31 outubro 2005

Presidenciais

Ca pela China me chegam as noticias de que o CDS-PP e o unico Partido que nao consegue encontrar um candidato proprio e que da a desculpa de que nao quer dividir a Direita...
A Esquerda, tanto quanto sei, esta a apresentar 4 candidatos, dois do PS, um do PCP e outro do BE, mas o CDS-PP, quem sabe porque motivos, tem medo de dividir a Direita! Isto passa pela cabeca de alguem?
Vamos la ver como e que funcionam as eleicoes Presidenciais:
1. Todos os candidatos se apresentam as primeiras eleicoes;
2. Se algum tiver mais de 50% dos votos e logo eleito;
3. Se nenhum tiver mais de 50% dos votos, vai-se a segunda volta entre os dois mais votados.
Ora, o unico perigo de se dividir a Direita era no caso, de dois candidatos da Esquerda terem mais votos do que qualquer dos dois candidatos da Direita. Mas se, num exemplo meramente hipotetico, um candidato do PSD tivesse 30% e um candidato do CDS tivesse 10% na primeira volta, entao era impossivel o candidato do PSD nao ser eleito, porque seria impossivel os dois candidatos mais votados da Esquerda terem mais de 30% dos votos. E, neste caso, ia-se a segunda volta entre o mais forte candidato da Esquerda e o mais forte da Direita.
Mas, no melhor cenario, ate poderia acontecer que o andidato do CDS ficasse a frente dos 4 candidatos da Esquerda e ai, quem sabe o que poderia acontecer na segunda volta.
Sera que nos vamos render ao homem dos quatro cantos dos Lusiadas? Quantas vezes mais teremos que ver bolos reis serem deglutidos por tal personagem? Sera que, ao menos, hoje em dia ele se engana, nem que seja so de vez em quando? E uma duvidazinha ou outra, ja tem?
Ja para nao falar da Maria Cavaca e do seu conhecido jeito para gafes e para indumentarias que parecem saidas de uma tenda da feira da Praca de Espanha...
Sera que a Direita Portuguesa nao tem absolutamente mais ninguem para apresentar? Que tristeza! Aposto que ate ca na China, se se fizessem eleicoes livres, se havia de encontrar alguem de Direita melhor do que aquele homenzinho de Boliqueime!

29 outubro 2005

O TGV do Eng. Sócrates...

O nosso governo tem uma proposta fabulosa para a ligação por TGV entre Lisboa e o Porto. Uma ligação de alta velocidade com quatro paragens. (Ota, Leiria, Coimbra e Aveiro). Cada vez se percebem melhor as demissões dos administradores da CP e da REFER.

26 outubro 2005

Que bonito...

24 outubro 2005

Investigações à moda do 3º mundo.

Estimulados pelo espírito anti-capitalista do estado socialista vigente em Portugal a Polícia Judiciária decidiu investigar a actuação das entidades bancárias no nosso país. Porém a investigação está a sair um desastre absoluto, o que já levou a uma intervenção pública da CMVM.

Talvez fosse bom a PJ pensar que quando se mexe no mercado de capitais, sobretudo na banca que controla o tecido empresarial do país as coisas têm de ser feitas com inteligência, eficácia e rapidez.

Não digo que os bancos estejam acima de qualquer suspeita, porém dada a delicadeza do assunto, é preciso garantir uma série de providencias como sejam o cumprimento do segredo de justiça, e a preservação do bom nome dos bancos cotados em bolsa. Isto deverá servir de aviso para o futuro. Se queremos que haja instituições financeiras saudáveis em Portugal
Tens toda a razão Diogo e a China, realmente, é um caso excepcional (que bem poderá ser considerada a regra, dado o número da população). Lembro-me que há uns anos a Microsoft teve de reestruturar o seu portal de pesquisa, MSN.com, para o caso concreto da China de modo a não incluir sites que resultassem da procura de palavras como "democracia", "liberdade", etc.. Não sei bem como ficou a questão, mas pronto.
Portanto, se dizem que na China morreram 61 pessoas devido à gripe das aves, se calhar foram 610, ou mesmo 6100! Por ser um fenómeno sem fronteiras, acho que os países de onde estas manifestações se começaram a notar com mais insistência, têm o dever de dar a conhecer a realidade tal como ela é. Infelizmente, o dinheiro fala sempre mais alto e quero é ver como é que vai ser se quando tudo estiver prestes a sucumbir se o ser humano se vai aperceber que o dinheiro não dá para comer...

