29 outubro 2004

Explique lá isso?

"Um politico tem de calar as suas convicções religiosas"
Prof. Freitas do Amaral na Grande Entrevista da RTP1

Europa

Hoje foi dado um passo para a constituição da Europa dos Estados....ahhh....desculpem dos Povos!
EUA

Não podia ir para fim de semana prolongado sem dizer o seguinte:

"Boa sorte, John Kerry."

PP - desculpa Beatriz. Qual de nós estará satisfeito na próxima Quarta-feira?


28 outubro 2004

Tréplica (ainda ao Rodrigo Moita Deus!)

Meu caro Rodrigo, folgo em saber que aceita os meus argumentos e os compreende! Claro que, na tradicional visão maniqueísta do mundo, o seu ‘post’ pecou por apontar apenas defeitos às Jotas enquanto o meu terá pecado por apontar apenas as virtudes! (A defesa da organização a que pertenço e o debate de ideias assim o impunha!)
Deste maniqueísmo de que partimos ambos, abriu-se a discussão e penso que teremos chegado a uma conclusão feliz: nem tudo é mau nas Jotas mas também há que não ser demasiado ingénuos e pensar que tudo são rosas!
Claro que há caciquismo, claro que há amiguismo, claro que há estruturas que nada fazem! Mas enquanto houver as que apresentam trabalho, as que investem na formação cívica e política dos seus militantes, as que têm ideias e projectos acho que vale a pena! Até porque nem todos os partidos são (nem devem ser) o Bloco de Esquerda, com o seu ‘bloquismo/porreirismo’ da ganza e da tertúlia no Bairro Alto.
Cada vez mais os dirigentes partidários pedem às Jotas para serem escolas de quadros, que formem políticos, no verdadeiro sentido da palavra, e não ‘politiqueiros’ pós-graduados no caciquismo, mestrados na chicana e doutorados na ‘caça ao tacho’! No CDS sabemos que a direcção do partido confia em nós e que nos lança desafios, sabemos que não somos indiferentes e que temos o nosso papel! Isso para nós é um incentivo e uma motivação! Por isso sentimo-nos úteis!
Quanto aos votos de sucesso agradeço e lanço ao Rodrigo o desafio de nos ‘visitar’, num dos muitos eventos que organizamos! Quem sabe, até, pudesse vir falar-nos da sua visão sobre as Jotas e discuti-la connosco. Naturalmente todos teríamos a ganhar!
Até um dia destes!
Beatriz

PS: pegando numa frase de um PS que não me é dirigido, permito-me fazer uma adenda: pela minha experiência pessoal as Jotas são também lugares onde, apesar do confronto político, se fazem verdadeiros amigos. Às vezes podemos discordar (como eu e o Diogo e o Francisco!), podemos estar em ‘listas’ opostas, podemos ser até adversários, mas a amizade e o respeito devem passar sempre à frente! Por isso não acho bonito falarmos de ‘inimigos’!
A minha resposta

Acabei de ler o novo post do Rodrigo em resposta aos post´s do nosso Blog. Mais uma vez repito, que compreendo o Rodrigo, quando ele diz que há muita coisa má nas juventudes partidárias (as traições, os inimigos de hoje são os amigos de amanhã, caciques, sabotagens, etc, etc.).

Mas será que também não há essas coisas nos partidos?

Creio que em ambas (juventudes partidárias e partidos) se passa o mesmo. Mas o importante, como tudo na vida, é separar o bem do mal, e saber fazer as nossas opções coerente com aquilo de pensamos e defendemos.

Também ao longo destes 9 anos de convivência do 3º andar do Caldas, ouvi e vi coisas que se calhar não gostaria. Mas infelizmente a vida é assim mesmo. A faca atrás das costas temos no nosso dia a dia. Quer seja na política, quer seja no emprego. E a vida partidária, poderá dar-nos defesas. E sei que a Beatriz pensa o mesmo.

O que é que está por de trás de tudo aquilo que o Rodrigo critica? É o poder. Mas poder pode ser estar no Governo, ou mesmo ser Presidente de uma qualquer secção ou concelhia, como também pode estar fora da política.

O trabalho que temos feito neste mandato, mostra na minha opinião a utilidade de uma juventude partidária. Formar os jovens politicamente, abrir o espírito critico e explicar porque razão o partido defende uma determinada ideia.

A nossa principal promessa eleitoral baseou-se na formação política. E estamos a cumprir, com a perfeita consciência de que ainda há muito a fazer.

Eu prefiro ver o lado positivo das coisas. Se calhar estou errado. E tal como o Rodrigo, daqui a uns anos quando deixar de frequentar o Caldas e o seu 3º andar vou chegar às mesmas conclusões. Espero que não………mas até lá.

Rodrigo, Beatriz, Carlos e as juventudes partidárias

Quando fiz uma pausa de manhã para ver o blog e me dei conta de tanta actividade até estranhei, mas depois de ler os posts, vi que o Rodrigo Moita Deus (Rsó Rodrigo, se não te importares)tinha tocado numa questão muito melindrosa, a razão de ser das Juventudes Partidárias.
Mal comecei a ler o post da Bizita, interrompi-o para ler o do Rodrigo, voltei ao da Bi e por fim ao do Carlos e achei que a opinião de alguém com menos experiência nestas andanças do que os outros 3 bloguistas seria "gira" (a modéstia não é o meu forte).
Quando no ano de 1996 me filiei na JP, fi-lo, não totalmente convicto, mas porque não havia nenhum partido mais "à direita" e de certa forma "arrastado" por uma amiga da altura, a Helena Guerra. Filiei-me, ainda fui eleito duas ou três vezes membro da Assembleia Concelhia do PP mas não gostei. Fiquei com uma opinião exactamente igual à que o Rodrigo expressa no seu post, sem tirar nem pôr.
Não me desfiliei por preguiça (devo confessá-lo com alguma vergonha) e até lá ia votar quando instado por amigos como o Pedro Barbosa ou o Francisco d'Aguiar, mas sempre com uma opinião exactamente igual á do Rodrigo, ou seja, no fundo de forma totalmente incoerente.
Apercebi-me que a melhor formação de um "jovem" se encontrava no desporto, nos movimentos de Igreja de que fiz ou ainda faço parte (Paróquia, CL, CVX, EJNS e MSV), na faculdade e, como não podia deixar de ser, na família e amigos.
Faz agora um ano que encontrei o Carlos no cinema, pusémos a conversa em dia: ambos tinhamos acabado os cursos e trabalhávamos (ele há mais tempo, claro), ambos estávamos nas EJNS (sou mais empenhado no MSV, mas não prescindo da minha equipa), só que ele mantinha-se activamente dentro da JP e eu fora. Ele então contou-me do seu projecto de formar uma equipa "à maneira" para "conquistar" a concelhia de Lisboa e perguntou-me se que queria fazer parte. Eu contei-lhe da minha péssima impressão das Js, ele deu-me uma série de exemplos contrários, disse-me que o Francisco estava "no barco" e passada uma semana, telefonou-me e eu aceitei.
E ao fim de um ano mais por dentro da Concelhia de Lisboa da JP, continuo a concordar com o Rodrigo mas, incrivelmente (ou talvez não), também concordo com a Bizita. Ou seja, naturalmente as Js são um lugar que atraem gente sem qualidade nos estudos ou nos trabalhos e que vê nelas a sua forma de conseguir um certo protagonismo na vida pública, um bom tacho e contactos simpáticos.
No entanto a Bizita tem toda a razão em relação à nossa concelhia:
- passe a imodéstia temos feito um trabalho muito bom de reflexão política não só com as conferências mencionadas, mas também com este simpático e modesto blog;
- temos um grupo de pessoas cheias de qualidade, não só nos estudos e vida profissional, mas também a nível pessoal; gente empenhada em movimentos de Igreja e em diversos projectos muito válidos.
Não sei se são as Js que estão a mudar, se foi o Carlos que teve o mérito de juntar um grupo de boas pessoas (mais uma vez passe a imodéstia, já que me estou a incluir nelas) ou se isto é uma coincidência...
Mas como diz a outra, "não há coincidências"...
Não estou "convertido" às Js, mas estou convencido do que a Bizita diz (podes fazer uma festa, Bizita, concordei contigo).
Rodrigo: se alguma vez leres (desculpa o tratamento de tu, mas estou-te a imaginar pouco mais velho que eu) isto, espero que venhas á nossa conferência sobre o Campo Pequeno ou até a uma que também já foi pensada sobre a Exclusão Social em Lisboa e espero que também venhas a concordar com a Bizita de que a nossa concelhia é "muito à frente".

