediu?

Aprendi no meu já longinquo 1.º ano de Direito que uma Constituição era o texto político enformador dos direitos e da organização política de um determinado Estado.
É claro que é bastante mais que esta mini-definição, mas este início já dá para continuar o texto...
Ora, este projecto de Constituição tem uma carta de direitos, coisa que os anteriores tratados não tinham. Pelo menos não explicitamente, porque já lá estavam direitos ao Ambiente, ao bom nível de vida, a uma economia aberta, etc.
E será bom ter um elenco de direitos?
Os defensores desta constituição dizem que sim porque tais direitos fundamentais poderão ser invocados directamente perante os tribunais comunitários. Mas até agora não podiam? O acervo de direitos comuns a todas as constituições europeias não podia ser invocado perante o TJCE?!
E quanto à organização política, será que até agora não estava regulada nos Tratados? Como é que existia a Comissão, o Parlamento ou o Conselho Europeus? Como é óbvio está lá tudo regulado e quaisquer alterações à sua composição, poderão ser feitas por tratado negociado entre os Estados que compõem a União.
Falta-me uma coisa importante, o facto de ser o acervo de direitos e a organização política de um Estado. Da última vez que soube, a UE ainda me parecia ser uma União de Estados independentes...
Aqueles que defendem esta constituição dizem que no fundo já há uma constituição material e que por isso não há mal em aprovar uma Constituição formal.
Já há uma Constituição Europeia? Foi você que a pediu?

25 maio 2005

Constituição Europeia

Como é dito neste post muito pertinente n'A Curvatura da Recta está na hora de iniciar o debate sobre a constituição europeia!

Eu vou abrir as hostilidades dizendo que apesar de ainda não estar certo sobre o meu sentido de voto no referendo sobre a constituição europeia, a minha inclinação é para votar não, acima de tudo por uma questão, a União Europeia está cada vez mais a afastar-se dos seus cidadãos, e com a arma da constituição as instituções podem definitivamente afastar-se impunemente da vontade dos cidadãos, vergando perante os lobbys. Este afastamento é visível por exemplo na quase certa entrada para a União da turquia, apenas porque os Estados Unidos acham ser boa ideia ou para fidelizar o apoio que os turcos lhes deram na guerra com o Iraque.
Isto é inaceitável, começando logo pelo facto de que a Turquia não faz parte da Europa como históricamente nunca fez e até com quem regularmente esteve em guerra.

Vamos inovar na política portuguesa, abrindo nós o debate...

Estou contente!

Estou muito contente com a nomeação do Eng. Guterres para Alto Comissário dos Refugiados das Nações Unidas. É que agora vai ser mais fácil irmos como refugiados para Espanha, onde se pagam muito menos impostos e, em troca, se recebem muito melhores serviços públicos!
Onde Deus fecha 21% de uma porta, abre sempre uma janela.

Novo Aumento dos Impostos

Disse-nos o Sr. Primeiro Ministro ontem á noite: "Vamos cumprir o nosso programa eleitoral com uma excepção: o aumento dos impostos".
Ora a meu ver, e bem pensar, NÃO devem, NEM podem existir alterações de qualquer promessa eleitoral(por mais utópica que esta tenha sido). Apresento os 3 principais dos muitos motivos pelo qual NÃO deve ser feito.
Em primeiro lugar, não é um bom exemplo o seu Não cumprimento.
Em segundo lugar, vem mais uma vez desprestigiar toda a classe politica (vista cada vez mais como um todo pela nossa população).
E em terceiro lugar, é uma humilhação e infidelidade a todos os que depositaram nas últimas eleições legislativas as suas esperanças no programa Socialista.
Não existe pois, princípio nem fim que justifiquem tal decisão. Porque lá diz a máxima, por um voto se perde, por um voto se ganha. E o que é facto é que o Dr. Sócrates se ganhou estas eleições foi muito á custa destes milhares de votos de crentes, que confiaram num NÃO AUMENTO dos impostos. Assim sendo, e já com o queijo e faca na mão, o nosso primeiro lá anunciou ao país a decisão esperada.
Acho lamentável esta mudança de palavra de honra (porque prometer é dar a nossa palavra no cumprimento) do Sr. que diz bem governar Portugal.
Acho por bem antes fosse, pensar em alternativas, como o nosso amigo Diogo apresentou, ao tão INFIEL e INDESEJADO AUMENTO DOS IMPOSTOS.

Sócrates no Parlamento

O nosso primeiro vai hoje a São Bento "conversar" com os nossos ilustres parlamentares.
É previsível que dois temas mais quentes estejam em cima da mesa: a idade da reforma e o aumento do IVA.
Quanto ao 1.º tema está a deixar a Sra. minha Mãe, que se ia reformar a 8 de Janeiro, em transe. Eu, muito francamente, agradeço tal medida, porque, se há coisa que eu não quero é uma mãe em casa que, privada de trabalho, passa a meter-se muito mais na vida dos filhos.
Mas será que tal medida é justa? Anda uma pessoa a trabalhar há mais de trinta anos, já a fazer planos para a reforma e depois, constantemente lhe adiam esses planos...
Se precisamos de mais contribuintes em vez de reformados, promovam a natalidade, auxiliando condignamente as famílias que decidem ter mais filhos e não perdendo tanto tempo em legalizar um crime anti-natura como o aborto.
Quanto ao 2.º tema fez-me reviver as minhas aulas de Macroeconomia com o Prof. Nogueira Leite e de Economia Pública com o Prof. Pinto Barbosa. Aprendi que o orçamento estadual deve ser anti-cíclico, ou seja injectar dinheiro na economia quando esta está em recessão (como actualmente) e diminuir a actividade e angariar receitas quando a dita cuja está em expansão (para não fomentar uma crise inflaccionista).
Dado que temos a trela do PEC e o açaime das penalizações, não pode o governo agora diminuir os impostos e aumentar o inestimento público à vontade. No entanto, dá para cortar nuns lados para aumentar noutros e tudo isto sem precisar de aumentar os impostos.
Ora vejamos: se a despesa fixa do Estado (salários dos funcionários públicos e despesas com serviços) decrescesse, o déficit também decrescia. Se este decrescesse bastante, o governo até podia fazer o que é essencial à economia, que era aumentar o investimento público em obras que sirvam de catalizador ao seu crescimento, como, por exemplo, a informatização de muitos serviços públicos.
Este texto já começa a ficar longo demais, mas, como conclusão, o importante deste texto é que na actual conjuntura, subir os impostos é a maior das burrices e aumentar a idade da reforma continua a ser muito injusto.

Desculpe, não entendi...

(...) o líder do XVII Governo Constitucional frisou: «não há
uma linha (no Programa de Governo) que fale do aumento de impostos».
José
Sócrates reiterou o conteúdo do Programa de Governo dos próximos quatro anos,
divulgado quinta-feira, e disse que o caminho escolhido pelo Executivo é o da
consolidação orçamental, «através da redução e do controlo da despesa», com
combate à fraude e evasão fiscais.


in
Diário Digital
18-03-2005 – (já depois das eleições)

24 maio 2005

A marca Portugal TM – A utopia!

Há muito que se vem falando na necessidade de criar uma marca Portugal no nosso país, isto seria algo que se tentaria traduzir em mais valor acrescentado às nossas empresas. Produtos portugueses de qualidade com pouca capacidade de comunicação ou autopromoção, teriam assim a utilização da marca Portugal como factor de certificação de qualidade a nível externo. Vai daí o ICEP (Instituto do Comércio Externo de Portugal), decidiu lançar a Portugal Trade. Este é um Programa de certificação de empresas “segundo os seguintes critérios: ter marca própria; desenvolver uma estratégia de distribuição, apresentar produtos adequados aos mercados-alvo e também, o facto de serem marcas de prestígio.”
Ora o facto de ser uma marca de prestígio é interessante, porque a meu ver se o objectivo é apoiar marcas de prestígio não faz sentido existir este programa visto que as marcas de prestígio têm à partida boas condições para a internacionalização. Por outro lado segundo estudos feitos em vários países, a maior parte de pessoas associa Portugal a um destino turístico agradável, mas não reconhece valores como inovação ou qualidade aos produtos portugueses pelo que restam dois cenários.
Ou se investem milhões de Euros em comunicação e acções tentando desmistificar essa ideia nos nossos mercados-alvo, o que não me aprece mau, mas tendo em conta a conjuntura financeira do país não me aprece muito viável, ou em alternativa temos o efeito contrário ao pretendido com a criação desta marca que é termos uma marca visto como de pouca qualidade, e nessa perspectiva será sempre melhor termos as empresas a internacionalizarem-se não afirmando a sua nacionalidade. Não devemos encarar isto como um acto de renuncia ao patriotismo, mas como a forma mais fácil de as empresas portuguesas se internacionalizarem.
Penso assim, que a campanha do ICEP pode estar cheia de boas intenções, mas não passará disso, e a marca Portugal não ajudará em nada as empresas, pelo menos a curto ou médio prazo.
Tiago Antão

23 maio 2005

Comunicado de imprensa

Na sequência dos estudos elaborados pelo Professor João Araújo sobre o programa oficial de educação sexual, a Comissão Política Concelhia de Lisboa da Juventude Popular não podia deixar de se pronunciar sobre o mesmo nos seguintes termos:

● a educação sexual das crianças e jovens cabe, em primeiro lugar, às suas famílias, sendo estas o meio privilegiado para a transmissão dos valores por si defendidos;

● a educação sexual no ensino apresenta-se como uma forma de colmatar as lacunas de que as famílias possam padecer na matéria, devendo portanto ser opcional e não contrária aos valores da maioria. Deve também, promovendo o bom-senso, ensinar aos jovens as consequências de uma vida sexual activa e os perigos a ela associados, não os expondo, no entanto, a desnecessários excessos de descrição perversiva;

● o actual programa nada faz nesse sentido, limitando-se a estimular, nos jovens a ele expostos, a iniciação sexual precoce e despreocupada, descontextualizada de qualquer afectividade, trivializando-a e promovendo a desestruturação social.