23 outubro 2005

A gripe das aves e o direito a informacao

Ca pela China vou sabendo que em Portugal discute-se vivamente o problema da Gripe das Aves, que ja se proibiram as importacoes dos paises afectados, que se proibiu tambem a venda de carne de ave em locais publicos como feiras e estadios e ate se discute a possibilidade de se fechar as fronteiras a China, considerado um pais de alto risco. Por causa de todas estas noticias, as pessoas estao alarmadas e receosas e, muito provavelmente, as vendas das carnes de aves ja cairam bastante nas ultimas semanas.
Aqui em Shantou a comunidade de estrangeiros tambem esta em geral um bocado alarmada. A maior parte de nos ja nao come carne de aves ou ovos e certamente que ninguem vai aos mercados de aves. Todos discutimos as noticias sobre o assunto que chegam de Portugal, Reino Unido, EUA, Italia, Irlanda, Camaroes, etc.
Mas, para alem dos estrangeiros, mais ninguem com quem eu aqui tenho falado sabe nada do problema da gripe das aves e isso acontece porque nada se ve na TV sobre o assunto, nada se le nos jornais (acho eu, porque nao percebo uma palavra do que la esta escrito), nada se ouve nas radios, etc.
Quer dizer, la se vai lendo que apareceram casos na Russia, Romenia, etc. mas nem uma palavra acerca da propria China.
E o motivo para tal parece-me evidente: o governo nao quer que a populacao fique alarmada, tambem nao quer prejudicar os milhares de produtores de aves que dependem desse negocio para a sua subsistencia e nao quer que, de um momento para o outro haja comportamentos histericos num pais onde se ve galinhas vivas a venda em todas as esquinas.
Se os motivos me parecem nobres, ja os metodos me parecem menos nobres. E que as pessoas continuam a comer aves e ovos, continuam a passear por zonas cheias de galinhas, patos e outras aves e vivem na mais completa ignorancia sobre o assunto.
Nao tenho duvidas de que o anuncio da descoberta de casos da doenca na China seria alarmante e que as pessoas ficariam preocupadas e, provavelmente, muitissimos negociantes iriam a falencia, mas nao sera que estar alarmado e basear as suas escolhas individuais nesse alarme, como sejam, o que comer e onde passear, nao e desejavel? Sera que o governo se tem que comportar como um Paizinho que escolhe o que a crianca devera ou nao saber consoante a sua idade?

22 outubro 2005

Texto escrito por Bernardo Figueiredo ***

Apesar do CDS e o PSD terem há bem pouco tempo tido um desaguizdo no que respeita às eleições autarquicas, estou a referir-me mais especificamente à candidatura de Lisboa, acho que a candidatura do Prof. Cavaco deverá ser apoiada. O CDS neste momento não tem ninguém forte o suficiente para fazer diferença numas eleições deste tipo. É preciso não esquecer que Portugal desde o 25 de Abril é um País com uma forte presença de esquerda isto apesar de ser um país de centro direita... (Na minha opinião) embora não seja própriamente a linha deste momento e como tal é natural que os maiores partidos de esquerda apoiem candidatos nomeadamente o BE e o PCP. Quanto aos outro partidos e aos candidatos que apoiam o CDS não se devia preocupar porque não têm qualquer relevância.