PS
A modéstia é uma virtude Cristã, mas eu hoje estou mais Talibã...

27 outubro 2004

A minha memória não é curta
Acabei agora de ler os dois posts: o da minha querida amiga Beatriz Soares Carneiro e o do Rodrigo Moita de Deus, pessoa que tenho por hábito ler e muito aprecio.

Em primeiro lugar, e na parte que diz respeito aos sete meses do mandato da nossa Comissão Política da Concelhia de Lisboa da Juventude Popular, concordo inteiramente com aquilo que a Beatriz escreveu.

Em relação ao post do Rodrigo Moita de Deus, concordo com muitas das suas afirmações. Há muitas pessoas nas juventudes partidárias que apenas procuram lugares, os "tachos" ect. etc. Mas há excepções. E honrosas excepções em todas as juventudes partidárias. O trabalho que temos feito, mostra o quanto necessário pode e deve ser uma juventude política.

Mas, o que me faz mais confusão, é que essa critica venha de uma pessoa que esteve ligado durante algum tempo a uma Juventude Politica ........ à Juventude Centrista.

No dia 15 de Novembro de 1995 além de Portugal ter garantido o apuramento para o Europeu de 1996, frente à República da Irlanda, com um belissímo golo do Rui Costa (o melhor da sua carreira), realizaram-se eleições para Comisão Política da Concelhia de Lisboa da JP, na qual a lista em que Rodrigo Moita de Deus era Vice-presidente perdeu por 10, votos contra a lista Presidida por João Pinho de Almeida.

Durante todo esse mandato o Rodrigo Moita de Deus comandou um lista para se candidatar no ano seguinte. Mobilizou e motivou uma equipa (boa equipa diga-se de passagem) para concorrer às eleições no ano seguinte. Sei que o Rodrigo fez um excelente trabalho, porque durante um ano, e estando na oposição conseguiu manter uma Equipa, com elevados níveis de motivação e grande capacidade de trabalho.

Mas só não foi a votos, porque na noite de 5 de Setembro de 1996, num café no Rato (Real Fábrica......... eu por acaso estava a tomar café numa das mesas ao lado) o seu principal apoio, deixou de o apoiar.

E mais........ no fim de semana de 23 e 24 de Março de 1996, Rodrigo Moita de Deus estava numa lista candidata à Direcção Nacional da JP. Essa lista perdeu contra a lista presidida por Luís Pedro Mota Soares.

Será que é por isso que não gosta de juventudes políticas? Mas pelo menos tem experiência própria (e isso não está escrito no post). Não é pelo facto algures nas nossas vidas, termos pertencido a uma juventude política, que não as podemos criticar. Mas devemos assumir com frontalidade o passado.
E agora pergunto. E os partidos políticos, nõ sofrem dos mesmos problemas das juventudes partidárias? Vamos também acabar com eles?
Concordando com quase tudo o que o Rodrigo escreve neste e noutros post´s, apenas não posso deixar de dizer que nem todas as pessoas que estão nas juventudes partidárias não têm valor e que as juventudes políticas nada contribuem para a sociedade. Pelo menos, o Rodrigo esteve numa, e é uma pessoa com imenso valor intelectual.






Resposta ao Rodrigo Moita Deus

Vi este texto do Rodrigo Moita Deus, n’O Acidental, e ele não pode deixar de me merecer uma reflexão, por dois motivos: primeiro, porque enquanto militante de uma Jota (e consequentemente ‘jotinha’) entendo dever dar o meu testemunho e, segundo, porque o texto do RMD faz eco daquela que é a opinião da generalidade das pessoas sobre as Jotas.
Indo ao meu testemunho, confesso que não foi uma nem duas vezes, que senti, nitidamente, que estava a ser olhada ‘de lado’ por dizer que era filiada numa Jota (o ser a JP aqui é indiferente). Isto porque? Porque a ideia de um ‘Jotinha’ típico é aquela pessoa que quer subir na vida sem grande esforço ou trabalho e por isso se dedica à política. Em geral somos vistos como maus alunos (demoramos anos e anos a tirar um curso), pessoas pouco sérias ou trabalhadoras, capazes de falar sobre tudo e não perceber nada! O ‘boneco’ até pode corresponder a alguns casos (naturalmente patológicos) mas não será a imagem da maioria dos Jotinhas. Falo dos que conheço (e de mim própria!): a maioria são pessoas que, ou têm a sua carreira (e são profissionais com mérito reconhecido) ou são estudantes com bom 'aproveitamento' (alguns até se encontram entre os melhores das respectivas escolas ou faculdades), pessoas sérias e determinadas, pessoas com ideias e projectos. Não são só meninos e meninas que se reúnem nos cafés para discutir o sexo dos anjos!
Nós fazemos política, nós damos formação política aos nossos militantes, nós fazemos coisas interessantes para além de festas e jantares! Só na Concelhia de Lisboa na JP (peço desculpa por falar da realidade que melhor conheço!), neste mandato, e em termos de Formação Política, que é o meu ‘pelouro’, já discutimos o Tratado Constitucional (com o Dr. Ribeiro e Castro e com o Professor Vasco Rato), já debatemos temas da cidade de Lisboa como seja o Túnel do Marquês e as Torres de Alcântara (ouvimos o Vereador António Carlos Monteiro, o Deputado Municipal Adolfo Mesquita Nunes e a Arquitecta Verónica Santos Costa), temos em preparação uma tertúlia sobre o Orçamento de Estado, uma conferência sobre a Revisão do Código Penal e de Processo Penal, uma Conferência sobre o futuro do Campo Pequena e as Touradas e uma outra sobre o património cultural da cidade de Lisboa. Parece-me que estes exemplos demonstram como a Formação Política é uma prioridade nossa! Paralelamente, há também trabalho no terreno, ao nível de participação nas Assembleias de Freguesia, um bom sítio para os jotinhas começarem a fazer política ‘à séria’! Neste aspecto parece-me as Jotas, neste caso a JP, podem ser úteis e desempenhar um papel importante ao nível da consciência política e cívida dos seus militantes!
Passando ao segundo tema, as Jotas são essencialmente vistas como escolas de 'vícios' e de ‘mau caminho’. Invariavelmente fala-se do caciquismo, do partidarismo, da caça aos votos e consequente caça aos lugares, das traições, etc... Claro que há um pouco de tudo isto, mas acho que (talvez porque sou ingénua) ninguém está numa Jota por isto! Estamos todos porque temos ideias, porque gostamos de política e porque, embora sejamos jovens e inexperientes temos que começar por algum lado! E o sítio em que se começa a 'fazer política' são as Jotas. Aí aprendemos o que há de bom e o que há de mau na política. Uma Jota é uma escola de vida e o lugar onde nos é dada a oportunidade de começar a fazer política, seja na Associação de Estudantes, seja na Concelhia ou na Distrital, e onde, pelo nosso trabalho e mérito, podemos ambicionar fazer política ‘à séria’ na nossa Freguesia e no nosso Conselho, na Assembleia da República ou num Gabinete do Governo!