Neste sentido, consideramos que os actuais manuais e programa devem ser cabalmente revistos, em parceria com as associações de pais e famílias, principais implicados na matéria.
A Comissão Política da Concelhia de Lisboa da JP

Portela verde

Já que o Miguel começou a flar disso, aqui está uma coisa que eu acho muito importante como destino da Portela: um espaço verde! Lisboa tem alguns bons espaços verdes como a Gulbenkian, Parque Eduardo VII, Parque de Alvalade, entre outros, com a primazia para as matas de Monsanto, como é óbvio, o pulmão de Lisboa.
No entanto, dado o constante crescimento da construção em Lisboa, estes espaços verdes revelam-se cada vez mais insuficientes para contribuir para o bem estar da população de Lisboa.
Por isso, pelo menos metade da área da Portela devia, na minha humilde opinião, ser destinada a um jardim / parque / mata que esverdeasse um bocadinho Lisboa.
É uma questão de qualidade de vida.
Por enquanto espero ansioso pela inauguração do jardim do Arco do Cego, mesmo ao pé de minha casa. Nunca imaginei que se levasse tanto tempo a fazer um jardim! A minha zona tem poucos espaços verdes e este jardim vem em muito boa hora. Parabéns à CML!

A Salada de Frutas. Ota a solução

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Ainda falando de Aeroportos, vi uns textos que achei interessantes:

Nercessidade Absoluta
«...diz Mário Lino (actual ministro do governo socialista, detentor da pasta das obras públicas, transportes e comunicações) "não tenho qualquer dúvida de que Lisboa precisa de um aeroporto de dimensão internacional, um verdadeiro hub, senão arriscamo-nos a ter só um na Península Ibérica". Ou seja, em Madrid. Portugal, salienta, não pode ficar "afastado do quadro da política europeia de transportes aéreos".
Mário Lino comprometeu-se a "tomar uma decisão definitiva". Tanto mais que a solução da Ota, tal como está desenhada, dará uma capacidade anual de tráfego na ordem dos 30 milhões de passageiros, ao passo que, com a extensão de capacidade prevista, o aeroporto da Portela deverá atingir um valor próximo dos 23 milhões". Segundo as previsões, a Portela esgotará a capacidade entre 2010 e 2012, mas com a extensão da aerogare para o aeroporto militar de Figo Maduro aguentará mais uns anos.» (acrescento eu até 2015).
fonte: dn.negócios, 5 Abril 05

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A meu ver, quanto á necessidade permente de criar um novo aeroporto para a área metropolitana de Lisboa, faço aqui uma breve síntese dos motivos que levaram a concordar com tal decisão. São estes de ordem do esgotamento da capacidade do actual aeroporto da Portela (2015), de segurança e prevenção urbanas, razões ambientais, de saúde pública, de soberania nacional (contra a hegemonia Espanhola) e de desenvolvimento regional.


A Salada de Frutas
«...O ministro não exclui estudar alternativas ao projecto da Ota, mas afirma que está "é a localização que está em cima da mesa". Fonte do gabinete de Mário Lino confirmou ao DN que "podem existir outras soluções". Está tudo em aberto."...»
ou então ainda, com afirmações como esta: "o novo aeroporto internacional vai ser provavelmente na Ota, mas não me sinto confortável".
fonte: dn.negócios, 5 Abril 05

Entre o diz que não disse e o fez que não fez, lá se vão passando os anos (desde o anúncio oficial em 1999 durante o Governo de António Guterres, pelo ministro dos Transportes Públicos, João Cravinho), e de obra nem vê-la!
Como acérrimo defensor da opção da Ota, julgo que a indecisão criada resulta do confronto entre dois modelos de desenvolvimento.
Um, de visão de curto prazo, ao serviço da especulação imobiliária, da venda de terrenos, da economia do toca e foge que quer transformar o Alentejo numa nova Quarteira, numa alusão aos que voltam a defender a construção do novo aeroporto internacional em Rio Frio, um lobby que acredito estar por detrás da ideia peregrina do TGV entrar em Lisboa pelo Sul.

Um segundo, no meu entender, a opção da Ota, que representa o modelo de desenvolvimento económico de longo prazo, que pugna por uma economia sã, de visão, que acredita no país e no seu desenvolvimento, trazendo consigo inúmeras vantagens e benefícios para as populações.


Logo vamos concluir...
O preço a pagar pelo adiamento duma decisão nesta matéria, sobre o pretexto de existirem constantemente estudos em curso, é elevadíssimo. Chega mesmo a ser cómica a salada de frutas a que chegou esta situação. Ou se decide ou não se decide!
Incentivo pois o Governo, pela mão do Dr. Mário Lino, a tomar uma decisão seja ela qual fôr a bem da Nação, e apresenta-la publicamente o mais rápido possível. É que chega a caír no rídiculo tanta indecisão.


Quanto à vastíssima área hoje ocupada pelo actual Aeroporto de Lisboa, situado no Norte da cidade, que ficará livre entre 2010 a 2016 com a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, está prevista a construção dum grande terminal ferroviário de alta velocidade (TGV) e espaços de lazer. Vamos esperar por mais ideias.

NÃO!

Ota - the return...

Não me convencem os argumentos do Duarte de que a Ota é longe demais de Lisboa, nem os do Miguel de que "lá fora é assim"- sempre fui avesso a copiar qualquer coisa só por vir lá de fora.
O Duarte parece estar convencido que Lisboa ainda é a do tempo dos nossos pais, com pregões dos morangos a partir de Março e dos figos a partir de Junho. "A fragata que se ergue na proa, a varina que teima em passar..."
Lisboa já é muito mais do que isso e quem quiser ir do Terreiro do Paço, no centro da cidade, até um dos seus limites, demorará, pelo menos, uma boa horinha, e isto se não for em hora de ponta.
Quanto ao tal do argumento de "lá fora também se faz assim" também não me convence porque se Lisboa já está muito grandinha, mesmo assim não se poderá comparar a Roma, Milão, Londres ou outras cidades do género.
Mas sejamos práticos: a Ota já tem um aeroporto militar, cujos terrenos adjacentes bastam por si para construir um novo aeroporto internacional sem necessidade de o Estado, arruinado como está, andar a expropriar terrenos caríssimos nas proximidades de Lisboa para o aeroporto e suas infraestruturas; os comboios de hoje em dia não andam a 110km/h, mas a muito mais, pelo que uma viagem da Ota até Lisboa não demorará mais de meia hora, o tempo dos estrangeiros se ambientarem ao clima nacional. Por outro lado, basta ter aulas na Cidade Universitária e ver que o professor tem que interromper a sua exposição 3/4 vezes por aula para deixar um avião passar, para perceber a urgência de tirar o aeroporto da Portela...
Outro assunto que eu acho mesmo relevante discutir-se aqui no UGAD mas que agora não tenho tempo é: o que fazer aos terrenos da Portela depois de desmantelado o aeroporto?

20 maio 2005

falácias e ousadias

Ao meu amigo Duarte, invejo-lhe a coragem da sempre pronta resposta. Ainda bem que existe alguém que dê continuidade a este debate.

Gostava mesmo assim de dizer, que Graças e Deus que o projecto do Aeroporto Int. da Ota não está nas tuas mãos nem é para tal necessário convencer-te. Bem pelo contrário, para meu agrado e bem da região de Lisboa e Santarém, já está em andamento.

Escrever um post intitulado Ota´ario (ainda que devidamente justificado) só fica mal, como não é por certo a melhor forma de convencer os nossos leitores da seriedade do nosso debate. Não achas?