O CDS também não se pode esquecer que a candidatura a Presidente da República é uma candidatura individual não partidária de maneira que o apoio deve ser dado à pessoa, pelo que ela defende e não ao partido a que pertence ou pertenceu no passado. É muito importante que os militantes do partido e os simpatizantes sejam informados/relembrados deste pormenor que muitas vezes passa ao lado de muitas pessoas, daí surgirem muitas vezes opiniões não muito favoráveis a este ou àquele apoio. Desta forma evitam-se as “birras” que algumas pessoas teimam em fazer quando as coisas não são feitas da maneira que gostariam que fossem feitas.
Quanto ao facto de Cavaco Silva ser um homem de direita acho que não tem grande importância para estas eleições. O que é importante saber é que ao contrário de outros ele não muda de opinião fácilmente nem de corrente de politica e que é fiel aos suas crenças políticas. Mas para os mais curiosos ou mesmo os mais insatisfeitos aqui vai uma pequena coisa; É preciso não esquecer que enquanto primeiro ministro Cavaco Silva conseguio salvo erro, dois superavits e também foi durante a sua presença no Governo que o país se desenvolveu mais e ao mesmo tempo sem gastar demais ao contrário dos governos PS. Também é preciso não esquecer que o Dr. Cavaco sempre se opos à maioria das políticas económicas dos Governos Guterres e quando foi preciso também colocou defeitos nalgumas decisões do último Governo PSD/CDS. Pesando tudo isto acho que se pode dizer que Cavaco Silva não é um homem imparcial que defende aquilo que acredita que é melhor, e se é preciso atribuir-lhe alguma queda para um dos lados da balança eu diria mesmo direita pelas suas ideias.
Quanto à defesa dos valores da vida e da luta contra a interrupção voluntária da gravidez. Bom quanto a isso acho que um Presidente da República pouco poderá fazer a não ser expressar a sua opinião que pouco ou nada influência a opinião pública. Assim sendo acho que o CDS pode fazer muito pela defesa destas causas mesmo que o Presidente da República não tenha opinião acerca do assunto. Mas atenção mais uma vez digo que a defesa dos valores da vida e da luta contra interrupção voluntária da gravidez deve ser feita de uma maneira racional e moderada não podendo tornar-se numa cruzada do bem contra o mal. Infelizmente nem tudo pode ser ganho e o CDS tem de pensar a longo prazo e não apenas a curto prazo, ou seja, o CDS não pode fazer destas duas causas as suas bandeiras com pena de passar à história uma vez que este assunto esteja resolvido.
Quanto ao candidato próprio do CDS, como já disse no início, acho que o CDS não tem ninguém com presença suficiente para se apresentar como candidato. De qualquer maneira se o CDs apresentasse alguem acho que deveria ser o Dr Ribeiro e Castro apesar de achar que ainda é cedo para ele sair da “toca”.
*** - pede-se desculpa por alguma possível falta de acentos, mas é que o Bernardo está actualmente a viver na China, e como tal os teclados não têm acentos.

19 outubro 2005

Referendo?!!

Será que eu li bem ontem à noite? O Presidente da JP propôs que o CDS/PP fizesse um referendo interno para decidir se o partido deve ou não apoiar a candidatura presidencial de Cavaco Silva???

Se nem em 1995 isso fez sentido, muito menos agora.

Em primeiro lugar, o referendo interno é um instrumento decisão que deve ser utilizado com parcimónia, para assuntos de grande relevo e que justifiquem que o partido todo se envolva na sua discussão e tomada de decisão. Será o apoio a uma candidatura presidencial, só porque não é do nosso partido, matéria para tanto? A mim não me parece. Até porque, por princípio, as candidaturas presidenciais não são partidárias.

E se se fizesse o referendo, mais do que a pergunta a fazer (essa é fácil - qualquer coisa como "Acha que o Partido Popular CDS/PP deve apoiar pública e oficialmente a candidatura presidencial do Prof. Aníbal Cavaco Silva?"), quais seriam as consequências?

Lá iriam reavivar os velhos ódios ao Prof. Cavaco - eu sei que não estão mortos nem esquecidos, mas ressurgiriam com renovado vigor - por tudo o que fez ao CDS. E depois, ficamos conhecidos como o partido dos rancorosos? Ganhamos muito com isso, de facto.

Que pode o CDS/PP fazer senão apoiar Cavaco Silva? Vamos dizer que não apoiamos Cavaco porque ele foi mau para o CDS? Ou porque não é de direita e por isso não representa o espaço político do CDS? E então, deve o CDS apresentar uma candidatura própria, correndo o risco de, por um lado ter uma votação inexpressiva e ainda mais envergonhante que a que teve nas autárquicas, e por outro ficar com o ónus de dificultar a eleição de Cavaco, facto que o eleitorado do centro-direita não nos perdoaria?