Portugal dos Pequeninos

Está-se uns tempos fora daqui e dá nisto...
Realmente, 3 meses é muito tempo... e em Portugal ainda mais. É estranho pensar em tudo o que aconteceu, pensar nas personagens actuais da política portuguesa e tentar definir a situação actual.


Imaginem-se, então, a tentar explicar o panorama político a um pequenino...recorrendo às histórias dos pequeninos, aos heróis dos pequeninos, aos vilões dos pequeninos.
  • Estamos no século XX, no ano de 2004 d.C. Todos os partidos têm líderes já deste milénio, todos, não! O nosso partido resiste ainda e sempre... e ainda bem!
Estamos em Portugal, quem manda neste país neste momento é um conjunto de dois grupos de super-heróis - A Liga da Justiça (os que mandam mais - PSD) e o Homem-Aranha e Companhia (os que mandam menos-CDS-PP).

Ainda há poucos meses, Durão Barroso liderava o partido (grande) e a coligação, sendo Primeiro-Ministro até que, repentinamente, é atingido por um raio e fica transformado no poderoso José Manuel Barroso, Presidente da Comissão Europeia. Com esta transformação, deixa lugares vagos à espera de ocupante. E surge, à velocidade do som televisivo, Santana Flash Lopes e a sua Liga de Cavalheiros Extraordinários - novo Governo do País.
Dentro do PSD, a luta pelo poder continuou...


O segundo maior partido português, Socialista - e suposto líder da oposição, não aguentou a decisão do Presidente da República (membro do partido) que, feito Duas-Caras tramou o jogo ao a Ferro Rodrigues (aqui num papel Joker) levando-o a uma loucura de saída. E, entram os três metralhas - Alegre, Sócrates e Soares, numa luta de sucessão. Ganha o pintas numa posse muito Lex Luthor e encanta o centro político do país.

O partido mais antigo, o velho partido do Lobo Mau e Comunista também perdeu o seu vilão de plantão, vivendo-se uma terrível incerteza entre todos os papões que anseiam pelo lugar. Este partido está gasto, é uma realidade mas, mesmo assim, ainda mexe com muitos sindicatos dos dragões cuspidores de fogo e ogres esfaimados e pode ser decisivo.

O Bloco, o partido representado na Assembleia em menor número manteve este ano as traquinices do costume e, feitos goblins e gremlins continuam a assustar pela boca do seu Louçã.

Do mesmo modo, o CDS-PP e todos os Homens-Aranha que por aqui temos continuam a tentar gerir a complicada teia em que estão. De um lado, um Governo novo e com falhas que, do outro lado da barreira não hesitariam em apontar. E do outro uma oposição cada vez mais enfraquecida em constante guerrilha.

Entretanto, Setembro e Outubro chegam e dão-se mais novidades...

  • A Liga de Cavalheiros Extraordinários (Governo) revela-se cada vez mais extraordinária.
  • Lex Sócrates Luthor é menos perigoso do que ameaça.
  • O Partido do Lobo Mau continua à toa.
  • Os goblins e gremlins em bloco traquinam cada vez mais.
  • Um feiticeiro - não se sabe se do Dark Side ou Light Side - faz magia e é capa de todos os jornais, põe em dúvida a fiabilidade do sistema político - faz com que se fale de Censura, tudo num passe de mágica.

E o CDS-PP, o que fará?
O que irá acontecer em cada um dos partidos, o que podemos esperar do feiticeiro? O que irá acontecer ainda antes do Natal?


Não percam as cenas dos próximos Episódios, porque nós também não!

NOTA - Se algum pequenino perceber isto - é só uma brincadeira! Se algum grande ler isto - Desculpem não se perceber!


25 outubro 2004

Comunicado do CL

Achei por bem pôr aqui no blog um comunicado de Imprensa do Movimento Comunhão e Libertação (CL). Para quem não sabe, o CL é um Movimento Católico fundado por Monsenhor Giussani, um Monsenhor italiano de uma espiritualidade fantástica e muito próximo do Santo Padre.
Em Portugal quem está à frente do CL é o Sr. Cónego João Seabra (sim, Cónego, soube há pouco tempo- a Diocese de Lisboa está de Parabéns!) e tem já uma forte implementação nos meios Liceais, Universitários e Laborais.
Neste comunicado o CL vem-nos falar de algumas manifestações de um certo espírito anti-religioso que cada mais grassa na "velha Europa" e que é importante que tomemos consciência de que esse espírito se mascara com os antigos brocardos da tolerância e do diálogo, quando é exactamente o seu oposto: intolerante e pouco dialogante.

A Europa perigosaComunicado da Sala de Imprensa do CL, 13 de Outubro de 2004

Em medicina fala-se de "sintomas de alerta" para indicar factos que assinalam o perigo iminente de uma epidemia ou de outras desordens patológicas. O chumbo por parte de um comité do parlamento europeu a Rocco Buttiglione, na qualidade de candidato italiano para preencher o cargo de comissário, parece um destes sintomas. Ao apresentar-se para assumir o cargo de comissário para a justiça e para a imigração, o Prof. Buttiglone afirmou ser católico e ser, coerentemente, contrário ao matrimónio gay e a uma ideia de feminilidade que não contemple o papel natural de mãe de família. Disse também que é este o seu pensamento e que os irá manter, com consciência e respeito pela possibilidade de que o parlamento europeu os não acolha. Não obstante esta última declaração, recebeu os votos contra.Outros acontecimentos significativamente alarmantes são: em Toulon, a proibição dirigida a um padre de usar a batina na medida em que era uma "ostentação" de sinais religiosos; na Suécia, a condenação de um pastor protestante que, declarando ser contra os casamentos gay, se tornava culpado de descriminação; no Baden-Wurttenberg, a equiparação do véu das freiras ao véu muçulmano e, portanto, a proibição do tribunal regional do uso do véu durante o ensino nas escolas; para já não falar, enfim, daquela forma de anti-semitismo arrepiante para o qual os judeus só são bons quando não são israelitas ou religiosos.A Europa que recusa as raízes judaico-cristãs não tem raízes e é perigosa. Como se sabe, quem não conhece a história está condenado a repeti-la, inclusivamente nos seus aspectos piores e liberticidas. Não basta que tomem posição a parte política à qual o Prof. Buttiglione pertence e as comunidades religiosas atingidas pelas acções supracitadas. Mesmo quem não está de acordo com elas deve exprimir-se. Chegámos ao ponto em que, a pretexto de defender a possibilidade de todos professarem a sua verdade relativa, se está a introduzir um totalitarismo cultural que nega a liberdade de consciência, de pensamento e de opinião. Que péssimo fim teve o mote da Revolução Francesa, "não estou de acordo com as tuas ideias, mas bater-me-ei para que tu as possas exprimir"! Os católicos, em particular, qualquer que seja a sua opção política, não podem aceitar ser reduzidos a um silêncio que agora corre o risco de ser não só público mas também privado.