Quanto ao projecto para a Ota tenho a esclarecer umas coisas.
Perguntemos aos de outra geração, quanto tempo levava ainda á 50 anos atrás, fazer de carro Lisboa ao Porto? A resposta é: uma eternidade! Metia farnel e umas paragens forçadas pelo meio com náuseas constantes dos mais miúdos e uns passeios pelas moitas com a incontinência dos velhotes. Hoje, não só se poupam todas estas cenas pitorescas para fazer este percurso, como se leva pouco mais de 2h30 (segundo o Software usado pelo Duarte)ou ainda menos, dependendo das mãos que agarram o volante. Isto para dizer que, o que são 56 kms, servidos por toda uma boa rede de meios de transportes e novos acessos e vias de comunicação que ligarão Lisboa ao Aeroporto I.de Lisboa na Ota? Quer sejam feitos pela A1 (ainda para mais com este troço reforçado), quer pelos novos serviços ferroviários ou rodoviários expresso a distância será sempre dizímada pela evolução e progresso tecnológicos. Existe sempre a alternativa do Táxi para os mais comodistas ou apressados.

Claro que todos os projectos têm um preço a pagar, mas este é muito baixo comparado com os benifícios do desenvolvimento e descentralização a pagar pelos utilizadores.

Devo ainda lembrar, que basta dar uma olhada pelos Aeroportos do Mundo (coisa que já me dei ao trabalho de fazer), para facilmente se constatar realmente a que distância se encontram estes aeroportos dos aglomerados urbanos que servem. Basta-me aqui dar o exemplo de qualquer um dos dois aeroportos quer servem a grande metrópole de Milão (Malpensa e Linate), no norte de Italia, um a 45 kms outro a quase 80 km. para rápido perceber que o factor distância não é assim tão crucial ao desenvolvimento e qualidade de vida duma cidade.

Quanto à construção do 2º aeroporto que se pensa para Lisboa (de dimensõres pequenas, destinado a companhias de baixo custo),para mais tarde deixo a minha opinião mais solidificada e pormonorizada, embora deva dizer que apesar de não ser o timing certo, sou apoiante duma boa decisão neste sentido. Acrescento que não fará sentido algum polizar, e bem cmo diz o Duarte no seu últmo post, dois aeroportos na mesma direcção geográfica (neste caso a norte da cidade).É verdade, temos a partir de hoje uma nova candidatura oficial (a da base aérea de Alverca), que se vem juntar ás já existentes.

Devo confessar, que sou apologista e defensor intrasigente da utilização dos transportes públicos. Isto, se houver oferta, porque procura existe sempre como é visível.

Ainda em jeito de resposta, é com muito orgulho que me digo nascido e vivido quase todos os meus anos em Lisboa, tenho ligitimidade para me referir a

Um dia, a História dirá quem tem razão. Espero nesse dia ver-te pela 2ª circular sonhando ver passar os aviões, e poder-me rir um bocadinho.


Ao meu amigo Francisco, faço minhas as suas palavras.
Quem quizer fazer que faça, quem não quizer que não faça (falo de trabalho). Por algum motivo os congressos existem.

19 maio 2005

Ponto de Ordem

Amigos, a mim parece-me que já se está a discutir demais os problemas internos da JP aqui no UGAD, o que não é de todo o nosso maior interesse para este espaço.

Muito mais interessante está, por exemplo, a discussão entre o Miguel e o Duarte sobre o aeroporto de Lisboa e os transportes em Portugal.

Já agora, está aí mais um blogue, do CDS-PP de Lisboa, especialmente dedicado às autárquicas em Lisboa - Forum Lisboeta. Tem, inclusivé, um Grupo de Discussão para quem quiser intervir.

A resposta.

Na sequência da carta aberta escrita neste blog, o presidente da Juventude Popular teve a amabilidade de me responder telefonando-me.
Agradeço desde já a resposta, na qual tivemos oportunidade de esclarecer alguns assuntos, entre os quais o facto de a direcção nacional não ter criticado a concelhia de Lisboa no Conselho Nacional, houve criticas sim mas vindas de outros Conselheiros Nacionais. Não existe qualquer má vontade por parte da CPN em relação à concelhia de Lisboa.
Quanto ao Blog temos uma divergência, o presidente da JP considera que há opiniões que não devem estar num Blog oficial da JP, eu discordo, penso que a liberdade de opinião é um direito, e todos na JP podem ter opiniões diferentes, também vejo intelectuais como Pacheco Pereira, Alberto João Jardim, ou Manuel alegre, com opiniões diferentes dos seus partidos, e não vem mal nenhum ao mundo por causa disso.
Quanto ao mais, há uma vontade expressa pelo presidente da JP para que trabalhemos no sentido da união da JP. Congratulo-me e espero que se efective.

Tiago Antão

Ota'rio

Ota'rio

Meus amigos, calma, não julguem que estou a chamar nomes a ninguém.
Estou apenas a justapor duas palavras: Ota e rio, é que por mais que tentem justificar a escolha da Ota como aeroporto de Lisboa simplesmente não me convencem.
Afinal Lisboa está na margem do estuário do rio Tejo, o que em termos de distância à Ota é (do centro de Lisboa ao centro da Ota) equivalente a dizer longe, mais exactamente 56 km, aproximadamente 41 min de distância, a velocidade de cruzeiro equivalente ao máximo permitido pelo tipo de estradas necessárias percorrer, sem trânsito nenhum portanto (dados obtidos com o software RoutePlanner).

Acha o nosso amigo Miguel que isto pode ser considerado como "de Lisboa"? Não me parece.
É certo que, não descurando as vantagens (anteriormente enunciadas) de manter o Aeroporto da Portela a funcionar, as razões da poluição sonora e atmosférica e muito, muito, mais relevante a questão do perigo de catástrofe que representa, não seria averso a que se arranjasse um segundo aeroporto de Lisboa para o qual se direccionasse a maioria do tráfego internacional, mantendo é claro o actual aeroporto em funcionamento, não só pelos recentes gastos em alargamento de capacidade, como pelas vantagens já referidas.

A questão chave aqui é a seguinte: aeroporto de lisboa significa como o Miguel disse e muito bem 15/20 km da cidade, certamente que não 56, quase o triplo do aceitável.
O Miguel argumentará - Ah! Mas eu disse que eram 15/20km do outro aeroporto.
E eu respondo - Pois se o actual aeroporto se encontra já no limite norte da cidade queremos mesmo fazer o outro aeroporto, não 15, não 20, mas 48 km ainda mais para norte??? (distância obtida com o software RoutePlanner)
Sendo assim que se faça para sul, ou para outra direcção qualquer, mas não para norte! Ou pelo menos não tanto!

Finalmente o Miguel lança o Ás de Espadas, os "constantes comboios que ligarão Lisboa à Ota" dizimarão a distância.
Eu contraponho, com os factos de um simples cálculo matemático: Ora para fazer os 56 km necessários para ir da Ota ao centro de Lisboa são necessários 41 min a uma média de +/- 110 km/h. Se considerarmos que a máxima duração aceitável para a deslocação desde um aeroporto até ao centro da cidade é 20 min (parece-me razoável para máximo), necessitaríamos de uma média de 220 km/h. Será que teremos comboios bala a fazer a ligação? Ou serão os famosos TGV, isto é considerando que na altura já estariam em funcionamento? Nem os TGV serviriam dado que com as enormes distâncias de travagem que estes requerem, impedi-los-iam de fazer tal média em trajecto tão curto, assim como duvido que a frequência fosse assim tão grande dado o desperdício que isso representaria em termos económicos. Talvez quem tenha um porche ou um Ferrari possa conseguir tal feito, se voar por cima do trânsito da A1 (como todos sabemos, costuma ser pouco). Não me parece.

Não me convencem.
Ota e rio simplesmente não combinam, portanto Ota e Lisboa também não, estão simplesmente demasiado longe um do outro.

18 maio 2005

TGVando

Ao escrever o meu post anterior, intitulado: Ordenamento doTerritório, Transportes e Vias de Comunicação (vá lá Deus saber porque os títulos insistem em desaparecer...), pensei cuidadosamente sobre o impacto que algumas das minhas opiniões poderiam ter, especialmente por me recair a acrescida responsabilidade de falar com conhecimento de causa e falar dum assunto tão pouco discutido no partido.

Falo nomeadamente de dois assuntos,

O primeiro, o plano do TGV, dividido em 4/5 fases, ligando várias cidades Espanholas a outras tantas Portuguesas (note-se que ainda para mais será um negócio da China para os Espanhóis que conseguem mais uma vitória nas negociações do ponto de vista das ligações ferroviárias, de centros urbanos médios dos nuestros hermanos com grandes centros urbanos lusos). Não que eu seja contra este investimento, porque não sou. Sou totalmente a favor, até pela sua urgência. Apenas reitero e como exigência (ou moeda de troca, depende do ponto de vista) duma restruturação imediata de toda a rede nacional. Para quem não conhece, imagine-se Portugal com 4 ou 5 linhas de alta velocidade e dezenas de outras, já nem digo antigas, mas pré-históricas. Seria a comédia por exelência.