A eleição de Cavaco é uma oportunidade única para o Centro-Direita em Portugal e o CDS não pode sequer passar ao lado dela, quanto mais dificultá-la!

Não estou a dizer que o CDS tem que ir para a rua fazer campanha, claro que não, mas não pode haver dúvidas quanto a um apoio claro e explícito à candidatura de Cavaco.
Na hora do voto, quem quiser que não vote, é lá com a sua consciência; quem precisar, que tome a aspirina mas não feche os olhos quando puser a cruzinha (não vá votar noutro por acidente). Agora, o partido como instituição, não apoiar por birra é que não.

Quanto a referendo interno, não querendo ofender ninguém, acho que é um total disparate.

17 outubro 2005

Sem complexos

Amigos, a Direita não tem complexos nem pode ir atrás dos politicamente correctos da esquerda. Para nós não há ivg, há ABORTO!

12 outubro 2005

Presidenciais

Os dois candidatos da area Socialista que se alinham para suceder a Sampaio em Belem sao Manuel Alegre e Mario Soares.
O primeiro tem uma figura muito pouco simpatica e carismatica e pelas suas ideias so conseguira angariar apoios junto da ala mais esquerdista dentro do PS. O segundo e uma figura bastante carismatica apesar dos seus oitentas, mas dificilmente conseguira aguentar uma campanha eleitoral toda no seu melhor.
Pois eu nao gosto absolutamente nada nem de um nem do outro!
A Direita nenhum candidato se perfila. O Professor Cavaco guarda os seus tabus e todos os outros baroes do PSD nao tugem nem mugem enquanto este nao se clarificar.
Vamos entao imaginar dois cenarios:
1. O Professor Cavaco candidata-se. Por alma de quem e que o CDS/PP o deveria apoiar? Alguem acha que ele seria um bom Presidente? Alguem acredita que ele tem a cultura e a educacao necessarias para desempenhar tal cargo? Alguem acha que o pensamento do Professor Cavaco tem alguma coisa a ver com o do CDS?
2. O Professor Cavaco nao se candidata. Sera que alguem do CDS/PP quereria votar no Dr. Santana, no Professor Marcelo ou ate no valeroso lider Dr. Marques Mendes? Alguem seriamente se identifica com estes personagens? Alguem acha que eles seriam bons Chefes de Estado?
Bem, dado que eu considero que nem a primeira nem a segunda situacao seriam boas para o Pais ou para o CDS/PP, acho que temos mesmo que lancar uma candidatura na area da Direita: seja alguem ligado ao CDS/PP seja um independente.
Ja escrevi antes que a minha escolha recairia sobre a Dra. Maria Jose Nogueira Pinto, mas dado que esta acabou de sair de umas eleicoes autarquicas, parece-me que nao quereria lancar-se agora numas Presidenciais.
Mas ha outras figuras na Direita que, julgo eu, muito agradariam ao eleitorado do CDS/PP.
Uma delas e o Dr. Paulo Portas. Apesar de ter tido um mau resultado eleitoral nas legislativas de ha seis meses, julgo que o ex-Presidente do CDS, agora com cerca de 43 anos, tem a envergadura necessaria a um Chefe de Estado e suficiente experiencia politica, nomeadamente como Ministro da Defesa dos governos do Dr. Durao Barroso e do Dr. Santana Lopes. Tem ainda dotes oratorios e mediaticos que poderiam conseguir-lhe um bom resultado. Quem sabe ate, o melhor resultado...
Outra e o lider do Partido, Dr. Ribeiro e Castro, que tem mostrado ter uma boa presenca em campanha, saber comunicar bem e ser, passados seis meses sobre a sua eleicao, uma referencia na Direita Portuguesa. Tem tambem uma boa solida experiencia politica no Parlamento Europeu que muito util lhe seria.
Como independente apoiado pelo CDS/PP nao me desgostaria de todo ver o Dr. Nuno Rogeiro, cuja erudicao em materias como a politica internacional e a defesa sao por todos demais conhecidas ou ate o Dr. jaime Nogueira Pinto, que apesar de ser "laranjinha" nao sera concerteza lancado pelo seu Partido...
Nao esgoto aqui o elenco de figuras da Direita que eu gostaria de ver na corrida a Belem, mas espero deixar claro que estarei em absoluto desacordo com o apoio a qualquer dos Presidenciaveis laranjas que os jornais tem lancado.
Nao poderia acabar este post sem dizer que nenhuma das figuras referenciadas me agrada como Chefe de Estado dado que, mesmo na Republica Popular da China, continuo tam Monarquico como sempre, mas do mal o menos... Ja que temos que eleger um Presidente, ao menos que seja um menos mau.