21 outubro 2004

Caro Frederico:

Caro Frederico Nunes de Carvalho,

Informei-me sobre quem eras tu, do "alentejo profundo", antes de te dar formalmente as boas vindas a esta casa: MUITO BEM VINDO!
Para quem, como eu até ontem, não saiba, o FNC é o Presidente da Concelhia de Évora da JP.
Mas agora, caro Frederico, deixa que te diga que há um pontinho ou outro no teu post que eu não posso deixar de responder.
Já percebi que temos em comum o gosto pela História, mas interpretamo-la de uma forma um bocadinho diferente. No fundo a História é como a Lei, há muita gente a pensar sobre ela e com as formas de a ver mais diferentes que se possa pensar. Não estamos a falar de matemática em que quem disser que 2+2 não dá 4, pura e simplesmente está errado.
Ora bem, então muito resumidamente o que eu queria dizer era que, gostemos ou não, a função do Estado tem vindo a alterar-se ao longo dos séculos. Hoje em dia o papel dos Estados Modernos Europeus tem sido principalmente assegurar o crescimento económico e o conforto e segurança dos seus habitantes.
Noutros tempos não era assim e não era assim nomeadamente nos tempos do Sr. D. João V, em que o papel do Estado (ou do Monarca, ainda nos tempos do "l'ètat c'est moi") , era principalmente o de assegurar o prestígio do próprio Estado (logo do Monarca) e, deste modo, mostrar ao mundo a riqueza do Rei de Portugal com obras como Mafra, como as embaixadas às Cortes Estrangeiras, como a ajuda aos Estados Pontifícios na luta contra o Império Turco, etc.
Já muitos anos mais tarde, na I.ª República não te apercebes qual deva ser o papel do Estado e ficas a pensar, como eu penso, que o papel do Estado era o de servir a ideologia de uns quantos "iluminados". Sendo esses quantos "iluminados" maçãos, o papel do Estado era principalmente perseguir a Igreja e qualquer influência que esta tivesse na Igreja.
O Estado Novo, ao contrário do que muito se tem dito, era pouco ideológico e muito pragmático. Aliás, a ideologia do Prof. Salazar era mesmo o pragmatismo máximo, misurado com um sentido de Nação incompreensível para muitos hoje em dia: Nação era "de Minho a Timor", logo a sua defesa era um imperativo Nacional e se muito ficou por fazer a nível do desenvolvimento interno, muito se deverá a essa necessidade da defesa da Nação.
Em qualquer dos casos, para cada época teremos que avaliar o desempenho dos seus governantes de acordo com os objectivos da época e não com os de hoje em dia, por isso não hesito emclassificar o Sr. Dom João V, por exemplo, como um grande governante que conseguiu o que na altura os governantes pretendiam conseguir (já foste a Mafra?).
Quanto à CEE... Tanto que temos beneficiado, não achas? Aliás, quando eu vejo o que Portugal tem recebido da CEE/CE/UE, penso que o nosso grande problema em relação à Europa, somos nós mesmos. Com o dinheiro que recebemos de 1986 até hoje, só não temos o país num brinquinho a exportar cultura para o Brasil e PALOPs, por nossa culpa.
Por último, caro Frederico, não deverias ser tão péssimista em relação a Portugal. Bem sei que se há 30 anos a minha família tivesse visto uns símios a invadir as suas terras e a destruir as suas coisas, como a maioria dos Alentejanos viram, talvez eu não fosse tão optimista, mas acho mesmo que nós fazemos parte de uma geração de ouro, que tem tudo para ser bem sucedida em Portugal, na Europa e além mar, como os nossos avós de 500. Só temos que ter ganas e aprender da História.

Um abraço

Diogo

PS
Responde, barafusta, manda vir e chateia, é para isso que os blogs servem.

PPS
Peço desculpa aos outros bloguistas e aos nossos queridos leitores pela extensão deste post.

Parabéns PSP

Os meus mais sinceros parabéns as forças policiais pela contenção feita na manifestação dos estudantes de Coimbra, dou os meus parabéns à PSP pela forma como actuaram como também condeno os estudantes.

Pelo que vi na televisão a PSP não reagiu as provocações e apenas usou a força para repor a ordem quando foi atacada.

Eu considero que este caso não pode ser esquecido, pois existe um culpado facilmente identificável que é o presidente da Associação Académica de Coimbra, Miguel Duarte, não só porque é o líder dos estudantes mas também, e mais importante, porque as suas declarações são um claro incentivo à violência.

19 outubro 2004

Por favor há alguém que demita ou mande calar de uma vez por todas o Ministro Gomes da Silva.

Portugal agradece.

Deixem-nos crescer!!

"Quando o caracter adoece e se dilui, é natural que o espírito de iniciativa dê lugar ao imitativo ou simiesco..é certo que a decadência de um povo lhe destrói a faculdade inventiva e iniciadora". Teixeira de Pascoaes in a Arte de Ser Português