O segundo o da Ota. Sublinho que não está em causa a permanência ou não do actual aeroporto internacional (a.i.) de Lisboa (também conhecido como da Portela), que ao passar dos anos, a tão nobre cidade foi engolindo e agora se encontra quase na sua totalidade no interior da capital. Esta não é pois a questão, porque se trata dum enorme absurdo e falha gravissíma. É incompatível ter um aeroporto dentro duma cidade nos dias que correm, essêncialmente pelo risco e poluição que representa uma infra-estrutura destas sobre um aglomerado urbano, como é o de Lisboa.
Aos espíritos mais teimosos e discordantes da minha anterior afirmação lanço um desafio e um aviso. O desafio de irem dormir 3 noites que seja, para Camarate ou Alvalade ocidental e depois relatarem-me tão empolgante experiência. O aviso, este mais grave, de serem pactuantes duma situação inadmissível, que é concordarem com a permanência do aeroporto da Portela dentro da cidade (e reforço dentro). Aviso porque, meus amigos, para quem não sabe a arte de voar é muita, e mais dia menos dia acontece-nos uma desgraça dentro da portas, com danos incálculáveis, aliás como já esteve mais do que uma vez para acontecer, e nesse dia sim, o dedo tem de ser apontado a alguém. Têm de haver responsáveis. Lamento mais isto não pode voltar a ser o drama que foi a queda da Ponte entre os Rios, onde 59 pessoas perderam a vida, e de responsáveis=0, nem vê-los! Governavam os socialistas está claro (atrevo-me mesmo a dizer dentro e fora dos tribunais)
A questão está sim, na localização (com mais de 15/20km de Lisboa) do próximo a.i. da capital de Portugal.
Na altura da discusão deste tema, surgiram como resultado de inúmeros estudos, duas hipóteses, a de Rio Frio (na margem Sul do Tejo) e a da Ota ( na margem Norte do Tejo). Foi escolhida a proposta da Ota. Discordantes ou não, mas como pessoas de bom senso, vamos mas é apoiar esta importante decisão de desenvolvimento. Porque esta sim é uma solução com pés e cabeça. Digo isto porque me dei ao trabalho, ao contrário de outros (que falam falam mas não fazem nada), de visitar o espaço, distância, condições e possível impacto onde ficará o próximo a.i. de Lisboa e não posso estar mais de acordo. A distância será dizímada pela velocidade dos constantes comboios que ligarão Lisboa a Ota. O impacto a nível do desenvolvimento, será colossal na região de Aveiras e Alenquer. Quanto ao espaço foi magistralmente escolhido, sobre a actual base Aérea da Ota que tem uma posição geográfica francamente priveligiada, com a próximidade da A1. E de se referir também a elevada redução de poluição ambiental e sonora que beneficiará Lisboa enquanto centro-urbano. Muitos outros serão os benificios deste projecto em detrimento dos malefícios, inerentes a qualquer escolha que fosse.

Como última nota, o meu agradecimento a todos aqueles que já perceberam que não falo duma Regionalização, mas sim duma verdadeira Reorganização e Homogenização do território. São conceitos distintos e como tal devem permanecer. Deixo claro que votarei e estarei sempre conta o disparate da Regionalização como nos tem sido apresentada.
Estou certo que será um dia o CDS a estar na vanguarda desta tão importante e crucial reforma administrativa e territorial portuguesa.

Comentário sobre os comentários

“Um blogue é a arma daqueles a quem não se lhes pediu opinião”

Pedimos emprestada esta frase ao Lóbi do Chá, por espelhar exactamente aquilo que entendemos que é este blogue.

Cientes da dificuldade que é penetrar na comunicação social, resolvemos criar o Uma Geração Às Direitas (UGAD), o blogue oficial da CPC de Lisboa da JP, para aqui expressarmos as nossas opiniões sobre os mais diverso temas. Ninguém nos pediu, fomos nós que o quisemos e assim o fizemos.

O nosso lema, vem no cabeçalho, é “Todos de Direita, mas nem todos de acordo”.

Assim, vemos o UGAD como um fórum de discussão entre os membros da CPC de Lisboa da JP, que queremos público para dar a conhecer, não um pensamento único, que não temos, mas a diversidade do nosso pensamento.

O blogue é público, no sentido em que está disponível para quem o quiser ler, mas permanece um blogue e não um fórum aberto de discussão pública.

Deste modo, este blogue é e continuará a ser privado, disponível à escrita apenas de quem pertence à actual equipa da CPC e de quem esta quiser convidar.

Não deixamos de ser receptivos a comentários e críticas, sejam elas boas ou más. É para isso que temos disponível e publicitado o nosso e-mail: lisboa@juventudepopular.org

Em nome dos administradores do UGAD,

Educação Sexual II

Já antes aqui tinha referido o incrível que é o programa de educação sexual a que os nossos primos e sobrinhos (para pessoas como eu novas demais para ter filhos no 5.º/6.º ano) se têm que submeter.
Nós, que ainda não há tanto tempo quanto isso, ainda andávamos no liceu, sabemos que se pode chumbar por faltas injustificadas a uma só disciplina e que 3 faltas justificadas passam a valer por uma injustificada, pelo que, se os pais se opõem a que os seus filhos vão a essa cadeira obrigatória, os filhos chumbam o ano. E nem todos os pais com bons princípios têm dinheiro para pagar colégios privados.
Sugeria que vissem este link e o link do expresso para onde ele remete e, se concordarem, assinem a petição on line. Quanto à Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, garanto-vos que é uma associação idónea. De tal maneira que a minha famelguinha, muito íntegra e honesta, faz parte.

17 maio 2005

Desordenamento do território

Em Portugal, como diz e bem o Miguel, reina a desorganização e ausência de planeamento. Portanto é óbvio que concordo com o Miguel no que toca à necessidade de reorganização do ordenamento territorial português, na sua vertente administrativa como comunicacional.

Ao pormenor concordo com a prioridade da reestructuração da rede ferroviária, em particular do transporte de carga, porque é um investimento necessário que a médio/longo prazo trará um retorno com grande impacto na economia nacional, tanto reduzindo os níveis de poluição viária (já hoje fora de proporção e incomportávelmente a crescer), como reduzindo fortemente a dependência da nossa economia de fontes energéticas externas (Petróleo), grave lacuna estratégica actual. No entanto discordo totalmente do descartar do projecto TGV para as calendas gregas, porque não é com comboios do século XIX que o nosso país estará pronto a enfrentar os desafios do século XXI, em especial a resposta à necessidade imediatista da sociedade, o que implica uma rede ferroviária muito rápida e práctica capaz de rivalizar com o avião. Tenho as minhas dúvidas quanto ao TGV ser a melhor opção, dado achar que também já está um pouco desactualizado, mas à falta de melhor certamente que não deve ser descartado. Se me fosse dado a mim a esolher, eu proporia, capitalizando os valores intelectuais e industriais nacionais, investigar um modo barato e nacional de resolver a questão da necessidade de uma rede viária rápida, de passageiros e carga, capaz de substituir o enorme volume de tráfego rodoviário actual, em especial o de carga; e após a criação da solução a sua implementação, revitalizando e modernizando tecnológicamente a indústria pesada nacional e de caminho dando emprego tecnológico, muito em voga, a milhares de pessoas.

Concordando com o desenvolvimento do interior, porque Portugal deve funcionar a uma só velocidade - a alta, e porque não o melhorar dos aeroportos do interior de modo a poderem receber algum tráfego comercial, discordo no entanto totalmente da escolha do aeroporto da Ota para substituir o da Portela. Que me interessa o que os estrangeiros fazem, ainda que todos, quando nós estamos melhor como estamos? Por essa ordem de ideias também defenderia o aborto só porque no estrangeiro todos o fazem! Não! Muito bem que é uma fonte de poluição importante tanto sonora como ambiental, mas dá personalidade à cidade e é uma das mais belas maneiras de a apresentar (a aproximação ao aeroporto a baixa altitude pelo rio). Para além disso quem considera que a Ota poderia servir Lisboa está seriamente endoidecido ou então sobre a influência de interesses ou ainda psicotrópicos, porque antes que todos os outros meios de transporte estejam ao nível a que só estarão daqui a sabe Deus quantas décadas não se poderá ter uma rede urbana integrada como seria necessário para servir um aeroporto que fica mais perto de Santarém que de Lisboa. Assim sendo não se pode substituir um aeroporto que fica a 10min do centro da cidade no máximo por um que fica a 1h no mínimo, sem razão aparente. Simplesmente não faz sentido!

Quanto à integração urbana de transportes, Que Deus te oiça! É de facto uma urgência nacional e esta sim conretizável a um prazo razoávelemnte curto, bastava que um certo número de mentes brilhantes pusessem mãos à obra (seria uma estreia nacional, mas há sempre uma primeira vez).