Maria José Nogueira Pinto

Maria José Nogueira Pinto conseguiu, no Domingo, a muito custo, ser eleita vereadora e não obstante o mau resultado obtido (superior, porém, à média do CDS no país) merece que seja dita a verdade: nas circunstâncias do partido e do país, MJNP fez uma campanha séria e digna e soube estar, na derrota, como estaria na vitoria: com elegância e respeito democrático.

Confesso que antes destas eleições não fazia parte daquele grupo de CDS’s que adoravam a ‘Zézinha Nogueira Pinto’ e que a consideravam uma reserva do partido pronta a saltar da cartola a qualquer momento, antes pelo contrário (!). Não sei se por causa do congresso de Braga e da triste história do Rato Mickey, MJNP não merecia grande simpatia da minha parte e, ao vê-la candidata, imaginei um resultado bem pior do que aquele que se veio a concretizar.

Feito o devido enquadramento, tenho que confessar que MJNP foi, para mim, uma agradável surpresa nesta campanha. Das ocasiões em que estive com ela, em acções de campanha, apercebi-me que é uma mulher com ideias claras e convicções firmes, que sabe o que quer e por onde ir mas que também não tem medo de revelar algumas fraquezas. Uma mulher que não entra em jogos mediáticos mas faz o trabalho de casa e raramente fala sem saber do que fala. Talvez todas estas qualidades sejam pouco apreciadas numa política que é cada vez mais show mediático, que prefere os holofotes às ideias e os sound bytes a propostas exequíveis. Mas MJNP foi fiel a si própria e ao seu estilo, que impôs à campanha de Lisboa, e por isso mesmo já ganhou. Ganhou o respeito, a simpatia e a admiração daqueles que puderam ver o seu trabalho.

A campanha de MJNP não apresentou grandes projectos, grandes temas ou grandes ideias. Falou de coisas simples e deu importância ao essencial que, infelizmente, é tantas vezes invisível aos nossos olhos. A campanha não andou nos grandes palcos mediáticos preferindo as reuniões e as visitas institucionais que deram, sem dúvida, lastro à campanha e prepararam a candidata para ganhar os debates, como foi acontecendo, e a merecer o apoio unânime dos comentadores.

E se MJNP fez, e bem, este caminho, faltou-lhe o resto. A campanha que anda de porta em porta, de bairro em bairro, de feira em feira. A campanha que, tendo ideias, as sabe converter em sound bytes. A campanha que, tendo o lastro necessário também sabe descer à rua e chegar aos cidadãos.

Porém, pela minha parte, mesmo sendo capaz de identificar algumas coisas que poderiam ter sido feitas de outro modo, tenho que dizer que para mim MJNP ganhou. Ganhou o respeito dos lisboetas que viram nela a única candidata séria e que falava com propriedade sobre todos os assuntos. Ganhou a admiração de todos os que com ela fizeram esta campanha e fomos testemunhas da sua dedicação, trabalho e entrega. Ganhou uma vereação que fica, com certeza, em boas mãos e com isso vai ganhar 'lastro' para, daqui por quatro anos, ser, muito possivelmente, a melhor candidata do centro-direita à Câmara de Lisboa.