Somos portugueses, logo somos decadentes!! Quase que poderia dizer tal afirmação, extrapolando o raciocínio desta nossa grande figura chamada Teixeira Pascoaes.
Ao lêr excertos da obra Arte de Ser Português, dei comigo a reflectir sobre a mentalidade dos portugueses e sobre o que nos move,o que nos impele num Mundo diferente de tempos idos, mas onde muita coisa permanece igual!! Aproveitando a deixa de Teixeira de Pascoaes, tenho de concordar com o que é por ele dito e aqui transcrevi!! Tenho a opinião que, nós portugueses somos realmente pouco dados à iniciativa, à opinião própria, ao dinamismo, etc. Sinceramente, entristece-me assistir a um povo, mais que inculto, despreocupado com a inovação e a opinião que deve ter nos mais variados assuntos e temáticas inerentes à nossa sociedade. Não conheço muitos países, mas nos poucos que visitei, não vejo nada assim!! Tanta astenia, tanta acomodação!! Vejo a cada dia, em cada um português, frémitos de comodismo, de inércia, de desinteresse!! Não me custa acreditar que os portugueses sejam dos cidadãos da União Europeia menos participativos na vida política e social do seu país! Talvez seja demasiado injusto, tendo em consideração a lógica de Teixeira de Pascoas, aventar com o discurso de que, como incessantemente copiamos o que se faz lá fora, como se tudo o que fosse feito no estrangeiro se traduzisse numa verdade dogmática, sem discussão, somos logo um povo decadente!! Mas o que em determinada altura me provocou esta reflexão foi constatar que, nem sempre imitámos os outros!! E quando é que isso aconteceu!!? A única vez que recordo isso ter acontecido de forma estratégica e funcionando num modelo de desígnio nacional ,foi durante o início da expansão marítima. aqui sim, não ficámos à espera da acção! Aqui provocamo-la.
No século XV, demos início a uma epopeia que iria marcar, indelevelmente a nossa história e, grandeza enquanto nação!! Mas lá está!1 fomos grandes porque soubemos agir e, não somente reagir!! Também parece indiscutivel que esta quimera foi proporcionada pela necessidade dos portugueses afirmarem a sua nação, de expandirem a fé cristã, mas sobretudo para fazer face às suas enormes dificuldades económicas.Não poderia concordar mais com a velha máxima, "a necessidade faz o engenho". Nesta altura necessitámos de fazer face às adversidades e, sem dúvida alguma, fizemo-lo. Depois desta iniciativa, desta aventura, medida com muita fé, mas também doseada com racionalismo, o que foi que nós portugueses fizemos!!? Aventuramo-nos por águas do Atlântico, numa navegação por cabotagem ,estabelecendo laços comerciais com povos autóctones, trocando produtos por si exportados, por mercadorias preciosas e semi-preciosas, aos olhos da Europa. Posto isto, que aconteceu!!? Portugal tornou-se num pólo de desenvolvimento, potificador de industrialização ou desenvolvimento humano e social!! Não. Em absoluto!! A imagem de Portugal de tempos idos, será decerto ,a imagem que temos do Portugal de hoje!! Mas já lá vamos. O que se seguiu à Era dos Descobrimentos foi algo de inimaginável!! Os lucros deste empreendimento magnânime revertiam quase em absoluto para monarcas e fidalgos que, em vez de apostarem no investimento e na reestrutuação das suas actividades económicas, deram primazia a outras áreas, à priori mais relevantes e condicentes para com o seu status social!!! Áreas estas referidas na época pombalina como a sumptuária. Atrever-me-ei a dizer: algo acessório!! Mais uma vez, surge diante de meus olhos sensação de dejá vu...Onde perguntam meus amigos!!? Na aparência. Repetidamente, incessantemente, somos um país que vive para a aparência. Queremos ser o que não somos. E o que não somos? Ricos, por exemplo.
Após esta inicial surpresa para os cofres, eis que surge novo tesouro. Desta vez as especiarias do Oriente. Logo construímos um edifício bem pomposo para receber estas novas jóias da coroa. A ele chamámos Casa da Índia. Nada mais, nada menos que um hall de entrada das especiarias orientais para toda a Europa. Aqui mercadores da região flamenga, do norte de Itália, dos grandes burgos alemães, se passeavam no intuito de fazer negócios chorudos. E o nosso Portugal, que fazia ele!!? Vendia pra gastar!!
Depois das especiarias ainda tivemos outro bónus!! O ouro do Brasil!! Aquele metal precioso que, nas mãos de trabalhadores países, caso dos nórdicos daria para fazer milagres...Nas nossas mãos apenas serviu pra fazer alguns monumentos e pagar as despesas do Estado, assim ,enriquecendo alguns agiotas que dele sempre se serviram.E depois!? Já não tínhamos muito por onde escolher!!
Para fazermos pouco e ganharmos algum, voltámo-nos para os resquícios da colonização!! África! Não duvido do esforço de Salazar para tornar o país desenvolvido. Mas no meio de tanta bajulação visionária, estranha-me não se ter apercebido de que, ou tornava o país auto-suficiente e com indústria moderna e competitiva, ou então passava-nos tudo ao lado novamente! Admito que fizemos muitos progressos no seu período. Mais que empreendendo obras públicas de grande envergadura e necessidade para o país, credibilizou a política, bastante enxovalhada no período da Iª República, demonstrando verdadeiro sentido de Estado, zelando estoicamente pelos seus interesses, falhando contudo, na visão a médio/longo prazo. No conjunto, tentou recuperar algo que já não se perpectivava mudar. A imagem dos políticos e, com ela a ideia de sua importância. Desenvolveu muito Angola, medianamente Guiné e Moçambique, esqueceu-se de São Tomé e, por último reduzia Cabo Verde ao exílio dos seus oponentes. Portugal!! teve algumas melhorias efectivamente. Algumas visíveis no imediato, como foram algumas obras públicas de grande envergadura, como disse anteriormente, outras a médio longo prazo, especialmente nas areas da educação, da cultura. Mas depois do 25 de abril de 1974, novos abutres pousaram num país pequeno, mas que até então pretendia mudar a mentalidade dos seus cidadãos, tacanhos, comodistas, zelosos do interesse próprio, em detrimento do interesse da nação.
O que é certo é que com a nossa entrada na CEE, em 1986, pelas mãos de personagem que, em meu entender por ser persona non grata, não lhe dou o privilégio da citação, Portugal tornou-se mais uma vez refém de si próprio!! Não da actual União Europeia, mas sim de si mesmo!! Porque meus amigos, se é certo que, a CEE quando foi criada, pressupunha conhecimento, harmonia e cooperação entre todos os seus membros. Hoje, quase 20 anos passados, os a UE não nos conhece, o que me intimida enquanto cidadão europeu, ou conhecendo-nos, se aproveita das nossas vicissitudes. Serei sincero! mais que vicissitudes, são vícios que nos alimentam o corpo desde há muito tempo, mas igualmente nos empobrecem a alma!! Cada vez mais entendo que, a salvação do nosso país, o nosso Portugal era a cessação dos tais afamados subsídios que nos alimentam o vício, nos consomem a alma e nos tiram a capacidade.
Deste Alentejo, quase profundo, quase ouvirão melodiosamente junto aos vossos ouvidos: deixem-nos crescer; deixem-nos aprender com os nossos erros, deixem-nos ser originais, pioneiros que soubemos ser, quando já nos julgavamos perdidos!! É sem dúvida uma crítica ao espírito presente nesta UE, mas sobretudo um grito de revolta pelos nossos políticos, pelos interesses obscuros, pelos compadrios, pelas cunhas, pelo comodismo, pela inércia... enfim!! Pela forma como encaramos a vida!!

Desculpem-me se usei mal a expressão "pequena reflexão"! Mas as palavras são como as cerejas, já alguém disse!! Talvez tenha puxado um grande novelo de lã, sem saber se o consigo enlaçar novamente!!? Tenho muito gosto em suscitar algum debate, venha do vosso blog ou não!! De qualquer forma devo desde já adiantar que sou um vosso leitor. Assíduo e atento!!! Oxalá a JP cresça com base no espírito crítico que sinto em vós, mas sobretudo na liberdade de opinião/expressão e na modéstia que têm para admitir quando se enganaram!! Sinto na vossa equipa a presença de bom senso, ponderação, sensibilidade e respeito pela diferença!!
Bem Hajam

Frederico Nunes de Carvalho

18 outubro 2004

Re:

Bem, em resposta ao post do Nuno (sobre a Censura), acho que temos de ter presente duas coisas antes de tudo: a primeira, sobre o caso Marcelo, se realmente houve pressões por parte do Governo para uma mudança na atitude/discurso que até então o comentador fazia e, em segundo lugar, não cairmos numa certa ingeniudade política ao pensarmos que os "nossos" são muito ou drásticamente diferentes "deles". Que quero dizer com isto? Já veremos:

Quando, na gíria do futebol dizemos que o árbitro fez um erro ao assinalar uma falta inexistente e que depois, tenta compensar a equipa prejudicada, é mais que incorrecta essa análise! De facto, trata-se de um erro a seguir a outro erro. Mutatis mutandis, pensarmos que, mesmo que o Governo Socialista tenha agido, por algum veículo mais ou menos lícito para pressionar alguém, não é mais ou menos desculpável, se se apurar a realidade dos factos como as que nos são apresentadas, ao actual Governo. Uma vez mais, se segue a máxima por mim anteriormente apresentada: um erro atrás de outro.