Nota final: Quanto à questão administrativa, não obstante a necessidade de reestructuração da organização administrativa territorial portuguesa no nível superior aos munícipios, este certamente que não é o momento adequado para falar no assunto, dado existir na assembleia uma maioria absoluta do PS que vontade não lhe falta de ressuscitar mais um debate referendário, como é o caso da regionalização, e que sendo feita, como o PS sempre a quis, esquartejaria o país em retalhos. Como efeitos secundários teríamos o aumento da burocracia mais um nível e a estocada fianl no importantíssimo papel dos munípios como estructura base do território português, retirando-lhes poderes quando estes deviam em bastantes àreas (como por exemplo na educação) ser aumentados, para que Portugal possa, finalmente, ter um ordenamento territorial, que respeitando a herança histórica e cultural, se encontre na vanguarda da Europa e sirva de arquétipo para o futuro.

Ordenamento do território, transportes e vias de comunicação

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Caros amigos,

Desde á muito que tenho vindo a desenvolver o meu gosto e interesse, quer pelo estudo quer vendo a realidade, por estas três importantes áreas de organização e desenvolvimento da nossa sociedade: o ordenamento do território, os transportes e as vias de comunicação.
Um Projecto
Crítico atento da actual realidade Portuguesa, procuro sempre estar informado das mudanças e propostas concretas nestas três áreas, por modo a poder construir uma alternativa séria e desejada.
Não é certamente com a criação de novas divisões, ou com o lançamento da construção dum ou outro aeroporto, linha férrea ou auto-estrada, que se vai conseguir resolver esta grave desorganização e ausência de planeamento nacionais. É necessário ir ao "fundo" da questão, sem medos. Idializar um Grande Projecto que englobe estas três vertentes essênciais para que Portugal seja um país desenvolvido junto dos desenvolvidos.
Conhecer a realidade
Conhecer a realidade nacional implica ir ao terreno (in loco), ver e perceber as diferentes realidades, contrastes e desejos das populações e sociedades. E é isso mesmo que tenho procurado fazer nestes últimos anos. Aliar o conhecimento á realidade para obter respostas e assim lançar uma primeira semente.
A Minha Visão
No Ordenamento do Território, é necessário procurar um equilibrio demográfico e socio-económico entre Norte/Sul e Interior/Litoral. estas são metas urgentes para o verdadeiro desenvolvimento. Para tal há que planear e estruturar uma reforma de fundo na unificação do País que hoje se encontra retalhado em centenas de disparatadas e inúteis divisões administrativas, sociais, culturais, para fins estatísticos, entre muitas outras. Reorganizar e Homogenizar esta incrível mixelania territorial é o essêncial. Dizer sim á real descentralização é outro dos passos fundamentais. Tanto as grandes Metrópoles como Lisboa ou Porto, ou o desertificado interior nunca irão contribuir para um País equilibrado e desenvolvido.
Já nos Transportes e Vias de Comunicação a realidade é deveras crítica. Sempre interligados pela suas funções, estas duas áreas encontram-se, a meu ver, no mau caminho, por isso mal entregues. Faço aqui uma crítica generalizada aos sucessivos governantes detentores destas pastas.
Diz-se que muito se tem feito, em parte não deixa de ser verdade, como o aumento significativo das redes viárias, ferroviárias e estruturas aeroportuárias. mas por outro lado esse muito não chega por estar a ser mal "conduzido". Tem contribuido para o aumento das tais dicotomias entre interior/litoral ou norte/sul. E isso não pode continuar.
A desorganização e ausência de planeamento é tal que temos uma incompleta e ineficaz rede de transportes aéreos, terrestres e maritimos. Não se soube ainda olhar o Atlântico, e inúmeros rios e albufeiras como um poderoso e vital recurso da expansão duma forte rede de transportes marítimos e fluvias. Não se soube ainda fazer um planeamento de vias rápidas de comunicação ferroviárias e viárias. Tem de acabar um tipo de mentalidade retrógada onde, e em face de estudos demográficos se continua a investir indiscriminadamente no litoral, entregando assim o interior á desertificação.
Espaço Urbano
Temos de avançar, e á semelhança de outras tantas cidades Europeias, para uma eficaz e coordenada rede de transportes urbanos (as tão famosas "cercanias" Espanholas).
Espaço Aéreo
Temos de avançar com um projecto de reorganização do espaço e transporte aéreo, percebendo a crucial importância deste no desenvolvimento e transporte de pessoas, bens e serviços.
Ousando mesmo iniciar projectos "diagonais" nas 3 bases e aeródromos do interior passando a 3 pequenos aeroportos regionais, a de Bragança (que servirá os centros urbanos de Bragança, Vila Real e Guarda), Covilhã (que servirá os C.U. da Guarda, Castelo Branco e Portalegre) e Beja (que servirá os C.U. de Évora e Beja) como todas as restantes Cidades e Vilas a crescer e desenvolver na área de influência.
Modernizar também, os 2 já existentes Aeroportos Internacionais de Faro e Porto, dotando-os de novas infra-estruturas, aumentando a capacidade de passageiros, como consequência o espaço aéreo, e cativando novos interesses para zonas.
Incrívelmente Lisboa continua a ser a única Capital Europeia, pelo menos de que eu tenha conhecimento, que continua a ter um Aeroporto dentro da Cidade. Nem comento, é inadmissível. Avançar com o projecto do A.Internacional da Ota é essêncial. Quanto a outros novos projectos é de se pensar.
Espaço Ferroviário
Temos uma rede ferroviária na sua maioria decrépita. Pude já visitar na quase sua totalidade e a situação á terrível. Com linhas únicas que ligam cidades, capitais de distrito, como é o exemplo de Leiria ou Castelo Branco. Temos de fazer um planeamento geral da correcta distribuição e requalificação destes transportes e vias de comunicação. TGV sim, mas não é prioridade imediata, face á tão triste rede que por cá temos.
Como disse um dia, em tom de brincadeira, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, num dos seus habituais comentários Televisivos, "...Um qualquer Sr. Mnistro que se queira deslocar de comboio em Portugal, apenas o poderá fazer entre Lisboa e Porto...". Porque tudo o resto faz lembrar comboios indianos ou autocarros mexicanos povoados de galinhas e um cherinho a sovaqueira do nosso bom povo.
A Construção da Pirâmide
Põe-se a questão: E por onde se começa a construir?
No dia em que se perceber, que o desenvolvimento de Portugal, não passa só por uma forte Indústria ou Economia, ou pela criação e acumulação de riqueza, mas sim, e antes de mais pela sua planificação e reorganização territorial, por uma vasta e completa rede de transportes e vias de comunicação, nesse dia sim, Portugal será certamente um País Desenvolvido.
Parece-me cada vez mais que se tenta construir a pirâmide pelo topo e não pela base.
Sempre ouvi dizer que o Ser humano é um ser de Hábitos. Um Ser que nega ou evita as mudanças, ainda que estas sejam a bem do desenvolvimento, não por desgostar mas por se ter medo das alterações no seu quotidiano. Mas mais uma vez insisto, a bem da Nação, mudem-se os hábitos, mantenham-se os costumes!

Tiago Antão

Retiro a minha moção dirigida ao público para que se chicoteie o Tiago Antão em praça pública e lanço uma nova moção que se homenageie o Tiago Antão em praça pública.

Carta aberta.


Eu militante me confesso;

Sinto necessidade de escrever esta carta a todos os militantes da Juventude Popular, em especial aqueles que exercem funções na Direcção Nacional da nossa organização, depois do último Conselho Nacional da Juventude Popular. Escolho este meio, pois, naturalmente nenhum órgão de comunicação social quereria ouvir-me, e bem, e aproveitando o facto de pelos vistos, este Blog ser um meio bastante lido na Juventude Popular.