Por tudo isto, posso dizer que, efectivamente, com MJNP a Câmara de Lisboa ficaria em boas mãos. Mãos de uma mulher experiente, com provas dadas, com ideias e com capacidade de as concretizar. Foi pena o resultado, mas nem sempre os resultados são proporcionais ao mérito dos candidatos, porque se assim fosse MJNP seria hoje Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

11 outubro 2005

Certo

Exacto Francisco. Expressei-me mal...Falo em indiferença como um"nim", percebes(em)? Se é assim tão mau podermos apoiar Cavaco Silva, sob ponto de vista de não abarcarmos a vontade e pensamento de um partido mas antes porque convém ao CDS - como não tem (nem acho que deva ter candidato, nesta altura do campeonato), acho que é preferível, aí sim, ficar numa zona cinzenta. É como dizia: ter um candidato agora, não iria, a meu ver, contribuir em nada para alargar o leque de escolhas do eleitorado. E irmos para lá, já sabendo que vamos ficar em último...não sei.
Tenho falado ultimamente com muita gente, e toda a gente de me diz: "Coitadinho do teu partido, está a desaparecer, etc". Acho que irmos à luta nas Presidenciais, vai enfraquecer ainda mais o partido.
Sobre o outro assunto, concordo também com o JPCS do Lobi. Tive um professor que dizia: "Se é para copiar, então que se copie bem". E acho que devemos copiar, já que não conseguimos executar, o que outros partidos e Associações fizeram pelo País. É o caso do BE e das Reais Associações para a Causa Real (peço desculpa incluir os antípodas numa mesma frase). O que é que eles fizeram? Criaram estruturas, sedes, etc. pelo País inteiro, principalmente nas capitais de distrito, como convém, para depois, estando já esta rede criada, conseguirem angariar mais e mais apoios de pesssoas. Eu vou à internet e quero saber a morada e horário de uma dessas entidades, e consigo obter informação. É fácil, prático e dá resultado.
Dou graças a Deus por o nosso partido já ter um site dinâmico. Agora só falta dinamizar, e não me refiro à JP em concreto, os outros núcleos do CDS espalhados pelo Continente e Ilhas.
Acho que o caminho é perto do que digo: núcleos dinâmicos, aproximação eficaz com as pessoas e o veículo por excelência que é a internet para divulgação, não de ideologias (porque isso já temos) mas sim de coisas concretas: se há algo que está mal numa junta, Câmara, etc. as pessoas têm de saber que enviando um e-mail ou escrevendo no site de uma qualquer estrutura do CDS, que vai ter continuidade, que vai ser levado à mesa, que vai ser debatido. Digo eu...

Ganda nóia|

Afinal, devíamos ter ido pró Marquês! Ganda nóia!

Não à indiferença!

Caro André, o CDS/PP não pode passar indiferente pelas presidenciais, como se tivesse nada a haver com o assunto.

Seria o mesmo que dizer que a nós não nos importa a chefia de Estado e isso é o passo seguinte para os eleitores acharem que de facto o CDS/PP já não conta.

Não digo que tenhamos que ter candidato próprio ou não, mas não podemos passar pelas presidenciais como se nada fosse.

E há sempre a velha máxima - nas presidenciais a Direita não escolhe, elimina.

Concordo...mas não tanto

Acho que a Beatriz, no seu comentário semanal anterior - piadinha - levantou várias questões que, um dia após as Eleições Autárquicas é sempre de salutar e convém meditar.
Em jeito de reflexão, claro que podemos apontar o dedo indicador ao nosso actual Presidente e questionar o rátio com que foi distribuída a tarte nos concelhos onde "atacamos" em coligação, a sua eventual felicidade por assegurar que o CDS ainda consiga permanecer em algumas Câmaras, embora com poucas responsabilidades, o facto de só sermos precisos quando é para formar alianças e depois somos desprezados e voltamos a incorrer nos mesmos erros(?), etc etc.
Mas atenção: enquanto apontamos um dedo, temos três a apontar na nossa direcção e talvez não seja bem bem ao nosso Presidente a quem devamos apontar.
Acho que o nosso partido, tem de saber dar a volta por cima a estes (não diria trágicos acontecimentos, mas roça).
Estamos condenados à nossa extinção por este andar: a representação pelo País, em estruturas de militantes tanto jovens como séniores é ineficaz. Uma coisa tiro o chapéu aos Comunistas: são unidos. E a direita, não o é. Daí que discorde (em parte) com a Beatriz.
Entre dois males, escolher sempre o menor, mesmo que achemos injusto. Entre Cavaco, Alegre ou Soares...mesmo tendo a ideologia que tenho, sempre o mal menor! e neste caso é escusado dizer quem é.
O CDS ter um candidato? A esta altura, para mim, parece ser um miúdo de calções rasgados e joelhos esfolados que chega atrasado à aula. Está fora de tempo, andou a brincar e brincar ao faz de conta, não faz sentido. Não temos candidato, nem Paulo Portas, nem outros 'com mais casa e cabelos brancos' como Narana, o desaparecido B. Horta que já teve a sua experiência, etc..
Claro que não temos de ser meninos bem comportados, nem temos dívidas morais nem políticas com o PSD ou Cavaco Silva. Mas uma coisa temos de ser: verdadeiros. Não digo apoiar Cavaco Silva, mas ter uma atitude pró-activa de prejudicá-lo (como protesto - justo ou injusto como entenderem), acho condenatório. O CDS pode-se limitar à indiferença. Não é por isso que vamos ser mal vistos pelo nosso eleitorado. Acho que pelo contrário. Antes não fazer, do que fazer mal.
E acho que é precisamente isto que falta hoje em dia à nossa classe política, começando por nós mesmos que estamos na base da pirâmide: sermos verdadeiros, lutarmos no que acreditamos sempre, sempre com o amor à Pátria como escopo máximo. Andamos muito preocupados com em conquistar mais aqui, ter mais ali...mas não é isso que vai fazer com que o nosso País se desenvolva. A classe política pode-se ter divorciado do Povo, mas tem de ser para o Povo. Como jovens, temos o dever de fazer com que Portugal se realize de uma vez por todas.
PS:

O que pergunta a Ética para a Moral: O que é mais justo fazer?
O que pergunta a Moral para a Ética: O que farias?
Dá que pensar.

10 outubro 2005

Vai uma FUSÃO???

O Carlos veio, aqui em baixo, dar-me razão quando, num outro post, num outro blog, falava da possibilidade do CDS se vir a fundir no PSD.

Claro está que esse post era apenas mais um sound byte que não pretendia ter relação directa com a realidade. Porém, creio bem que a tal fusão não está tão longe quanto poderíamos imaginar. Não falo, de todo, de uma fusão total e do desaparecimento jurídico, digamos assim, do CDS. Mas se, de eleição em eleição, formos achando normal - e até bom - ganhar apenas quando vamos coligados e se perdemos o bom hábito de apresentar candidatos próprios aos diversos actos eleitorais, não tarda haver uma fusão real entre CDS e PSD, ou melhor, uma total diluição do eleitorado do CDS no eleitorado PSD, como já se verifica em alguns casos pontuais.

Hoje o Dr. Ribeiro e Castro congratula-se com as 19 Câmaras conquistadas em coligação, mas eu não posso deixar de ficar espantada quando vejo que, por exemplo, em Gaia, em 8 vereadores da 'coligação' apenas um é do CDS. Que proporção é esta? A que preço negociámos as coligações??? Como estará o Partido no dia em que a coligação acabar? Será que nos aguentamos quando formos a eleições sozinhos? Estas são questões importantes que as tais '20 câmaras' não podem escamotear!

É neste contexto de subalternização do CDS face ao PSD - que nunca tínhamos vivido, nem mesmo quando fomos governo ao lado do PSD - que é fundamental que o CDS apresente um candidato presidencial, porque não é admíssivel, nem desejável, que o nosso partido se vergue e ajude a eleger, pelo menos numa primeira volta, aquele que foi a causa do nosso declínio na década de 90 e que nunca, NUNCA, se preocupou com o CDS nem com a nossa existência. Nós temos memória, e devemos tê-la, e sabemos que foi o Professor Cavaco que fez do CDS o partido do taxi, por isso qual é agora a nossa obrigação moral de o ajudar a eleger?