Independentemente de tudo, temos de ter presente que na política, cada grupo politico-ideológico tenta "puxar a brasa à sua sardinha", sem dúvida que sim! Irmos buscar ao passado, erros de outros para tentar minorar os nossos, vem coadjuvar essa minha última frase.

Lembro-me perfeitamente de uma caso que me tocou sobre incoerência política: Quando o Governo Socialista estava no poder, o PSD, a propósito de Barrancos, dizia que era uma vergonha existirem providências cautelares por parte dos mais variados grupos de defesa animal (e não só) que consolidavam a não realização de Touradas de Morte, pois estavam protegidos pelos braços da Lei e que, como sabem, uma providência cautelar encerra a definição de "eficaz", ie, salvaguarda o direito exigido acima de tudo. Como sabemos, as touradas aconteceram...os touros morreram e, durante alguns anos, esta peça realizou-se no mesmo palco e com, mais ou menos, os mesmos actores. Quando o PSD chegou e formou o actual Governo, Eurico de Mello, uma pessoa de respeito da ideologia política do PSD, ao ser confrontado com uma jornalista sobre a morte dos touros, nesse ano em que o seu partido pertencia ao Governo...ficou simplesmente speechless. Nos dias seguintes, retirou-se da cena política.

Pois bem, tanta conversa minha para quê? Não sou céptico em relação à boa vontade humana, mas tenho algumas reticências (...) em relação à boa vontade política. O Povo "bem" diz que "são todos iguais"...é mesmo verdade? Tenho esperança que a minha geração e as vindouras realmente destituam esse conceito e que lutemos para que Portugal seja uma Nação onde todos lutem para o bem de todos e não num sistema de rotatividade (quase feudal) a que assistimos a largos anos.

Há muitas politics, mas muito poucas policies!

17 outubro 2004

Censura

Quando o tema da censura está na ordem do dia é curiosa esta entrevista de Joaquim Furtado ao Independente:

"Alguma vez teve de lidar directamente com uma tentativa do Executivo (Governo) de vetar ou silenciar determinada escolha editorial? Não. Na RTP o problema é que as administrações são nomeadas pelo Governo. E a actuação dessas administrações pode traduzir-se, de forma mais ou menos explícita, numa tentativa de controlar certo tipo de situações.

Porque saiu da RTP? Demiti-me na sequência de um episódio que teve de certa forma a ver com isso. Queira enviar um jornalista a um congresso da UNITA e a administração opunha-se com argumentos de ordem política. Essas orientações vieram do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Para fazer a cobertura do congresso o jornalista não poderia entrar em Angola pelas vias normais e isso constituiria, no entender da Administração, um problema no plano político e no plano diplomático. Este é um exemplo concreto de uma pressão que funcionou. Houve uma decisão da Administração, que impediu a realização de um trabalho jornalístico, justificada com argumentos políticos.

Estamos a falar de que ano? Aconteceu em 1998".


98?? agora é fazer contas e ver quem estava no governo....

15 outubro 2004

Bagão a Belém

Toda a gente sabe que eu sou Monárquico e por isso o que se passa lá pelos lados de Belém não me desperta muito a atenção. Mas toda a gente sabe também que eu sou nacionalista e me preocupo com o meu país, procurando sempre as melhores soluções do momento para Portugal.
Vai daí, e dado que as possibilidades da Monarquia ser restaurada até às próximas eleições presidenciais não são assim tão grandes (talvez fosse mais provável avistar golfinhos no Alqueva...) e teremos que eleger mais uma vez alguém que vá para Belém, então ao menos que vá a solução menos má* e esta parece ser a de Bagão Félix:
- foi MTSS no executivo de Durão e é MF no executivo de Santana;
- apesar de nomeado pelo PP, é um ministro independente;
- granjeou uma boa dose de admiração e respeito ao longo destes anos nos Portugueses, o que é mais do que se pode dizer da maior parte dos ministros destes dois governos;
- é uma pessoa de convicções políticas bem próximas do eleitorado democrata-cristão do PP, mas que também não desgostará ao eleitorado social-democrata do PSD ou até à ala mais à direito do PS;
- é uma pessoa educada e culta que poderá bem representar Portugal no mundo (não tão bem como o Duque de Bragança, mas sobre isso estamos conversados);
- é alguém que chega bem às pessoas, sendo capaz de uma boa campanha contra um candidato da esquerda.
Para além de todas estas qualidades próprias, um circunstancialismo favorável: não há mais ninguém que reuna todas estas condições na Direitae Centro Direita no momento... ihihih
Aqui entre nós que ninguém nos lê e muito em segredo para ninguém saber: se o Bagão se candidatasse a Belém, até eu que sempre votei em branco nas Presidenciais votaria nele. Schiu! É segredo...

*Menos má porque a única boa seria, óbviamente, a Monarquia.

Orçamento do Estado

Estamos a poucas horas da apresentação do Orçamentos Geral do Estado para 2005 na Assembleia da República. Logo que conheça na integra as grandes opções do OGE farei neste Blog uns breves comentários.
Por aquilo que até agora saiu na comunicação social, dá-me a impressão que mais uma vez a classe média é que vai pagar a crise.

10 outubro 2004

Palmeira

Cheguei agora mesmo de Alcoutim onde visitei um monte chamado Palmeira que no passado Verão se viu completamente rodeado pelas chamas que chegaram a dois metros das casas.
Todo o sustento daquelas pessoas foi, em apenas um dia, varrido pelo fogo: as oliveiras, as hortas, as árvores de fruto...
Estamos agora a entrar no Inverno; é altura de começar a preparar a
"época de incêndios" do próximo ano limpando as matas, abrindo carreiros por onde os bombeiros possam passar com facilidade, dotando as zonas mais desertas de torres de vigia e educando as pessoas para os prejuízos dos incêndios nas vidas de tanta gente.
Esta é uma questão de mera justiça social: são os mais pobres os que mais sofrem com os incêndios.

08 outubro 2004

JP em movimento

Hoje, dia 8 de Outubro, uma delegação nacional da JP reunirá com o Secretário de Estado da Juventude, Pedro Duarte.

A JP levará à discussão temas tais como o IPJ, que se tornou um poço ineficiente de funcionalismo público, o financiamento juvenil, a Movijovem,
o Movimento Associativo e o voluntariado.

Resta esperar que o apelo ao aprofundamento destas questões seja produtivo.