As razões de ser desta carta prendem-se com o que foi dito, e com aquilo que queriam dizer e ficou nas entrelinhas, não sei se porventura o CN foi marcado para debater aquilo que a Direcção Nacional considera as más praticas, e os maus exemplos da Comissão Política Concelhia de Lisboa da JP, o certo é que isso aconteceu.
O mais caricato é que não consigo compreender o motivo de tal irritação, serão os textos do blog Uma Geração Às Direitas (UGAD)? Serão as críticas? Ou por acaso alguém critica a falta de trabalho desta concelhia? Lembro apenas que o último Congresso da JP, realizado em Cascais, ficou conhecido como o congresso dos Blogs, lembro-me do presidente da JP dizer qualquer coisa do género, a política tem de inovar, hoje os blogs são um meio importante de rebatermos a cultura de esquerda, e o politicamente correcto do país! Ao que me é dado a perceber, ou o presidente da Juventude Popular mudou de ideias, ou na sua mente estaria uma visão diferente em que todos tínhamos um blog, mas todos diríamos o mesmo, quais papagaios a servir de megafones do Comité Central! Sob esse ponto de vista a visão que partilho é a defendida pela CPC de Lisboa, “Todos de Direita, mas nem todos de acordo”.
Quanto às criticas admito que a Direcção Nacional não partilhe das mesmas, acredito que possam achar que as ideias aqui perfilhadas estão erradas, não posso admitir que não se aceitem criticas. Pode porventura a direcção entender que tudo vem bem e nada pode ser criticado, nesse caso não compreendo a marcação do último CN com o único ponto na ordem de trabalhos, Análise da situação interna da Juventude Popular.
Chega a parecer que o problema está em fazer trabalho, eu vejo sobretudo motivos para que as pessoas que gostam da JP se revejam na concelhia e Lisboa, a terceira melhor do país, segundo os critérios da própria direcção nacional, por outro lado venho de uma concelhia onde o trabalho é rigorosamente igual a zero, e nunca vi até hoje por parte da direcção nacional um reparo, uma emenda, um contacto sequer com o presidente concelhio. Depreendo que estar ou não estar é igual, o importante é estarmos todos de acordo, seja com o nome da moção a apresentar ao congresso, seja com o site da CPN, seja com o trabalho realizado junto das Associações de Estudantes, ou pela formação política ou ainda com o trabalho realizado pelo gabinete de estudos. Se a CPN não gosta da estrutura e das suas posições tem duas soluções, ou debate internamente, ou vai-se embora, em todo o caso na concelhia de Lisboa diz-se o que se tem a dizer e com frontalidade, não se dão facadas nas costas, nem se preparam listas na sombra da actual CPN:
Quanto à minha ausência do Conselho Nacional, ao que parece notada, ficou a dever-se a motivos de ordem pessoal, e aqui todos os que não fazem da JP a sua vida compreenderão que fazer 600Kms num dia nem sempre é possível, porém quando o partido andou em campanha fiz vários sacrifícios para poder participar, não me lembro de os ver a todos lá!

Atentamente:
Tiago Antão
tiago.antao@sapo.pt

Finalmente as directas!

Depois de uma luta de anos, nem sempre bem vista, mais um caso aliás visto com desconfiança por quem achava que todos devem pensar a uma só cabeça, finalmente há um líder com coragem de avançar com as directas!
Lê-se na edição de hoje do Jornal de Notícias que as directas vão mesmo avançar no CDS/PP e já em Junho. Felicito o novo líder pela coragem, e penso que dá um passo importante contra aqueles que gostariam que ele fosse um líder de transição apenas para dois anos, a meu ver as directas tornaram mais difícil o trabalho dos “Kontroleiros”.
Espero que seja uma alteração que venha para ficar, e que as organizações autónomas possam também ter uma palavra nas eleições.
Tiago Antão

16 maio 2005

Aborto

Obrigada Diogo por não deixares morrer um assunto que devería ser uma das nossas grandes prioridades.
Acho que está tudo demasiadamente aliviado com o adiamento do referendo sobre o aborto e temo que, um dias destes, tenhamos uma desgradável surpresa...
Como já disse várias vezes, a luta pela vida é a minha principal prioridade e, apesar do debate que propus ter sido adiado para Dezembro, não tenciono baixar os braços e deixar que liberalizem a matança de bébés indefesos.
A todos aqueles que defendem a vida peço que não deixem este assunto cair no esquecimento! Acreditem que a esquerda não se esquece...
Cada um de nós pode fazer a sua campanha individual! No liceu, na faculdade, no emprego, em casa e junto dos amigos, não fujam desta questão, enfrentem-na e não tenham vergonha de defender a vida!

Aborto

30.000 visitas

A UGAD fez hoje 30.ooo visitas!!

Segredo de Justiça

Alguém chicoteie o Tiago em praça pública, sff!
Aqui d'el Rei que querem acabar com um Direito Fundamental do Arguido!
Pois é, o segredo de justiça durante a fase de inquérito serve, precisamente, para proteger os direitos do arguido. O direito ao bom nome, o direito a não ser julgado na praça pública, o direito a conseguir encontrar provas que lhe sejam abonatórias sem ter um batalhão de reporteres atrás de si, etc.
Nesta fase processual, havendo indícios ainda ténues de que foi cometido um crime, iniciam-se investigações dirigidas pelo Ministério Público levadas a cabo pelos órgãos de polícia, que visam averiguar se esses indícios são suficientes para ser produzida acusação.
O mal não está em haver Segredo de Justiça- o mal está em este ser violado. Deveria haver sanções muito graves para todos os meios de comunicação social que publicam notícias relativas a um processo em fase de inquérito, mas infelizmente não há. Há aqui nitidamente um choque de direitos entre os direitos de liberdade de imprensa e os direitos dos arguidos, mas nesta fase processual os direitos dos segundos deveriam prevalecer.
No caso citado pelo Tiago Antão, já toda a gente comentou as acções de que os acusam. Eu próprio, que sou advogado e deveria saber que tal é injusto, já me fartei de falar sobre o assunto... Mea culpa! Mas isso tem que parar e quanto antes. Os direitos dos arguidos não podem ser constantemente desrespeitados. Uma nova Lei da Comunicação Social torna-se imperiosa.

O fim do segredo de justiça.

No nosso país, como noutros, os escândalos, ou semi-escândalos, servem muitas vezes para vender, para entreter o Zé Povinho, e a justiça acaba por servir mais como um espectáculo do que propriamente para regular o estado de direito. Muitos são os exemplos que posso referir de casos “julgados” na praça pública, o último que assistimos é o que envolve antigos ministros do CDS/PP, num caso de alegado trafego de influências.
A verdade é que devido ao segredo de justiça e à morosidade dos tribunais, as notícias contra os arguidos acabam por ser constantemente publicadas, porque não se sabem as fontes, logo não se pode punir os prevaricadores, mas os arguidos não se podem defender, e assim o seu bom nome é prejudicado, acabando-se assim com a presunção de inocência, isto dado que notícias constantes desfavoráveis aos arguidos que não podem ser rebatidas acabam por prejudicar a sua imagem.
Assim presumo que a melhor solução seria acabar com o segredo de justiça, ou pelo menos autorizar os arguidos a defenderem-se de cada vez que uma acusação é feita em praça pública, penso que isto ajudaria a boa imagem da justiça e só assim era possível haver uma verdadeira presunção de inocência.
Tiago Antão

15 maio 2005

Educação Sexual

O Professor João Araújo, fez um favor a todas as famílias portuguesas e foi espreitar o que diziam os manuais de Educação Sexual. E fez esse favor porque parece que as famílias andam um bocadinho apáticas ou distraídas e não fazem elas mesmas isso.
Concluiu que os manuais ensinavam as crianças a masturbarem-se a conhecer diferentes tipos de família como casais homosexuais e a reconhecer comportamentos sexuais como carícias, beijos e relações coitais. Isto para crianças de 10 e 11 anos!!!
Já no que tocava a doenças sexualmente transmissíveis os tais manuais eram omissos. Ou seja, a parte fulcral e mais importante de uma disciplina de Educação Sexual, que é dar conhecimento de doenças sexualmente transmissíveis, como se transmitem, como se podem evitar, etc., não aparece no programa aprovado pelos Ministérios da Educação e Saúde.
Quem elaborou estes manuais foi a Associação para o Planeamento Familiar, que faz parte de uma federação internacional que se dedica a promover o aborto e outros "direitos sexuais" que tais. Será que os pais se podem opôr a que os filhos frequentem uma cadeira na escola? Ou será que os pais com o mínimo de noção do que querem para o desenvolvimento pessoal e sexual dos seus filhos têm que desembolsar um balúrdio para os pôr em colégios privados nos quais tenham confiança porque as escolas do Estado obrigam esta disciplina absurda?

13 maio 2005

Lisboa para Todos

Carmona Rodrigues acaba de, formalmente e num local que lhe é particularmente simbólico (dizia o jornalista que foi ali que o candidato à câmara de Lisboa, nasceu, cresceu, brincou e estudou), apresentar a sua candidatura ao maior município do país sob o lema “Lisboa para todos”. Assistiram populares, alguns notáveis (Álvaro Barreto era a única figura visível do anterior executivo), mas a cerimónia foi marcada pela discrição.
O discurso foi curto, mas conciso nas ideias, virado para uma faixa etária dos 8 aos 80 anos, para a classe média (reprovou, em especial, as políticas habitacionais dos condomínios de luxo e da habitação social, que esqueceram as oportunidades de habitação desta grande massa populacional), onde se criticou o candidato do PS, acusado de fazer deste combate autárquico um exercício intelectual.
Carmona afirmou, ainda, não ter medo de nenhum outro candidato de esquerda, disse que o seu mandato não se pautaria por nenhuma bandeira ou grande obra que pretenda executar. O seu único objectivo é trabalhar e servir os lisboetas. Declarou-se profundo conhecedor dos problemas da cidade e da área metropolitana, tentando de uma vez por todas apagar a imagem de “bombeiro” ao serviço do PSD aquando da ida de Santana Lopes para o Governo.
Confesso a minha curiosidade pela posição do nosso partido acerca desta candidatura.
Joana Mota

12 maio 2005

O Iluminado!