O CDS não tem que ser o menino bem comportado face ao PSD e não tem que acolher nos seus ombros, sozinho, o peso do sentido de Estado. Nós não temos dívidas morais nem políticas para com o Professor Cavaco Silva e por isso, nestas eleições Presidenciais, estamos totalmente livres e devemos ser arrojados e, acima de tudo, sermos nós próprios. O CDS não ganha votos com esta postura de menino bem comportado, caladinho e seráfico, mas pode encontrar o seu caminho se voltar a ser a voz da oposição, como já foi - capitalizando a fraca dimensão política do líder do PSD - e não deixando cair as bandeiras que sempre o caracterizaram! O caminho do CDS é rasgar os tabus do cinzentismo e afirmar, orgulhosamente, a nossa diferença - já que estamos na época do orgulho na diferença. Orgulho em sermos de Direita, orgulho em sermos arrojados, orgulho em termos valores e bandeiras, orgulho em termos sido Governo e termos tido excelentes governantes, orgulho em termos apenas 7%, mas em termos sido a voz de muitos portugueses e de muitos que, pela primeira vez em Fevereiro deste ano, nos confiaram o seu voto por terem acreditado que o CDS estava renovado, pronto para ser governo e com bons quadros para oferecer ao país.

É esse CDS que tem que voltar porque foi esse CDS que conquistou novas fronteiras em Fevereiro, fronteiras que são as que verdadeiramente nos interessam e são o nosso futuro. E, na minha opinião, as Presidenciais podem ser uma boa altura para mostrar, a quem é de Direita, que a solução não é o cinzento Professor Cavaco mas alguém de Direita, com ideias e com voz, com coragem e combatividade!

Numa segunda volta, à qual estamos fatalmente condenados, logo o CDS pode dar uma lição de sentido de estado e respeito democrático que, dificilmente, imagino o PSD a fazer se, por mera hipótese académica, numa segunda volta tudo se decidisse entre um candidato de esquerda e um do CDS. Não nos esqueçamos que Cavaco Silva foi o homem que apoiou Soares na reeleição, em detrimento de Basílio Horta. Se na altura o Professor não se preocupou com a Direita, porque seremos nós agora a preocupar-nos?

Maria Jose Nogueira Pinto

Aqui de longe nao pude seguir a noite eleitoral e so agora estou a saber as novidades pelos sites da comunicacao social.
Devo dizer que fiquei desiludido! Parecia-me ser opiniao consensual de todos quantos me escreviam sobre as autarquicas, que nem o candidato do PSD, Carmona Rodrigues, nem o do PS, Manuel maria carrilho estavam a altura da situacao e que a nossa candidata, Maria Jose Nogueira Pinto era de longe a mais bem informada, a que estudava melhor os "dossiers" e a que discutia com maior conhecimento e civilidade os problemas da cidade.
No entanto, vim agora a verificar que, mais uma vez, a Direita em peso optou pelo imobilismo, pela estagnacao e por votar num candidato que nao era o melhor mas que representava o voto util.
Com isto, a CDU teve quase o triplo dos votos do CDS!
Ficomuito triste com este resultado mas ha uma coisa que me anima: sei que a Dra. Maria Jose Nogueira Pinto vai ser uma excelente vereadora e que vai "dar o litro" por Lisboa.
Por isso, mesmo estando triste com o fraco resultado, nao posso deixar de desejar aquela que se tem revelado com uma das mais competenetes pessoas na politica portuguesa, os meus sinceros Parabens e votos de um bom mandato.

05 outubro 2005

Presidenciais.

“Para as eleições presidenciais o CDS deve afirmar uma fundamental posição de responsabilidade e deseja, nessa medida, poder apoiar em comum com o PSD a candidatura que no espaço à direita do PS, venha apresentar-se em condições de vencer. (...) A dimensão da vitória das esquerdas em Fevereiro passado convoca o país para a urgente necessidade de reequilibrar o sistema político.”

In 2009 – Moção vencedora do XX Congresso do CDS-PP.

Tendo por base isto, era importante saber o que de tão relevante se passou para que o deputado Telmo Correia esteja tão ansioso por discutir a estratégia para as presidenciais, já que isso o leva a por sobre a mesa este assunto em plena campanha autárquica.
A esquerda continua a dominar o país, ainda mais agora depois das nomeações políticas feitas pelo Engenheiro Sócrates. Será que neste momento temos condições de apoiar um candidato próprio que se apresente em condições de ganhar?
E já agora qual o interesse de falar disto nesta altura? Qual o interesse em minar o caminho do líder?
Pessoalmente afirmo que seja qual for o resultado de dia 9, o presidente terá sempre o meu apoio, não acredito que outro qualquer presidente, incluindo o derrotado no congresso se tivesse dedicado mais, ou tivesse tido melhores resultados.