Bizita e André

Apesar de ter escrito dois posts nos últimos dias, já há algum tempo que não
lia os posts, mas como agora estou com pouco trabalho e o meu patrão não
está no escritório para me dar mais, aqui vão as respostas a dois.
A Bizita perguntou a 28 de Setembro: "Porque hei-de eu, com os meus impostos, estar a pagar o SNS se não o utilizo? Porque hei-de eu, com o meu IRS, estar a sustentar as Escolas e Universidades Públicas se nunca as utilizei?"
Para um Democrata-Cristão eu responderia: porque a maioria das pessoas
que utilizam o SNS e o ensino público não têm dinheiro para sustentar todas as despesas inerentes aos mesmos e é pura e simplesmente uma questão de
justiça social.
Mas como a Bizita é Liberal, eu respondo de maneira diferente: porque as despesas com a saúde e a educação acabam por se repercutir na economia de maneira favorável. Assim, as sociedades em que as pessoas tem bons cuidados de saúde e assim se restabelecem mais rapidamente para voltar aos seus trabalhos e em que as pessoas têm possibilidade de ter acesso a um bom sistema educativo são mais produtivas e competitivas.

Quanto ao André no Arco do Cego...
O que tu consideras danos colaterais, eu considero serem externalidades positivas, ou seja, que sejam criados mais cafés e livrarias só pode significar maior concorrência com o comércio já existente, que erá que se tornar mais competitivo baixando os preços e melhorando os serviços. Mais uma vez, os habitantes locais agradecem.

Para a Bizita e o André não ficarem chatados pela minha discordância das suas opiniões, convido-os desde já para tomarem um cafézinho no jardim do Arco do Cego logo que este esteja pronto.

Iraque - de vez em quando volta à baila...

Na Quarta Feira confirmou-se aquilo que toda a gente sabia mas que os Senhores George e Tony insistiam em nos tentar esconder: que não havia armas de destruição em massa no Iraque.
É verdade! Vejam lá bem... O Chefe dos Inspectores de armamento no Iraque, Charles Duelfer, disse mesmo que essas não existiam há mais de 10 anos!!!
Parece que mais uma vez, para não variar, SS, o Papa, tinha razão.
E consequências disto? O facto de ter havido uma guerra no Iraque seguida de uma ocupação onde já morreram não sei quantos milhares de civis Iraquianos não levou a que os principais autores desta guerra, George Bush e o seu escudeiro Tony Blair, se demitissem, admitissem que estavam errados, etc.
Pelo contrário, o Sr. Tony veio dizer que eles não tinham armas de destruição em massa, mas queriam ter e isso, por si só, justificava a "Guerra Preventiva".
No fundo, tem tudo a ver com o filme em que o Tom Cruise fez de actor principal, o Minority Report, em que uma máquina adivinhava as intenções das pessoas e estas eram presas antes de cometerem qualquer crime. Eu tinha achado a ideia do filme altamente inconstitucional, imaginem o que eu acho desta guerra preventiva em que o Sr. Tony, tal máquina adivinhadora de crimes, sabe que Saddam Hussein queria/ tinha a intenção/ sonhava em vir a ter máquinas de destruição em massa.
Espero que ele não venha cá e adivinhe os desejos que acorrem à minha retorcida mente cada vez que passo em frente da Casa da Moeda e me imagino numa Ilha Paradisiaca do Índico...

A Famosa Quinta das Celebridades e o Famoso Ferreira Torres

Não sou uma pessoa que veja muita televisão. De facto, gosto de aproveitar o pouco tempo que tenho em outro tipo de actividades. Mas ontem foi diferente: decidi dar uma "olhadela" ao canal do povo (para quem não sabe é a TVI).
Qual não foi o meu espanto quando vi que, na já famosa "Quinta das Celebridades", estava o nosso querido amigo Avelino Ferreira Torres. Cunclusão, nunca me ri tanto em toda a minha vida do ridiculo de uma pessoa.
De facto, uma coisa deu para perceber: este homem tem aptidões em diversos campos. Em primeiro lugar, é um óptimo lutador sempre disposto a fazer justiça com as próprias mãos (refiro-me à famosa luta que travou naquele campo de futebol!). Em segundo lugar, é um óptimo actor... (já repararam bem na postura do homem perante as câmaras?!). Ah, não me posso esquecer que é um óptimo trabalhador... (fogo, naquela quinta é o único que trabalha! ainda por cima tem que fazer os trabalhos que o Castelo Branco se recusa a fazer)!
Pois... dentro de tantas aptidões só não encontrei uma: a do respeito pelos portugueses que o elegeram para o cargo que ocupa! Bem sei que está gozando o seu período de férias (ainda gostava de saber como tem um político 3 meses de férias). Contudo, não deixa de ser uma vergonha para Portugal e, consequentemente, para o CDS ter um político em programas televisivos desta natureza.
De uma coisa não tenho dúvida: este homem vai longe!!! mas não é na política!!! e daí... talvez aproveite o seu tempo de antena para fazer alguma propaganda... só espero que não ponha o nome do CDS ao barulho.... Para isso já basta o facto do Dr. Paulo Portas se ter ido despedir da sua amiga Cinha Jardim à Quinta....
Enfim, mais uma vez, julgo que o CDS deverá tomar posição relativamente a este caso... Afinal, é um representante do Partido que está a fazer estas tristes figuras!
José Morais Barbosa

07 outubro 2004

Saída do Professor Marcelo da TVI

De facto, ultimamente tenho assistido a coisas vergonhosas no meu País.
A saída do Professor Marcelo Rebelo de Sousa da TVI revela bem o estado triste em que se encontra a Política em Portugal. Mesmo sendo membro do CDS não posso deixar de críticar os aspectos que considero errados no actual Governo.
Não tenho dúvidas de que a saída do Professor tenha sido influênciada pelo actual Governo. É triste ver como - mesmo passados tantos anos do 25 de Abril - a censura voltou a Portugal. Neste aspecto não posso deixar de concordar com a oposição quando esta afirma que o Governo faz calar aquilo que não gosta de ouvir.
Cada um deve ser livre de expressar livremente a sua opinião desde que não ofenda ninguém. Esperemos que os Telejornais possam continuar a ser independentes como até aqui. Acredito no meu Governo e espero que este se deixe de fazer censuras àquilo que não gosta de ouvir.
Afinal, porque estamos nós em democracia?
José Morais Barbosa
O Adeus do Comentador ou o novo habitante da Quinta das Celebridades!

A TVI perdeu um comentador que, aparentemente agastado por uma crítica mais forte, decidiu largar a prédica dominical que mantinha, desde 2001, nos serões da TVI. Confesso que não esperava esta reacção do Professor que pensava ter mais ‘estômago’ para aguentar uma crítica. Afinal enganei-me... o rei do veneno, ao experimentá-lo, prefere sair de fininho a enfrentar a luta! Assim se dá a medida de um homem. Aqueles que face ao ataque e à crítica mais mesquinha continuam o seu trabalho e não desistem e aqueles que à primeira contrariedade, qual menino mimado, atiram com a porta e fazem birra!

A bem da verdade, não sei bem porque me espanto. Já em 99 o Professor fez a mesma coisa quando acabou a AD e deixou o PSD... na altura, contra todos os vaticínios Paulo Portas, ao contrário do Professor, não desistiu e lutou por aquilo em que acreditava. Conclusão: 3 anos passados Paulo Portas chegava a Ministro e levava o CDS ao Governo, 20 anos depois, e Marcelo Rebelo de Sousa, sem hipótese de intervir directamente no jogo, do qual saíra amuado, dedicava-se ao seu papel peferido - ‘treinador de bancada’.