O Emanuel não para de nos surpreender...

A Saudável Democracia

É com muita satisfação que vejo que o confronto e debate de ideias não foi nem será posto em causa na JP de Lisboa.
Ontem aprendi que bem pelo contrário, até podem existir divergências, mas acima de tudo está a saudável troca e discusão de pontos de vista sobre questões ou assuntos gerais, ou mesmo pessoais, estando sempre o bem da JP acima de tudo o resto.
Percebi que na nossa Concelhia, a liberdade de expressão é e será um dos nossos principais motes!
Ao Nuno Bonneville, que nos disse ontem aqui, em jeito de desabafo, que tinha já alguma dificuldade em acreditar no futuro da JP, peço-lhe que acredite porque todos aqueles que sonham e acreditam numa JP melhor, vamos ser capazes de um dia derrotar a hipocrisia e estagnação dum orgão que se quer activo e bem dinâmico!

11 maio 2005

Turquia, porque sim?

O Presidente da República disse que Portugal apoiava as negociações da União Europeia com a Turquia para a adesão.

Pessoalmente não me pareceu correcto. Não me pareceu correcto porque considero que aqui, como sempre em Portugal, matérias europeias não se discutem, e nem sequer conheço a posição do Governo Português sobre o assunto, e não me parece correcto também, pela questão de fundo e mais importante, ou seja, estou contra a entrada da Turquia para a União.

Penso que a união europeia, não pode alimentar o sonho de que vai mudar o mundo, a verdade é que se os países querem aderir, então devem evoluir no sentido daqueles que são os valores de uma Europa civilizada. Um país que não respeita os direitos humanos, não partilha e faz tudo para não partilhar os valores da democracia ocidental, não deve, sob meu ponto de vista, fazer parte desta comunidade.
Tiago Antão

Eles falam falam…

Eles falam falam…

Fui crítico do nome dado à moção da Juventude Popular no XX Congresso do CDS, “Ah e tal porque é jovem”. No entanto, como parece que há justificação para o recurso a peças humorísticas, cumpre dizer “eles falam falam, falam falam, mas eu não os vejo a fazer nada”. E digo isto porque, no discurso de tomada de posse da Concelhia de Lisboa da Juventude Popular, o Presidente da JP, João Almeida, afirmou que contava com esta Concelhia para o próximo combate Distrital (em Lisboa) e Nacional (próximo Congresso). E claro que concordamos com ele. No entanto, não podemos esquecer que o mesmo Presidente Almeida não intercedeu junto do Presidente da Mesa do Conselho Nacional, para permitir que os Conselheiros Nacionais de Lisboa, hoje empossados, estivessem presentes no próximo Conselho Nacional (este Sábado). Por um atraso na entrega das actas, impediu-se a presença dos representantes da maior concelhia do país, que foram validamente eleitos pelo Plenário Concelhio e quando os resultados ficaram publicamente afixados por mais de uma semana após o acto.
Há manifesta má fé dos decisores, que deliberadamente não quiseram contar com estes conselheiros. Os militantes de Lisboa não podem ser prejudicados por uma questão meramente administrativa, que podia ter sido ultrapassada sem prejudicar a legitimidade daqueles que elegem e dos que são eleitos.
Por mais que oiça o Presidente da JP apelar à unidade e ao combate conjunto, enquanto continuar a assistir a estes episódios que empobrecem as organizações políticas de juventude, tenho dificuldade em confiar no futuro.

10 maio 2005

Sobre o Bloco


O Bloco de Esquerda, este fim de semana reunido em Convenção, é aquele tipo de partido que fala, fala, fala mas que não o vêmos a fazer nada. Agora com 6,3% vai ser mais difícil viver do ar e pode ser que o mito caia pela base, quando se perceber que são uma 'estátua falsa'!
Enquanto tal não acontece, e pensando no que poderá um dia acontecer, tenham medo, muito medo, do dia em que Louçã chegar ao Governo!
E, de passagem, leiam esta crónica do Carlos Blanco de Morais e vejam se ele não tem razão!

Alegrias lá mais para Janeiro

Parece que os socialitas optaram, definitivamente, por fazer das presidências «Uma Campanha Alegre».

Nós, à Direita, já estamos a sorrir...

Read my lips moment - Putin: «Guterres, quem é?»

Eu por acaso ainda fico espantada com estas notícias, embora não devesse, já que os socialistas são useiros e vezeiros em fazer este tipo de manipulações da imprensa.

Mas, aqui para nós que ninguém nos ouve, antes na ONU que em Portugal!

09 maio 2005

Tomada de Posse da CPC de Lisboa

A tomada de posse da nova Comissão Política da Concelhia de Lisboa realiza-se esta Terça-feira pelas 21 horas.

Contamos com a presença de todos!!

E a Inglaterra aqui tão perto

Tony Blair voltou a ganhar as eleições, o que é inédito, um governo trabalhista a conquistar três mandatos de seguida. Mas desta feita não conseguiu maioria absoluta, tendo perdido muitos lugares quer para os Conservadores quer para os Liberais.

O que é que se passa em Inglaterra, para isto estar a acontecer? O que é que se passa com o Partido Conservador para estar tanto tempo na oposição? O que lhes falta para vencerem Tony Blair?

É que, ao que parece, Inglaterra, o berço da Democracia hodierna, não resistiu ao movimento de despolitização a que se assiste em todo o mundo.
Essa despolitização marca-se pelo seguinte: é indiferente os disparates que alguém tenha feito no governo, assim como é indiferente os planos que cada partido tenha para governar, assim como a competência dos líderes de cada partido. O que conta é a imagem que os líderes passam.

Conseguir votos é, cada vez mais, uma questão de tratamento da imagem dos líderes. Um líder quer-se jovem, dinâmico, bem parecido e bem falante e com um ar "próximo". O mais distante possível daqueles líderes com um ar muito circunspecto e respeitador de há umas décadas.

Por isso é indiferente que o Sr. Blair tenha servido de cãozinho subserviente dos EUA na questão do Iraque e tenha sido um dos principais responsáveis por acender mais uma crise no Médio Oriente que não há-de sarar nas próximas décadas. O que conta é que o rapaz tem boa imagem e fala bem.

08 maio 2005

Think Tanks

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Segundo notícias d' «O Independente», Paulo Portas aproveitou a sua passagem pelos Estados Unidos para reunir com inúmeras personalidades da direita americana, de forma a criar uma Fundação da Direita em Portugal, um espaço de conservadores, liberais, neo-conservadores e outros pensadores da Direita, que ajudem a virar o jogo do domínio cultural da esquerda em Portugal.

A ideia não é original, já que foi testada, com êxito nos EUA nos anos 70, mas em Portugal poderá significar uma verdadeira revolução social e cultural! O problema da Direita portuguesa não é outro se não a sua demissão sistemática da batalha cultural e a sua falta de coragem de se assumir como 'de direita', com orgulho e com frontalidade!

A Direita tem que entrar nas faculdades, nas academias, nos jornais, na literatura, na cultura, nos grupos de reflexão da sociedade civil. E isso pode passar pelo tal projecto de Portas, projecto que não é diferente, na minha perspectiva, daquele que sempre o moveu - no jornalismo e na política - a refundação da Direita, com novos rostos, novos caminhos e novas causas, sem nunca abdicar do quadro de valores essencial do que é património da Direita!

Talvez assim, Portugal consiga, finalmente, ter uma Direita moderna, sem preconceitos e sem vergonha de ser de Direita, capaz de lutar, taco a taco, com a esquerda que julga ter o monopólio da cultura e da intelectualidade! Mas isso não é tarefa de um homem só. É um caminho ao qual todos - sobretudo os jovens da Direita - são chamados. Para que os nossos filhos possam viver num país em que ser de Direita continuará a ser sinónimo de ser conservador nos valores, de ser patriota e institucionalista, mas que será também é sinónimo de ser moderno, de ser pragmático, de saber governar e de ter um projecto de desenvolvimento para Portugal!

06 maio 2005

Dois pesos e duas medidas...

Marques Mendes, presidente do Partido Social Democrata, decidiu não apoiar a recandidatura do Major Valentim Loureiro à Câmara Municipal de Gondomar. A decisão, já se esperava, não seria pacifica, porém Marques Mendes diz não se tratar de uma opção jurídica, devido ao envolvimento do Major no caso apito dourado, mas antes de uma opção política visto que o Major não merece a sua confiança política.

Curioso é o facto da actual presidente da Câmara Municipal de Leiria, que também está envolvida no caso, receber o apoio da direcção nacional do PSD, direcção essa da qual faz parte. Não pondo em duvida as boas intenções do líder Social-democrata temos de convir que a decisão é no mínimo estranha, pois, ou o líder do PSD conhece todos os seus candidatos autárquicos profundamente e sabe quais merecem ou não a sua confiança, ou os que estiverem envolvidos em casos com a justiça não podem ser candidatos e aí não se compreende a situação de Leiria, ou mais grave ainda, para além do processo “apito dourado” o Major Valentim Loureiro está envolvido em mais polémicas que Marques Mendes conhece embora ainda não sejam públicas, e penso que então não se perdia nada em que fossem divulgadas.

Tiago Antão

05 maio 2005

H

Parece que as trapalhadas socialistas já começaram, e logo num sector tão importante como é o da saúde. O ministro que tutela a pasta, Correia de Campos, afirmou em comunicado que afinal só cinco dos dez hospitais anunciados pelo anterior governo iriam mesmo avançar.
Independentemente de saber qual é o critério que levou a esse numero de cinco hospitais, é também relevante o facto de na lista não constar o Hospital Central do Algarve, uma promessa eleitoral do PS nas últimas legislativas.
Mas afinal parece que não é preciso estar na lista para avançar, pelo que o Sr. Primeiro-Ministro já fez questão de dizer que o Hospital do Algarve iria mesmo avançar.
É mais uma trapalhada à moda da terceira via, em que o PM vem desmentir um seu ministro. Todos se lembram de um ministro ter dito que os impostos teriam de ser aumentados, para ser desmentido depois? Mais recentemente lembramo-nos certamente na confusão quanto ao traçado do TGV...
Afinal em quem devemos acreditar no PM ou nos seus ministros? Talvez em ninguém?

Tiago Antão

Estar ou Não estar

Estar significa marcar presença. Presença de corpo e presença de espírito também, do intelecto, das emoções, do sentir, e de muito mais. Estar é fazer, querer, desejar, lutar e conseguir!

Não estar significa ausência, falta de. Ausência de espírito e/ou de corpo. Lembro-me de todos aqueles que vêm para não estar. Ser para não ser. Dar par não dar. Fazer para não fazer. Ficar para não ficar. Não sei se me faço entender...

Na jp há duas formas de estar. Estar (aquele estar que falei) ou o Não estar!
A minha JP, é a do Estar, e a tua?

04 maio 2005

Ribeiro e Castro

Não sei se já disse aqui no blog, mas fiquei muito satisfeito com o congresso. Qualquer dos principais candidatos à liderança do PP eram boas opções, pelo que o PP mostrou que é um Partido com boas opções para dar ao país.
Essas opções também se vão manifestar agora nas eleições autárquicas que se avizinham. Os restantes partidos já começaram a apresentar alguns dos seus candidatos e o PP ainda não apresentou ninguém.
Avançamos em coligação com o PSD em certas câmaras, ou proibe-se as coligações?
Chocou-me o facto do PSD avançar com Carmona Rodrigues sem sequer consultar o PP, mas até que era compreensível, a direcção do Partido tinha que definir a sua posição relativamente a PSL. Também me chocou que já tivesse avançado com a candidatura de Tereza Zambujo a Oeiras, mas compreendi exactamente pela mesma razão, tinham que se definir quanto a Isaltino de Morais.
Já não compreendo o lançamento de outros nomes cuja urgência e definição não seriam à partida visiveis.
Por este motivo, a nova Presidência do PP deverá deixar claro que não aceita candidatos impostos, mas sim que, no âmbito de uma coligação, as candidaturas se discutem. Ou seja, o PP só se candidataria em coligação com o PSD nas Câmaras em que o cabeça de lista fosse escolhido em conjunto. Todas as outras câmaras seriam cartas fora do baralho.

03 maio 2005

Um mandato por uma boa decisão!

«Decidi não convocar o referendo proposto porque entendi não estarem asseguradas as condições mínimas adequadas a uma participação significativa dos portugueses.

O referendo proposto teria de ser obrigatoriamente convocado para um domingo no próximo mês de Julho, ou seja, seria necessariamente realizado numa altura em que muitos portugueses já se encontram de férias. Para tal facto alertei antecipadamente os partidos com representação parlamentar.

A recusa de convocação de que agora dou conta não deve ser interpretada como rejeição política do conteúdo da proposta apresentada, mas antes como incentivo à realização do referendo em circunstâncias mais adequadas...

As dificuldades objectivas relativamente a esta proposta (...) colocam-nos perante a inadiável necessidade de repensarmos a adequação do conjunto dos prazos e limites circunstanciais, temporais e materiais que, entre nós, envolvem a realização dos referendos

Cestos e ovos

Segundo o Diário de Notícias a esquerda arrisca-se a ter uma derrota histórica nas próximas eleições presidenciais, já que Cavaco Silva, para além de candidato incontornável, é também imbatível.
Será que finalmente veremos posta em prática a velha teoria dos cestos e dos ovos?

Um motivo de orgulho!

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Amanhã, Paulo Portas estará no Pentágono, onde será condecorado por "serviços públicos distintos", pelo Secretário de Estado da Defesa da Administração Americana, Donald Rumsfeld.

Esta é "a primeira vez que um ministro da Defesa português" recebe a medalha, raramente atribuída a estrangeiros o que é, sem dúvida, um motivo de orgulho para os portugueses em geral e, muito em particular, para aqueles que acompanharam Paulo Portas nas suas funções governativas enquanto Ministro da Defesa Nacional.

Esperemos que a esquerda radical não opte, mais uma vez, pelo bota-abaixo ao invés de valorizar um facto que honra todos os portugueses!

No confessionário (ao melhor estilo BB)

Santana Lopes confessa à SIC Notícias que gosta do estilo de José Sócrates e que entende que este, para fazer o seu trabalho, precisará de 10 anos no Governo, a bem dos Portugueses.

Será que Santana Lopes também gostava de ver a sua fotografia enviada para o Rato?

O Estado de Graça.

Confesso que nos últimos tempos tenho tido alguma dificuldade em escrever posts para o blog. É certo que tenho estado algo ocupado, no entanto tento também manter-me sempre minimamente informado. De facto o meu maior problema tem sido temas de actualidade política para escrever.

A agenda política que teoricamente devia ser conduzida pelo governo está em branco, o facto é que o PS se limita a gerir o estado de graça optando por adoptar apensa medidas residuais neste ou naquela área, mas sem nunca tomar medidas impopulares ou fazer reformas que o país necessita.
A conclusão é óbvia, é preciso não desgastar a imagem até às eleições autárquicas., no entanto não foi para isso que o governo foi eleito.
Já que este governo tem condições excepcionais para fazer as reformas urgentes, pede-se que trate de fazer mais do que pensar em datas de referendos, a bem da nação.

Tiago Antão

02 maio 2005

Aqueles três Ces

Agora que começou um novo ciclo no partido, todos nós temos uma posição, que pode ser de:

Conformado e saudosista.
É aquele sujeito que conformado com a nova realidade, geralmente limita-se com o indispensável, não discorda, mas também não rejubila de alegria. Tem saudades por natureza, daquelas que só fazem olhar para trás, tentando ver um horizonte que já não existe.
ou

Crítico e pessimista.
Por regra, é aquele que discorda do rumo do partido, e afasta-se criticando tudo e todos... sem acrescentar ponto de interesse à vida. Passa para conservador, não por o ser realmente, mas por força da sua posição. pauta-se pela ausência. pela crítica fácil e desleal... sim, porque está de fora e não aparece.
ou

Crente e optimista.
Por ele, o partido tinha outra vez os seus 30% ou mesmo mais. Acredita! Segue o líder, ainda que nem por paixão muitas vezes, mas vai e está presente. Apoia.

Eu cá meus amigos, vou pelo terceiro, e vocês?
Um abraço

Isaltinas tu ou isaltino eu?

As coisas não estão fáceis para os nossos ex-parceiros de ex-coligação!
Lá diz o ditado que não há fome que não dê em fartura... Depois da 'fomeca' que 'raparam' em Lisboa, agora em Oeiras não têm um, mas dois candidatos!
E agora quem é que vai isaltinar?

01 maio 2005

Americanos

É uma pena que a maior potência do mundo seja constituída por mentecaptos! Há 30 anos saíram com o rabo entre as pernas do Vietnam, depois das mortes de centenas de milhares de soldados americanos. Como não aprenderam com os erros, foram-se meter no Iraque, onde na altura dos meus netos ainda não haverá paz.
Agora o que é que eles fazem? Continuam no Iraque, a serem atacados por grupos terroristas todos os dias, ou saem mais uma vez com o rabo entre as pernas, depois de fazerem explodir o paiol do médio Oriente e de terem acendido ódios entre muçulmanos e ocidentais que dificilmente serão sarados?