Pensava o Professor que o seu papel de comentador infalível, que os portugueses religiosamente ouviam nos serões dominicais, seria eterno e que, sob essa capa, tudo podia dizer, sem que ninguém o pudesse criticar ou rebater. Pelos vistos enganou-se! E, à primeira contrariedade, eis que decide por termo à prédica, não sem antes levantar lebre das pressões que sofreu, trazendo à memórias os tempos do ‘lápis azul’!

Ainda estou para ver que coelho irá, agora, o Professor tirar da cartola. No entanto, mesmo sem ma ter pedido, fica a sugestão: vá para a Quinta das Celebridades. Pagam bem, tem divertimento gratuito, pode tomar banho de água fria sem os perigos do Guincho e, já se viu que os habitantes da Quinta podem dizer o que lhes passa pela cabeça sem censuras ou críticas. Não era o lugar ideal para o Professor?

Cego & Marcelo

O Diogo, no post anterior a este meu, fez uma alusão ao caos citadinho que figurava na zona do Arco do Cego em Lisboa onde, e não me querendo demorar citando, o congestionamente de tráfego era intenso, na maior parte das horas do dia...coisa que prejudicou não só os moradores, mas também quem lá tinha de se deslocar (ou perto) por este ou aquele motivo.
Em todo o caso, o slogan que se afigura nos cartazes por lisboa "Um Jardim no Arco do Cego" envolve aquilo a que, num contexto militar, se poderia chamar de "danos colaterais", ie, ao construir-se um jardim com larguissimos m2 na Estação de autocarros do Arco do Cego (AC), com quiosques (de livros e cafés), esplanadas, etc., vem competir (se não mesmo extinguir) o então comércio que se instalou com o passar dos anos nas imediações do AC.
A relação de simbiose, de mútuo crescimento entre os cafés e toda a dinâmica associada a uma estação de viagens como a do AC é, praticamente dilacerada pois quem pode competir com um jardim onde oferece, concumitantemente, um espaço de lazer, entretenimento e descanso combinados com os serviços mais elementares da restauração? Boa questão.

O outro comentário da semana (já ouvi em algum lado e que triste coincidência a minha), prende-se com uma noticia que recebi agora de um amigo meu da ala esquerda que, passo a expressão, gosta de me ver sofrer (risos). Para tal e, ainda eu não tendo uma opinião visto ter estado no Jantar da Concelhia, segue-se a noticía do Público:


«O deputado do PSD Luís Marques Mendes considerou hoje "lamentáveis" e classificou como um "precedente grave" as "pressões" exercidas contra o comentário político do ex-presidente social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa aos domingos na TVI.

Em declarações à SIC, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares considerou que Marcelo Rebelo de Sousa decidiu abandonar o seu comentário semanal na TVI em "resultado de pressões" que, no entanto, não especificou.

"Trata-se de um precedente grave e que nada tem a ver com a história do PSD", referiu o ex-braço de direito de Marcelo Rebelo de Sousa no período em que este foi presidente dos sociais-democratas entre 1996 e 1999.

Ainda de acordo com Marques Mendes, o que se passou com o comentário político de Marcelo Rebelo de Sousa "contrasta com 30 anos de património de liberdade do partido e com o PSD liderado por Francisco Sá carneiro, Pinto Balsemão e Cavaco Silva".

"Isto não é um bom prenúncio, isto não é um bom caminho para o PSD e espero que os militantes do PSD façam uma reflexão serena sobre o que se passou", declarou o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares de Cavaco Silva e de Durão Barroso.

O ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa anunciou hoje à agência Lusa a sua saída imediata da TVI, na sequência de uma conversa com o presidente da Media Capital, ocorrida a pedido de Miguel Paes do Amaral.

"Na sequência de conversa da iniciativa do presidente da Media Capital, Miguel Paes do Amaral, decidi cessar, de imediato, a colaboração na TVI, a qual sempre pude livremente conceber e executar durante quatro anos e meio", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

O grupo Media Capital confirmou em comunicado o pedido de Marcelo Rebelo de Sousa para cessar funções na TVI, garantindo que a decisão foi da exclusiva responsabilidade do comentador.

A empresa revelou ainda que a decisão foi recebida com surpresa por parte da TVI e do próprio presidente do grupo, Miguel Paes do Amaral.

Marcelo Rebelo de Sousa fazia comentários políticos no telejornal de domingo da TVI desde 13 de Maio de 2000.

A decisão de Marcelo Rebelo de Sousa ocorre dois dias depois de o ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva, ter estranhado o silêncio da Alta Autoridade para a Comunicação Social em relação aos comentários, que classificou de "ódio", feitos pelo ex- presidente do PSD na TVI.»

06 outubro 2004

Arco do Cego

Na zona do Arco do Cego, situada entre o Saldanha, o Campo Pequeno, a Av. da República e o IST milhares de carros e pessoas se cruzam todos os dias: estudantes, trabalhadores, turistas ou apenas pessoas que têm que se deslocar a um dos muitos bancos, seguradores, advogados, serviços públicos, etc. da área.
No meio deles todos um grupo de cabeças pouco dadas ao hábito de pensar construiu um terminal de camionetas que trouxe para pleno coração da cidade, já de si congestionado, centenas de autocarros todos os dias vindos de todo o país e outras quantas centenas de táxis que fazem bicha para levar os recém chegados a toda a cidade.
Esta situação era completamente absurda e não poderia continuar muito mais tempo até que, finalmente, depois de muitas petições dos moradores da zona, lá se decidiram a mudar a central de camionagem para Sete Rios, junto à 2.ª circular e às vias de acesso à cidade. Uff!
Mas melhor ainda... Vão fazer lá um jardim onde todos estes milhares de pessoas que lá passam poderão parar um bocadinho, descansar, almoçar na relva, levar os filhos a brincar quando saem das escolas, etc.
E nós, moradores, também agradecemos uns momentos relaxantes aos fins de semana a ler um livro no meio de árvores, relva, flores, etc.
O Lisboeta agradece e dá os Parabéns à CML.


04 outubro 2004

IVA vs IRS/IRC

Infelizmente, quando escrevi sobre as tarfias na saúde e dei a minha opinião sobre a eliminação do IRS e IRC, por contrapartida de um IVA reestruturado, não tive tempo para expor com detalhe esta ideia. Claro que já me "caíram em cima" com dez mil argumentos contra.

Pois bem, não ficarão sem resposta. Logo que possa (em breve, espero) escreverei detalhadamente sobre o assunto.

02 outubro 2004

Futuras eleições legislativas

Tem corrido pelos meios de comunicação social o rumor de que o PSD não pretende ir coligado com o CDS às próximas eleições legislativas. Não sei se tal é, ou não, verdade. Contudo, enquanto militante do CDS e sobretudo cidadão de Portugal, julgo dever deixar aqui marcada a minha posição.
O CDS é um Partido com uma identidade própria. Temos uma forma singular de estar na Política que se caracteriza, em primeiro lugar, por sermos nós próprios e não estarmos dependentes de ninguém.
Julgo que não deveriamos concorrer coligados às próximas eleições legislativas. Não podemos estar dependentes da vontade de um outro partido de querer, ou não, vir a concorrer coligado. O CDS não pode, em circunstância alguma, ter uma postura de partido subalterno sem firmeza nas suas posições.
José Morais Barbosa